Lembre se que um dia eu te Amei
Morrer em vida...
Tu e eu tínhamos um sonho!
Encontrar um lugar
Onde nos pudéssemos esconder e amar
Porque fomos feitos um para o outro
Como a noite para o escorpião!
Mas dizem astros que não!
Que não haverá aqui ou acolá
Nem um qualquer lugar...
Morrer castigado em vida ou viver errado,
Qual o maior fardo?
Palavras tuas que apedrejei e devolvi ao vento,
Maltratei borboletas que nasceram de nós,
Fiz da flor dada, uma lembrança e da recebida, uma bola de trapos...
Estou cansado de me cansar,
Do pesar da consciência pesada,
Dos porquês de um dia teres sido a mais incompreendida e a mais amada!
Cansado...
De ser floresta vazia de raízes e oxigénio,
De te procurar, porque estás em toda a parte e em parte nenhuma!
De não ouvir um sopro teu, nem ventos de mudança...
Pudesse eu voltar atrás
E não me poria na prateleira das coisas mortas e obsoletas...
Perdoa-me o que não disse, fiz ou não dei e o pouco que amei
Como eu te perdôo o mal que me fazes...
Vertem-se-me lágrimas que não caem ao chão,
Ficam todas presas nos porquês de não te poder ter
Porque também em vida se pode morrer!
Sonhava um casamento de almas em que nos imaginava
num equilíbrio que selava ambas as polaridades...
...a tua e a minha!
E tu estás tão linda...
Ainda te amo...
Ainda te choro e de vez em quando, ainda te soluço...
E sempre te amarei...
Ainda, tanta coisa...
Ainda tanto por doer e dizer...
Ainda me dóis onde a dor mais dói...
Ainda me perco nos teus olhos castanhos...
São relativos e estranhos!
Quando me olham, sérios e perguntadores, não dizem nada!
Convidam-me apenas a pedalar no lodo, sem pedais
E obrigam-me a fumar cada vez mais!
Oxalá me chamassem às fogueiras dos lençóis da tua cama,
Onde faríamos amor todos os dias...
Queria amar-te de mil maneiras e mais algumas que não esperasses,
Queria que tivéssemos sido liberdade, glória e cumplicidade...
Tenho saudades...
Do teu sorriso, do teu olhar inclinado a namorar o meu,
Das prosas de Julieta e Romeu
Que me deixaram refém
De “amo-tes” que diziamos e dos não ditos também...
Saudades...
De andar de mão dada
Numa qualquer rua, esquina ou calçada...
Dos nossos rebentos...
Os que tivemos e ainda vejo
A precisar de um beijo e tantos lhe demos!
O amor,
Se ele me sorrisse,
Eu lá estaria para o receber e matar
O que o matou um dia...
Morrer em vida são pés no chão a cair por um telhado
Que estava certo de amor,
Mas errado, sem alicerces...
A morte,
A que me foi redigida
Por um defensor dado à sorte,
Nem proferida foi ou acusação teve,
Nem fraca, nem forte!
Seria hoje morto em vida
Se me dissesses um “amo-te” aqui e agora, daqueles intemporais e sentidos.
Depois nada. Lágrimas falariam por mim.
Talvez o corpo tremesse por dentro e eu sorrisse por fora
Antes de morrer...
Está escrito nas linhas das mãos, nos corações
Que será noutro amanhã, noutro lugar
Quem sabe em Marte, num qualquer ano
Porque o meu amor é marciano,
Talvez verde e com antenas,
Como eu, maturado...
Apenas...
Se um dia te vir por aí de mãos dadas,
Que seja ao menos o teu conto de fadas,
Porque o lugar que deixastes era o meu.
Até depois...
Uma flor com um “Amo-te” lá dentro...
Toma. É para ti.
Uma casinha...
Vem construir uma casinha,
Uma pedra tua, outra minha...
Danças tu, canto eu
Um fado que nasceu
Não sei donde, nem porquê...
É coisa que não se vê,
Que do céu caiu,
Como alguém que lê
Um livro que não pediu...
Eu Quero Um Beijo...!
Eu quero agora, pra hoje, sem demora...!
Eu quero um beijo suado, seco ou molhado...
Eu quero um beijo desnudado de juízo,
No verso do olho, reverso da alma...
Eu quero um beijo sem letras nem fonemas...
Eu quero um beijo no verbo...!
Eu quero um beijo perdido ou achado...
Sem pausas nem lacunas...
Intercalado...!
! Sem precisar nada ser dito...
Eu quero um beijo que fale a minha língua...!
