Lembre se que um dia eu te Amei

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Eu não preciso diminuir ninguém para exaltar Cristo. Não preciso odiar o diferente para provar minha fé. Minha segurança está em Jesus.

Se ninguém me visse servindo, se ninguém me agradecesse e se nenhuma posição me fosse dada, eu ainda escolheria permanecer aos pés de Cristo?
Porque, no fim, não é o serviço que prova o nosso amor por Jesus; é o coração com que servimos.

Pulvis


Todos hão de encontrar seu muro!
Vede, tudo quanto é carne em pó se encerra!
Eu, do pó, concebido; e, todavia,
ainda que eu, ao pó, retorne,
jamais eu mesmo, ao pó, retornarei.

Não deixe para me ver quando eu estiver morrendo, pois ela já chegou.

Em meu mundo

Eu gosto de ser louca... ver esperança no meio do caos, me alegrar com as gotas acariciando meu corpo no banho, com o vento erguendo minha saia, com o sol erubescendo minha face, com o perfume das flores de laranjeira mexendo com minha imaginação.
Como amo ser louca no meio de pessoas normais, como me diverte imaginar que nenhum problema externo pode atingir o meu mundo louco, meu mundo onde tudo é possível.

Eu não quero ser comum.
Quero me perder nos detalhes de uma flor e me me encantar.
Quero contemplar o pôr do sol e me me alegrar.
Quero olhar o brilho das estrelas e me me apaixonar pelo infinito.
Quero encarar a lua e lembrar de um olhar que já me atravessou.
Quero sentir o mar e entender o quão imenso é o universo.
Quero ouvir uma música e sentir meu corpo se arrepiar.


Priscila de Araújo

⁠O medo é o primeiro passo para a liberdade, parece inverso, eu sei, mas acredite, é o portal escuro que, ao ser atravessado, abre o horizonte do impossível.

No terrível espinho do pecado eu pisei, mas a verdade que nunca quis ver Deus me revelou. Onde fui temporal, agora sou oceano, onde fui fonte seca, hoje transbordo.

Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.

Eu escrevo para não transbordar, o papel se torna meu confidente, onde meus pensamentos escorrem em rabiscos que carregam todas as minhas cicatrizes invisíveis, que além de mim, ninguém consegue as ver.

O medo é porta fechada e eu aprendi a derrubar todas.

Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.

Não busco abrigo, eu o crio, a casa nasceu das minhas mãos, e hoje habito onde antes só soprava o vento.

A disciplina foi o músculo que treinei, quando nem eu acreditava, a prática falou, agora o corpo do ofício é robusto.

Eu nunca quis ser o primeiro, porque compreendi cedo que o mérito não está em chegar antes, mas em permanecer inteiro quando todos se perdem tentando provar algo. O destaque, quando veio, foi apenas reflexo de uma autenticidade que nunca precisei ensaiar.

A vida me testou até o limite e eu descobri que o limite era mentira.

Eu não sou o que me aconteceu, sou o que escolhi ser depois.

A vida me doeu até eu aprender a sorrir com verdade.

Eu floresci no solo das minhas quedas.

Deus me tirou de lugares que eu chamava de lar, pra me ensinar o que é casa.