Lembre se que um dia eu te Amei
O que será que a vida espera de mim?
Às vezes me pergunto se ela espera que eu seja alguém digno. Alguém que tenha aprendido as regras do mundo, que saiba distinguir o certo do errado, que cumpra os valores que me ensinaram e carregue, com alguma dignidade, tudo aquilo que esperaram que eu fosse.
Mas quem decidiu o que é ser digno?
Talvez dignidade seja apenas uma palavra que inventamos para dar nome à maneira como esperamos que o outro viva.
Desde cedo nos ensinam o que devemos ser. Estudamos para ser alguém. Trabalhamos para ser alguém. Construímos relações, acumulamos histórias, conquistas, fracassos, títulos e lembranças — quase sempre tentando responder a uma pergunta que ninguém nos fez diretamente, mas que parece estar escondida em tudo:
“Você está sendo aquilo que deveria ser?”
E talvez seja justamente aí que a vida se torne estranha.
Porque, enquanto tentamos corresponder ao mundo, vamos nos afastando lentamente de nós mesmos.
Talvez a vida não queira de mim grandes feitos. Talvez não queira que eu seja extraordinário, admirado ou lembrado. Talvez queira apenas que eu consiga existir sem precisar transformar cada passo em uma prova de que mereço estar aqui.
Ser alguém simples.
Alguém que compreenda a si mesmo, ainda que nunca completamente. Alguém que reconheça as próprias contradições, faça as pazes com algumas delas e aprenda a conviver com aquilo que jamais conseguirá compreender.
E, quem sabe, compreender um pouco os outros.
Porque talvez compreender o outro seja também perceber que ninguém sabe exatamente o que está fazendo. Há pessoas que parecem ter todas as respostas, mas carregam perguntas que nunca tiveram coragem de dizer em voz alta.
Talvez todos nós estejamos apenas tentando encontrar alguma forma de chamar de vida aquilo que fazemos com o tempo que nos foi dado.
E então penso que talvez eu esteja fazendo a pergunta errada.
Talvez não seja a vida que espera alguma coisa de mim.
Talvez seja eu quem espere alguma coisa dela.
Espero que, em algum momento, tudo faça sentido. Que os encontros tenham uma razão, que as perdas tenham deixado alguma coisa, que os caminhos que não escolhi tenham me conduzido, de alguma maneira, até onde deveria estar.
Espero que exista alguma espécie de resposta escondida depois de todas essas perguntas.
Mas talvez não exista.
Talvez eu esteja procurando por algo que nunca teve nome.
Algo simples e, ao mesmo tempo, impossível de explicar. Algo que não cabe em uma profissão, em uma relação, em uma conquista ou em qualquer uma das palavras que usamos para definir uma vida.
Algo que talvez exista apenas naquele lugar silencioso dentro de nós onde ninguém mais consegue entrar.
E talvez seja por isso que, mesmo quando conquistamos aquilo que um dia desejamos, ainda sentimos que falta alguma coisa.
Porque há desejos que não sabem dizer o próprio nome.
Há vazios que não pedem para ser preenchidos, apenas compreendidos.
Há partes de nós que passam anos esperando que finalmente prestemos atenção nelas.
Talvez viver seja esse movimento estranho entre aquilo que o mundo espera de nós e aquilo que, silenciosamente, esperamos encontrar dentro de nós mesmos.
Talvez amadurecer não seja finalmente descobrir quem somos.
Talvez seja aceitar que nunca seremos uma resposta definitiva.
Somos perguntas em movimento.
Somos aquilo que fomos, aquilo que perdemos, aquilo que escolhemos, aquilo que recusamos e também tudo aquilo que ainda não conseguimos ser.
E talvez a vida não esteja esperando nada de nós.
Talvez ela simplesmente aconteça.
E sejamos nós que, diante dela, insistimos em perguntar:
“O que devo fazer com tudo isso?”
Talvez a resposta não esteja em descobrir o que a vida espera de mim.
Talvez esteja em descobrir o que, apesar de tudo, ainda faz com que eu queira continuar vivendo.
As expectativas que eu criei, são a causa da minha tristeza e apatia. Dito isso, estou me desfazendo de todas elas.
Eu tinha tanta paz na minha vida, te conheci e cai direto no inferno, mas eu amava estar lá com você. Desse mesmo inferno eu mergulharia para te trazer de volta, mesmo voltando a ter paz sem você.
O que são palavras e títulos?
Se eu te convidasse para entrar em minha nave e te levasse para um novo planeta que atendesse a todas tuas necessidades existências e essenciais. Preferirias ainda assim seguir a cultura medieval de outro planeta?
