Lembranças
jogos de amor
lembranças
jogos do destino,
tempo e suas lavaredas
gritos na escuridão
beijos esquecidos,
momentos de lagrimas
arrependimento...
visto num ultimo gole,
mantos fúnebres,
estações vazias
todos estão longe
para alguém sentir
que mundo acabou
em lembranças que queimaram
no estante que deixou
a clareza dos sentimentos,
num gole de absinto
o decoro foi um sentimento
entre brumas de dores,
dentro do mais profundo
numa fumaça...
gotas de ressentimento
a morte num parador absoluto.
Por Marilina Baccarat de Almeida Leão
As lembranças são como um concerto de uma grande orquestra sinfônica, em noite de gala no Municipal. Assistir a um concerto de gala, no municipal, nos leva até às alturas alcandoradas, mexendo com o mais profundo do nosso ser. Quando uma orquestra não segue o maestro, o músico se distrai, tudo vai meio que às cegas, pois, todos ficam sem nada saber o que fazer. Assim, são nossas lembranças, elas têm que seguir seu maestro, que é o nosso pensamento. Tudo, ali, no nosso pensar, fica gravado e escrito em uma partitura, dentro da nossa memória. Se as lembranças não estiverem conectadas com o nosso consciente, que seria o instrumento e o nosso pensamento sendo o maestro, tudo iria ficar às cegas, não iriamos ter as lembranças gravadas em nosso pensar. Mas, como elas seguem a pauta, olham para o maestro e fazem do jeito, que ele quer, tudo fica harmonioso. Na partitura da música, além de segui-la, o músico há de olhar para o maestro e entender a vontade dele. Se ele quiser florear a música ou, apenas, colori-la, os músicos têm que acompanhá-lo, do contrário não sairá nada com harmonia. O nosso pensamento é o maestro de nossas lembranças, queiramos ou não, é ele quem rege nossas lembranças. É por isso que temos todas elas em perfeita harmonia, podem passar anos, que lá estão elas nos fazendo lembrar de tudo o que passou. Quando as lembranças tristes surgem, é quando a orquestra desafina e o nosso pensamento fica aflito, querendo que entrem certo, que lembrem de alegrias! Há lembranças, que são teimosas e insis
tem em sair da pauta, desafinam, vão para os caminhos tortuosos e, com isso, ficamos melancólicos. Mas, o maestro toma a frente, exige que o nosso pensar pegue a partitura da alegria e desafie as lembranças, que só querem mostrar as partes tristes, que já passaram. Há lembranças, que não lembramos mais que lá estão, mas, o maestro resolve reunir toda a orquestra de lembranças com os instrumentos do pensar e, com elas, tomar o lugar de uma grande sinfônica, em uma grande apresentação. É quando as boas lembranças, reunidas, formam os instrumentos de corda e a alegria será a solista. As lembranças tristes, também, vão compor a orquestra, mas, o maestro as coloca lá nos fundos, para tocar a percussão... Ah, se elas não se comportarem, vão ser excluídas da orquestra e nunca mais farão parte dela. Todas elas vão ficar ótimas... Algumas inverossímeis e até divertidas, em um concerto, que, ao chegar, ao final, será capaz de levar, às lágrimas, qualquer mortal.
" E quando não é verdadeiro sobraram apenas lembranças do que um dia se páw foi um sentimento......"
Poesia
Palavras
Com
Lembranças
Sentimento
De Amor
Saudades
Passageiras
Paixão
Sem amor
Vazio
Esquecido
Com lágrimas
De dor..
Quando estamos tristes Encontramos lembranças,
Choramos mágoas,
Isolamos vazio,
Sofremos momentos
Lamentamos perdas
Lembramos daquela pessoa
Daqueles carinhos
Carinhos vividos
Em gestos e atitudes
De um amor sincero
Pra sempre lembrados
Pra sempre guardados
No fundo da alma..
A saudade vem como chuva, regando lembranças..
Daqueles abraços..
Daqueles sorrisos..
Pra sempre deixados
Pra sempre esquecidos
De tempos alegres
De tempos felizes
Pra sempre lembrados
Pra sempre perdidos..
E de repente a gente para e percebe que não vale a pena viver de lembranças, na esperança que algo possa mudar e voltar a ser o que nunca foi...
Então, a gente simplesmente se levanta e caminha buscando novos rumos, priorizando o que realmente é importante, pois a vida é curta demais e o tempo, ah! Esse não perdoa!
A cada melodia é uma lágrima que escorre de meu rosto, minhas lembranças contigo me trazem tristeza e felicidade, sei que nunca mais nos veremos... Não nessa vida, mais espero que na próxima sim, mesmo que eu não saiba que você foi a pessoa que eu mais amei... Só quero sentir essa sensação de felicidade que as pessoas dizem ser tão boa, me sentir como não sinto a anos... longos anos, sentir o que senti por você... Amor, Felicidade, Alegria e uma coisa que não sinto a anos... Liberdade.
É no meio do cansaço e do escuro, que as lembranças surgem. O jeito é corrigir os erros e lutar por novos acertos.
Saudades são lembranças que não saem da mente,
Coração se entristece e se desliza em lágrimas,
Morrem a realidade! Que nada preenchem essa falta.
