Lembrar
Lembrar de Deus só na dor é como acender uma vela apenas na escuridão, mas quem mantém a Luz Divina acesa no coração todos os dias faz do Senhor o Sol Eterno que ilumina sua vida.
Devemos lembrar que tudo acontece no Tempo de Deus. Se queremos ser vitoriosos, combatamos as batalhas da vida, e o Senhor também Combaterá por nós!
Que o teu coração possa sempre lembrar, que as mais belas rosas são encontradas somente entre os espinhos!
Às vezes minha fé precisa ser gritada, não para o mundo, mas para mim mesma, para me lembrar que nada está perdido, que há esperança, que tem jeito, no final de tudo, mesmo que não seja o jeito que eu espero, mas o que Deus determina. Precisa ser gritada para que minhas dores saibam que elas vão cessar, que o sopro da cura vai ser dado por Deus, mas que até lá, Ele passa o bálsamo que alivia cada chaga. Só Ele sabe onde dói.
Precisa ser gritada, para que eu não sucumba ao mal e à negatividade que me cerca e ronda o mundo, eu repito para mim mesma que cada um oferece o que tem, que cada um evolui a seu tempo e que Deus tudo vê. Mas as dores do mundo também me doem, a banalização me dói, a falta de amor ao próximo me dói, minhas dores pessoais nem preciso falar... Doem...
Seguir um propósito, lutar por transformação, desenvolver-se espiritualmente, tentar ser melhor do que eu mesma a cada dia, é tudo um processo doloroso. Agarro-me com Aquele que é o único capaz de amparar-me no meio disso tudo. E busco inspiração em pessoas que sei que são realmente o que falam e escrevem. São tantas as pessoas que agem ao contrário da imagem que passam, enganando os outros, isso também dói, porque reforça a ideia de que vivemos no meio de uma hipocrisia sem fim e que a maldade está vencendo. Mas grito minha fé de novo, de que há muita gente realmente do bem, e que as pessoas podem mudar, que é preciso seguir acreditando porque a fé e a esperança são duas forças extremamente poderosas. Eu estava conversando com uma pessoa um dia desses, que me conhece muito, e ela falou que meu símbolo é a esperança, porque eu nunca desisto. É verdade, eu nunca desisto. Nunca! Tento, mesmo sem forças. Consigo quando é da vontade de Deus. Quando não, não foi por falta de luta e fé, mas por forças externas que vão além do que posso, e porque Deus assim não quis, porque ele faz milagres, e eu acredito em cada um. Mas sangro minhas dores como todo mundo, choro minhas lágrimas quando não dá para suportar. E nessas horas, grito de novo minha fé. Como quem dá um sacode e grita: Ei, calma! Deus está aqui!
Às vezes passo tanto tempo sendo forte que uma pequena fagulha me faz chorar, como quem diz, você é humana, não a mulher maravilha, chora!
Não sou um poço de positividade, mas sou guiada pela fé. É assim que tem que ser.
E mesmo em maio às dores, sei que Deus nunca me abandonou.
As dificuldades existem para nos lembrar de todos aqueles milênios em que a natureza apostou em nós para nos converter de meros primatas bípedes em Homo Sapiens. Cada vez que você se deixa vencer por um problema, em vez de buscar pela solução, está reconhecendo que todo o investimento feito em você não valeu à pena.
Abstenha-se de cobrar promessas, ou lembrar compromissos assumidos com você. Quem tem interesse real em atendê-lo vai se antecipar no cumprimento – por mais “distraído” que se mostre – pois que a natureza humana dispara respostas compatíveis com o grau de relevância que atribuimos a cada coisa. Apenas entenda a importância que seu pedido teve para a outra pessoa e a aceite como é, bem como a relação que se estabeleceu entre ambos.
Um Enterro, E Um Defunto Que Nada Tem Para Se Lembrar...!
!... Um defunto bem arrumado, um caixão bem modelado, flores belas e perfumadas, velas em castiçais a flamejar... Chororô, um aperto de mão, um abraço de consolação... Consternação...!