Evoluir dói. Mudar processos incomodam pessoas acomodadas, evoluir processos mais ainda. Para pessoas muito rigidez pode ser quase insuportável.
Mas formas mais eficientes de promover uma realidade justa precisam de mudança.
Comportamentos de 1929 já se comprovarsm ineficientes.
O sistema precisa cuidar da experiência humana do onboarding ao offboard.
O trabalho humano já entregou o suficiente para que o essencial seja facilmente produzido e entregue na sua mesa. O acúmulo de riqueza justifica a mão de obra remanescente da adaptação de tecnologias e justa recompensa pela feitoria delas.
O humano não precisa que assinem um papel falando que ele pode construir uma casa com o próprio esforço deles. É uma grande oportunidade de processo para enriquecimento da cultura brasileira e patrimônio humano.
Vamos ampliar as cidades.
Casa para todos!
Desabafo:
A minha vida é uma longa história, e nela eu aprendi que nem sempre vai ser uma história de felicidades, vai ter amor, felicidade, tristeza, dor, medo, inúmeras coisas que vai se passando e construindo grandes histórias em nossas vidas, seja de fracasso ou superação... todos os dias temos novas linhas para serem traçadas em nossas vidas!
Eu cuidei tanto que esqueci de cuidar de mim mesmo, eu priorizei tanto que acabei comigo mesmo aos poucos ..
Eu esqueci de mim mesma por alguém que nunca pensou onde estava me machucando de verdade...
Eu cuidei tanto quando na verdade eu quem estava precisando de ajuda..
E no silêncio ninguém pode me ouvir...
Eu não estou satisfeito de como as pessoas são actualmente, mas por aquilo que eu sou diante delas.
Daniel Perato Furucuto
“Se eu revelasse quantas vezes sorri falsadamente, apenas para não deixar o silêncio entristecer os que me cercam, talvez o mundo se revoltasse… não contra mim, mas contra a hipocrisia que o faz chamar de força aquilo que é apenas dor disfarçada.”
Furucuto, 2025
Passei minha vida dedicando a Matemática, quando eu decidi parar de resolver problemas Matemáticos. Eu já estava apaixonado por ela. Furucuto, 2026
"Eu amo a escrita, mas não a complexidade das palavras que, por vezes, a tornam distante. Prefiro a simplicidade que aproxima, emociona e faz cada frase ser compreendida sem perder a sua beleza."
FURUCUTO, P. D., 2026.
"Gostaria tanto de fazer com que os meus alunos compreendessem a Matemática como eu a compreendo. Mas a vida ensina-nos que nem sempre temos o privilégio de escolher a forma como os outros aprendem; resta-nos apenas o dever de nunca desistir de ensinar."
(FURUCUTO, P. D., 2026).
"Se eu não tivesse estudado Matemática, dificilmente conseguiria adaptar-me aos desafios e resolver os problemas do quotidiano. A Matemática não ensina apenas números; ensina-nos a pensar com rigor, a tomar decisões conscientes e a encontrar soluções para a vida." (FURUCUTO, P. D., 2026).
Cada limite me obrigou a descobrir uma força que eu ainda não conhecia. Cada perda ampliou minha profundidade, e cada erro despertou uma consciência mais lúcida sobre quem sou.
A pessoa que me tornei não nasceu do caminho perfeito, mas do caminho possível. Foi justamente nele, entre desafios, recomeços e imperfeições, que aprendi a construir, sustentar e honrar a minha própria essência.
PÁSSARO SELVAGEM
Por P. H. Amancio.
A quem eu pertenço? Para onde vou eu,
se quem eu escolhi jamais me escolheu?
Por onde caminho, o que me faz ser eu,
se tudo o que desejo só encontro nos braços de Morfeu?
Tira-me das amarras, deixa-me voar,
pássaro selvagem, só o vento sabe onde está.
Veja-me sem medo, com vontade de errar;
se um dia me quiser, precisará me alcançar.
Numa queda livre, encontro-me perdido,
as asas que eu tenho já nem fazem sentido.
Salto pelos muros, digo ao mundo: “Aí vou eu!”,
correndo atrás daquilo que um dia deveria ser meu.
Engano-me sempre naquele canto ao deitar,
inventando histórias de amor que minha história não terá.
Vento, ventania, na janela vem lembrar:
quem é natural não precisa se encontrar.
Talvez eu não pertença a lugar algum,
talvez meu destino seja não pertencer.
Talvez amar seja correr sem saber de onde,
e ser livre seja nunca precisar se prender.
E se um dia alguém me encontrar pelo caminho,
que não tente me mudar, nem me ensine a ficar.
Que apenas caminhe comigo por algum tempo,
porque pássaro selvagem não nasceu para pousar.
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