Eu quero um beijo calado, no grito...!
Eu quero um beijo no ato, de fato...
Eu quero um beijo ao gosto do desejo...
Eu quero um beijo seja como for...
Sem compromisso ou com amor...!
Eu quero agora, pra hoje, sem demora...!
Eu quero um beijo...!!!
A doente.
Eu sempre fui um tipo de gente.
Sabe aquela pessoa que nunca sai do hospital?
Eu sempre era ela.
Sempre estava me sentindo mal.
Até que eu pensei:
-Se nessa vida eu sempre vou ser esse tipo de gente, eu não quero viver.
Porém, quando eu olhei para a janela lá estava ela.
A criança que eu sempre quis ser.
Tão livre e bela.
Ela não tinha que andar por aí com uma bombinha ou remédios.
Ela corria, pulava e fazia tudo do jeito dela.
Meus olhos brilharam.
Eu não sabia se era pelas lágrimas ou pela admiração.
Meus pais entraram no quarto e também viram.
E sem saber oque eles podiam fazer.
Apenas me abraçaram.
Sou um anarca – não porque eu desprezo a autoridade, mas porque preciso dela. Da mesma forma, não sou um incrédulo, mas um homem que exige algo em que valha a pena acreditar.
O que eu mais observo quando vou a um velório, é o quanto àquela pessoa morta no meio de um salão fúnebre passa a ter tanto valor. Suas qualidades são apresentadas como referência para as gerações futuras. Todos, feito um coral de igreja, entoam a mesma cantiga: era um ser de luz. Morto, sem vida,um corpo que já não pode sorrir, ou chorar, tem o valor que ninguém em vida nunca o terá.
Nildinha Freitas
Nosso amor
Eu, sendo um Gustavo que já tinha acreditado e desacreditado do amar, encontrei nessa vida a esperança de dias de paz, passei a ver sentido no azul do mar, no querer ir, sem voltar mais.
Eu, que sendo um menino, encontrei o meu ninho num lugar igual a mim. Eu vi no Geovane, não a rosa, mas, um jardim.
A gente se encontrou, mas não foi igual tantas outras vezes, foi encontro de almas, foi reencontro de vidas e no lugar da dor, brotou o sentimento do amor que cura toda ferida.
Hoje, já não somos apenas um, mas somos só um, e inteiramente prontos para espalhar a semente do amor da gente.
Nossa jornada começou, e vamos trilhar sem medo, e sem temer o amanhã. Vamos viver o agora, o acordar toda manhã.
Nildinha Freitas
Em homenagem a Gustavo e Geovane
Eu gostaria de ter escrito um poema sobre todas as mulheres que conheci. Um poema sobre como cada uma sentia o mundo por entre suas pernas. Mesmo eu não tendo tido tantas assim, (mas quem dera eu tivesse), eu faria como Bukowski e teria argumentos para escrever sobre elas e os seus sonhos escondidos nas madrugadas quentes.
Nildinha Freitas
No meio das pedras, há um caminho, e eu sigo por ele, sem medo de ferir os meus pés.
Nildinha Freitas
Eu e você
Um amor pode nascer na esquina que divide duas avenidas, enquanto o semáforo insiste em não abrir. O coração pode perder o compasso mesmo estando separado por três mil quilômetros de distância e a gente pode sentir que o espaço temporal não separa, sentir até o cheiro do Prada, do 212 e da pele suada, depois do prazer.
É que o amor pode se fazer morada dentro de um olhar que escuta a gente e dentro do abraço que reinicia quem somos.
O amor pode nascer em meio a dor das perdas forçadas e pode preencher espaços, lacunas, sem invadir e fazendo a gente transbordar.
É que o amor causa aquela sensação que minha poesia não sabe dizer o nome, mas...
Nildinha Freitas
Eu não nasci para ser um segredo de alguém. Quem quiser estar ao meu lado tem que ter o prazer em dizer que caminha comigo.
Nildinha Freitas
Eu precisei de muita coragem para ser quem sou.
Coragem para assumir que sou um ser humano incrível. Coragem para assumir minhas limitações, meus medos e principalmente, precisei de coragem para entender que eu precisava ser melhor e ainda preciso.
Precisei de força para assumir o papel principal dessa história, só minha, e hoje carrego cicatrizes que me fazem entender o quanto sou forte.
Nildinha Freitas
A vida é um estudo de causa própria, onde eu preciso estar sempre me avaliando, me reavaliando, alinhado e realinhando planos e rotas.