... De boca em boca, surgem versões de como o defunto morreu... Foi assim... Foi assado... Foi de morte morrida... Foi de morte matada...
_ Era gente boa !
_ Era boa gente, mas...
... No agora descomedido vão da sala de estar, repousa o defunto, alheio a tudo e a todos: Aos pesares, aos choros, as preces, ao valor e modelo das vestes e do caixão, ao perfume e a beleza das flores em sua coloração, à luz e ao calor das velas em meio ao corpo falecido na escuridão... Forma-se um aglomerado, gente que entra, gente que sai, gente que junta, muita gente, sussurrando, chorando, rezando, ‘curiando’...
... O velório estende-se pela noite... Café, chá... Cachaça...!
Uma fogueira surge em apelação a uma reunião para quem da noite vai velar... Um gole de cachaça aqui, outro acolá, alguém conta uma piada... Risos... Mais alguns goles aqui, outros goles acolá, mais algumas piadas a se contar... Gargalhadas !... E um defunto sozinho, no descomedido vão da sala de estar, sem ninguém a contemplar...
... Dorme a noite, esvai-se o entusiasmo, esvazia-se a fogueira em fumaça e cinzas, surge o dia, e novos personagens chegam para a próxima cena encenar.
... Castiçais vazios, flores murchas, um defunto, um caixão, mais abraços de consolação... Consternação... !
De boca em boca, surgem versões de como o defunto morreu... Foi assim... Foi assado... Foi de morte morrida... Foi de morte matada...
_ Era gente boa !
_ Era boa gente, mas...
... Sai o enterro, segue o cortejo, de mão em mão é levado o caixão, rezas e choros sonorizam a tristeza, atraindo pessoas conhecidas do defunto, ou não. Seguindo em procissão, norteia-se o destino do desafortunado ao arrastar dos pés a poeira o chão.
À distância, um pequeno cemitério é de se ver: Cruzes e catacumbas a se elevarem em prece. Ao chegar, pronta já é de estar, uma cova cavada, sem o uso das mãos, sete palmos medidos sem medição...
De boca em boca, por mais uma vez, surgem versões de como morreu o defunto... Foi assim... Foi assado... Foi de morte morrida... Foi de morte matada...
_ Era gente boa !
_ Era boa gente, mas...
Um alvoroço se faz na última hora de o defunto enterrar... Era gente discutindo, era gente rezando, era gente chorando, era gente gritando, que o defunto errado estava, com a cabeça pra frente, com os pés pra trás, que dos pés se fazia a entrada, que dos pés também se fazia a saída... Era gente discutindo, era gente gritando, era gente rezando, era gente chorando, era gente enterrada, era gente enterrando, era gente morrendo, era gente vivendo... Foi-se um Enterro, E Um Defunto Que Nada Tem Para Se Lembrar.
Um dia você vai lembrar do meu primeiro sorriso, Meu primeiro aperto de mão junto de você. E neste dia você vai me procurar...
Vai pesquisar meu nome nas redes sociais, mas não vou mais estar usando meus perfis. Você vai mandar uma mensagem esperando que eu visualize, Mas se passou dias e não obteve nenhuma resposta. Você vai me procurar nos lugares em que eu frequentava, mas não me encontrará.
Logo vai se perguntar onde estou... Você vai chegar em sua casa, vai deitar-se em sua cama e vai chorar, e sentir a dor que senti. Porque você matou há mim quando quebrou meu coração. E quando essa dor chegar, lembre-se que eu te falava sempre. "Eu amo você até você quebrar meu coração." E hoje já é tarde pra correr atrás...
Hoje tento não amar, mais o amor é que me move, tento não lembrar, mais as lembranças me fazem mais feliz, tento viver em paz, mais sem tudo isso é quase impossível de se viver.
Os momentos de sua própria voz em silêncio, vem toda reflexão, para lembrar da sua coragem.
Tudo de ruim e passageiro, e que possa ser efêmero, para o amanhã trazer de volta com você, um belo sorriso.
"Escrevi no sangue de minhas veias as minhas ilusões, para que um dia eu pudesse lembrar como é ingênua a arte de amar!"
