Lembre se que um dia eu te Amei
Olhar além do horizonte
Eu vejo
Caminhar com destino a felicidade
Eu ando
Nadar um percurso e descansar
Eu abraço
Sentir a brisa do mar
Eu vivo
As lágrimas caem
Eu choro
O (nascer e por) do sol
Eu contemplo
A lua e as estrelas
Eu admiro
Os passáros e as borboletas
Eu voo
A felicidade
Eu sorrio
Eu não sou do tipo que, diante de uma ferida, coloca apenas um curativo por cima e finge que está tudo bem, dizendo que ela vai sarar sozinha ou que não houve culpa nenhuma no corte que a causou.
Sou do tipo que limpa a ferida, aperta para o pus sair e trata a infeção pela raiz, para que não se espalhe pelo pé inteiro. Vai doer? Vai, sim. Mas é necessário, e é para o teu bem.
Sou abrigo de um amor que não mora em mim;
ele olha para outra, enquanto eu olho para ele.
Somos desencontros caminhando juntos:
eu, querendo ser escolhida;
ele, querendo esquecer quem não o quis
"Há alguns dias eu chamei um dos meus colegas de sala de covarde.
Só que... eu acho que o maior covarde de todos sou eu.
Eu só queria que todo mundo me deixasse em paz, como se... eu não tivesse aqui."
– Classe dos heróis fracos
NÃO É QUE EU NÃO QUEIRA UM AMOR. EU SÓ NÃO QUERO UM AMOR QUALQUER!
Eu só não quero viver em constante desalinho, desequilíbrio ou me perder de mim (de novo). Não quero uma relação onde eu viva sem paz ou em competição desenfreada. Isso eu já vivi e garanto, não vale a pena!
Não quero um romance igual ao das telas de cinema. Quero alguém que ao menos deseje ficar e que lute por isso. Quero alguém que ao menos preencha os requisitos mínimos do meu coração. E que fique claro, isso não é uma espécie de entrevista de emprego. Nada disso!
É que meu coração é muito valioso. Dele depende minha vida. E ele já foi muito machucado, quebrado em pedacinhos. Tenho certeza que ele não resistiria a mais uma decepção. Não é que ele pare de bater, mas existe o risco iminente de que, depois de tantos trincados, eu tenha que recuperá-lo, remendá-lo. E com tantas camadas de "cola", talvez ele se torne duro demais ou tão sensível que eu tenha que colocá-lo em uma caixinha blindada, trancado à sete chaves e as tenha que jogar fora, uma a uma.
É por isso que cuido dele e toda essa fragilidade que nele habita. Ele é um tesouro. O meu tesouro! Mas, saiba, se você chegar de mansinho, com jeito e com uma boa dose de intensidade e se for um parceiro leal, terá o melhor de mim. Terá tudo!
Mas para dar o melhor de mim eu preciso que você saiba: eu não quero um amor qualquer, eu quero UM AMOR. Um amor que some, que multiplique, que chegue e que fique!
Enquanto alguns formulam teorias e suposições, achando que tudo é um plano contra si, eu, simplesmente, trabalho.
E assim, sigo escrevendo a cada dia mais uma página da MINHA vida."
Eu tive um amigo na infância. Nossa diferença de idade era de apenas oito meses. Fomos criados juntos, compartilhamos as mesmas ruas, as mesmas descobertas e conhecíamos a essência um do outro de uma forma que só a inocência da infância permite.
Na adolescência, nossos caminhos começaram a se separar. Ele se mudou para outro bairro, depois para outra cidade e, mais tarde, para outro país. Ainda mantínhamos um contato esporádico, insuficiente para que soubéssemos o que realmente acontecia na vida um do outro. Hoje, sequer me lembro da última vez em que nos vimos. Não lembro da última conversa, do último assunto, nem se nos despedimos da maneira que duas pessoas deveriam se despedir quando não sabem que aquele será o último adeus.
Há pouco mais de um ano, recebi a notícia de sua morte. Um tumor maligno no cérebro o levou depressa demais. Não houve tempo para uma ligação, uma mensagem ou algumas palavras que, talvez, pudessem confortar seu coração. Ou talvez fossem apenas para aliviar o meu.
Curiosamente, a dor não chegou naquele dia. Ela veio muito depois.
Foi só com o passar do tempo que compreendi o verdadeiro peso daquela perda. Entendi que nunca sabemos quando será a última vez que veremos alguém que fez parte daquilo que somos. Nunca sabemos qual abraço será o derradeiro, qual conversa ficará inacabada ou qual silêncio será definitivo.
É estranho perceber que uma vida inteira pode terminar sem que tenhamos a chance de dizer tudo o que ficou guardado.
Desde então, passei a enxergar a existência de outra forma. Somos absurdamente frágeis. Fazemos planos como se o amanhã nos pertencesse, adiamos palavras como se sempre houvesse outra oportunidade e nos afastamos acreditando que o tempo nos esperará pacientemente.
Mas ele nunca espera.
A vida é cruel. Não apenas porque nos tira as pessoas que amamos, mas porque quase nunca nos avisa quando está prestes a fazê-lo.
"A maioria das pessoas segue um caminho pavimentado por opiniões alheias. Eu escolhi construir minha própria estrada. Que estranhem, que julguem, que critiquem — a vista do topo compensa qualquer ruído da subida."
Se você fosse um livro, eu te leria
Se você fosse música, eu cantava
Se fosse poesia, eu recitava
E se fosse bebida, eu beberia
Se fosse um erro, eu errava
Mas, se fosse um acerto, eu acertava
Se tivesse à venda, eu comprava
Se tivesse perdido, eu te achava
Você traz movimento pro meu tédio
E teus olhos pra mim são um remédio
Pra minha dor que me curam todo dia
Você é como um gole da bebida
Que a gente rejeita toda vida
Porque só uma dose já vicia
Vivo na vida noturna um disfarce simplesmente tu não pode ser mais minha destruiu tudo o que eu tinha isso não sai da minha mente
Na vida noturna então vou curtindo o que vier me entregando a ilusão nos braços de outra qualquer
Na vida noturna eu busco razões para te esquecer esta solidão me assusta situação que não é justa transtornando o meu ser nas noites busco viver e o meu destino seguir também pra diminuir um pouco do meu sofrer.
- MEDO DO MEDO
Todos os dias eu sigo um caminho.
Por trieiros novos e as vezes por calçadas velhas;
Enquanto ando percebo portas fechadas...
E janelas abertas... Sinto o cheiro do medo.
Vejo pessoas que me espiam...
Pessoas que olham para a rua
E parece que se escondem de tudo...
Outras vezes, parece que buscam inspiração para a vida.
Eu passo devagar, tento adivinhar o que sentem...
São prisioneiras de seus próprios medos?
Ou os seus medos são só do mundo?
Janelas que se abrem e fecham todos os dias;
Por trieiros novos e calçadas velhas.
Ando logo que o dia começa...
Também tenho meus medos;
Não é o medo do mundo.
Sinto o medo de me tornar prisioneiro dos meus medos.
Não posso te dar um paraíso não, mas se eu puder te alegrar com um sorriso ou uma canção, minha vida não será em vão.
Se eu fosse um passarinho,
Com duas asas para voar,
Eu ia sair do meu ninho,
E voar no seu caminho,
Batendo asas sem cansar,
Até um dia te encontrar,
Bicar seu lindo rostinho,
Fazendo carinho sem parar.
Há os que amam o trabalho, mas nem por isso espere que eu me comporte como um cachorro e roa os ossos do ofício.
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