Olhando para o ontem percebo as mudanças de estradas que eu tive que fazer, peguei atalhos e tive que voltar muitas vezes ao começo. Houve momentos em que eu estava no caminho e fui forçada a sair, que eu estava "certa" e fui levada a rever minhas certezas, que eu pensei que era o fim e vi à minha frente um mundo de oportunidades. Houve situações em que eu estava gélida, quase sem vida e vi que ainda pulsava em mim a esperança e é ela o combustível da minha história.
Nildinha Freitas
Hoje eu acordei sentindo mais, ouvindo mais os sinais que a vida dá por meio de um cantar de pássaros, por meio de uma folha que flutua levemente carregada pelo vento. Acordei sentindo o som do silêncio!
Hoje eu acordei mais sensível, como se o passado viesse me visitar, só para dizer que eu venci o medo de olhar para trás.
Hoje acordei olhando para a frente e enxergando que sou bem mais.
Nildinha Freitas
Eu nunca fui de acreditar em um destino pronto, onde tudo está predeterminado, prego batido e ponta virada, pois sei que nosso livre arbítrio e nossas escolhas podem mudar tudo na nossa trajetória.
Entendo que não existe acaso e que alguns encontros e desencontros precisam acontecer; é como se de alguma forma a gente tivesse mesmo que encontrar no caminho tropeços, sorrisos e recomeços, até que chegue o momento em que a gente se encontre e encontre a paz. No mais, eu também acredito que mereço ter felicidade e nunca deixarei de crer que sou digna do que há de melhor na vida, por isso, olho para as minhas marcas e agradeço as minhas feridas, pois elas também me trouxeram até aqui.
Nildinha Freitas
Escrevo um bom poema para se ler da vida que eu tenho em minhas mãos, às vezes, faço rimas perfeitas e há horas em que nada parece se encaixar, mas escrevo, pois escrever é minha cura, a chave para me libertar.
Nildinha Freitas
Há pouco me lembrei de um pequeno caderno onde eu fui orientado a anotar as coisas boas que eu tinha vivido no dia...
Isso tem uns 20 anos...
O caderno se perdeu, não as memórias de lá...
Hoje lembro do caderno com um sorriso e das histórias vividas lá escritas com gratidão...
Hoje, eu acordei de guerrilha!
Afinal, vivemos não apenas em um momento, mas sim, em um mundo onde valoriza e investe-se mais em marketing do que no própio valor qualitativo, falando de pessoas. Vivemos em um mundo de poucas ideias sadias, onde tudo logo é Chester, (coxa e peito), no mais, pornografia; onde o bom senso não é aceito, onde tudo é nudes e, ao mesmo tempo, fantasia.
Vivemos em um mundo de embalagens; em um mundo de primeira, quando se trata de arte final em um marketing de emboscada, mas, com uma rara e tímida arte interior, e às vezes, levemente deteriorada; em um mundo de diversos nomes, mas, cada qual, com pouquissíma personalidade, onde o nome é nome apenas por vaidade.
São muitos comerciais para pouco filme. Falando em filme, são muito bons atores para pouca ação. São mercenarios de plãntão? Bom nome para o filme, mas o roteiro, à desejar: deixou na mão.
Vivemos em um mundo de boas molduras para quadros ruins.
Vivemos em um mundo de músicas, mas, de poucas letras (que infelizmente ficam no ar).
Vivemos em um mundo onde o indecente #malandramente sobe e o decente desce sem mais parar. Desce do pódio, desce da mídia, desce do padrão, desce do patamar. Às vezes, por um empurrão, outras, prefere por si mesmo calar.
Vivemos em um mundo de muitas palavras, para pouca atividade, e de que vale uma boa palavra sem uma boa ação?
Vivemos em um mundo de "santinho", mas, de corrupção. Às vezes, o melhor caminho é seguir na contra-mão.
Vivemos em um mundo de platéia e não torcida, da que não dá flor em vida, para dar-te no caixão.
Dizem: "Vivemos em um mundo de mais amor" Cadê então?
Vivemos em um mundo sem resposta para a questão, que vira as costas para a razão... Um mundo sem noção e sem consentimento, que ignora que para tudo, mesmo sem merecimento Deus deu perdão.
Vivemos em um mundo que assemelha-se a um pacote de chips, afinal: cheio de vazio e pouco conteúdo de qualidade, essa marcância logo dá ância. Não é verdade?
- Relacionados
- 67 frases de bom dia especial para acordar com o pé direito ☀️
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas Quem Sou Eu
- Poemas de aniversário: versos para iluminar um novo ciclo
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Feliz aniversário, mulher guerreira: frases de parabéns para celebrar seu dia