Gostaria ter um "chip" no meu cérebro, só assim poderia deletar minhas lembranças doloridas. Em uma simples opção: “selecionar e deletar”, não ficaria nenhuma recordação ruim. Todas as dores deletadas. Mas somos seres com todas as nossas recordações boas e ruins. Dores sentidas e provocadas. Tantas mágoas sentidas pelas dores passadas! Já que algum "chip" eu possa ter... Quero ser invadida pela força do perdão. Que as lembranças fiquem. Sem causar tantas dores no meu coração.
Impeachment e Tirandentes
E, nessa noite nem um pouco gélida,
No meio das minhas lembranças mais fétidas,
E das minhas decisões mais éticas,
Eu selo o meu destino.
Eu decido desamargurar o meu coração,
Lembrar de quando ele era um doce menino,
Que, no meio de toda sua inexperiência, se achava traquino,
E em toda sua ingenuidade se jogava nas histórias de sol a pino.
Nem todo mundo que se joga quer se queimar,
A pessoa nem sabe pra onde remar
E se perde na vida como em um mar
O que era verdade, verdade mais não é,
O que era duvidoso,
Nas línguas de nossos pais
Resolve chutar o balde e se tornar respeitoso
E os ideais, tão cheios de bem-me-quer, vão rolando ladeira abaixo, assim como a cabeça de Joaquim José da Silva Xavier
Homem valente, de sangue quente
Que, mesmo com seu destino descontente,
Deixou toda uma geração de justiça efervescente
Você há de dizer que eu, por ser jovem, me ponho a sonhar
Mas, eu digo que, você, por ser maduro, é que se põe a lamentar
E passa a rastejar
Ao invés de voar
A vida passa, a maturidade mostra as dificuldades,
Mas não deixe a idade
Acabar com a vitalidade
Siga o exemplo do nosso Tiradentes,
Que, mesmo perdendo bem mais que os dentes,
Desaflorou seus sonhos mais ardentes
E, com isso, calou a boca e encheu de esperança o coração de um montão de gente
E, mesmo nesses tempos de decadente democracia
Não vamos deixar nossa covardia
Permitir, diante dos olhos, a mais perigosa selvageria
Que confunde e faz parecer um jogo de loteria,
A luta pela cidadania!
A que usa a arma mais poderosa: a lubridiação do povo, que, em polvorosa,
Não enxerga a realidade horrorosa
A realidade que não densora só a memória do nosso Tiradentes,
Mas o senso crítico de toda essa gente.
Avante, vamos à luta!
Que não é qualquer falcatrua,
Que vai fazer a nação ser tua.
Eu posso perder uma eleição,
Uma votação,
Ou até mesmo uma constatação,
Mas eu não abandono minha razão,
Muito menos meu sangue de cidadão!
As lembranças de quem amamos e partiu não apagam,apenas ficam adormecidas nas paginas marcadas de um livro chamado saudade
#saudades
minha vida do interior!
O tempo passou, só o que não passaram foram as lembranças de uma época que, infelizmente, não volta mais.e que nem nossos filhos e nem os netos irão conhecer!
Eram tempos maravilhosos onde se tinha uma família unida!
diariamente se tinha a convivência ,as obrigações ,as brincadeiras,criança trabalhava sim,mas como nós nos divertíamos também!
Não tinha brinquedos comprados,mas tínhamos criatividade para fazer nossas bonecas de pano,de espigas de milhos,nosso fogão de barro e pauzinhos eram quase profissional! rsrsrs,
as panelas pratos copos tudo de barro,os meninos criavam suas armas de caça, estilingue,bodoque,arco e flecha!
Íamos para o meio das matas sem medo de ser feliz,enquanto cumpríamos a obrigação de pegar lenha, arrumávamos tempo para caçar,montar armadilhas para tatu,arapucas eram tantos as animais que tinha naquelas matas!
E as brincadeiras...nossa como era bão, voávamos nos cipos,e nem sabíamos que Tarzan existia!
Pulamos dos barrancos nos rios,como os melhores atletas fazem hoje!
Pescávamos de peneiras,competíamos para ver quem colhia a fruta nos galhos mais altos!
nos dias de reza a casa enchia de gente,e mais crianças para se divertir,não tínhamos roupas novas ,mas a vovó fazia remendos como ninguém,colocávamos a melhor roupa aquela que os remendos combinavam e lá íamos nós !todos faziam as pernas de pau,ou bambu e andávamos como se pernas nossas fossem!
Não podia faltar as cantiga de roda,pega pega,escode esconde,passa lencinho,essa brincadeira era só para passar as nossas mãos nas mãos do menino que sonhávamos namorar e se ele também queria ele dava uma leve apertadinha em nossas mãos,nossa... como era emocionante! rsrsrs
Eramos bichos livres ,mas sabíamos ler e respeitar os olhares repreensivos dos pais e avós nunca jamais nos atrevíamos a ficar ouvindo conversa de adultos,a não ser escondidos embaixo da grande mesa que tinha na sala! Kkkkk
e as noites maravilhosas ao lado do fogão a lenha,todos reunidos,muitos causos,queijos assados na brasa, pinguinha queimada,pipoca de milho pontudinho,rapadura com farinha de mandioca!
Meu DEUS como eramos felizes!
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