Lembrança Amor
O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
Sobre o Natal
Festas, confraternizações, brindes, emoções
Lembranças bem vividas, abraços, encontros
Troca dos presentes, os amigos secretos
Quando se espera na árvore, o Papai Noel
Símbolos antigos, estrelas que brilham no céu
Desejando a todos, paz no mundo, o melhor
Mais amor e compreensão, sinceridade
O melhor mês do ano, hora de mudanças
Novos objetivos, novos rumos, renovações
Promessas cumpridas, os acertos de contas
Novas juras, novas conquistas, seus pedidos
Sempre e' tempo de recomeçar e superar
Para isso todos anos temos o Natal
Renascimento do cristo Jesus, o salvador
Seu exemplo de homem, a quem conhece
Uma vida dedicada ao próximo e valores
O simples se torna complicado sem amor
Por isso o natal é a grande homenagem
Mais vale um abraço do presente amigo
Do que o presente de qualquer conhecido
Feliz Natal
Dia do Irmão,
Todos os dias são dias comemorados
Eles servem para serem lembrados
Que não somos todos os mesmos
E mesmo assim do outro dependemos
Mesmo que seja para um único abraço
Juntos crescemos e tudo foi dividido
Mesmo que fora um para cada lado
O sangue que nos uniu não separa
Nossas brigas nos fortaleça no amor
Pois o entendimento que tem valor
Um sentimento que ninguém explica
Somente que tem irmão reconhece
Que acontece com um, o outro sente
Um desejo profundo de bem querer
Ter irmãos e ter amizades verdadeiras
Lembranças da infância, consistência
Coisa que seus pais sempre desejam
Que não hajam entre eles diferenças
Como os dedos da mão, desiguais
Unidos agarram com todas forças
Com o amor que os une, nada escapa.
Eu não resisto ao doce olhar de um frajola. Esse olhar ecoa belas lembranças em meu coração e enche minha alma de ternura.
"Das minhas lembranças...
É você a mais doce;
A mais intensa;
A mais insana;
Você foi o meu primeiro amor!
Eu não te esqueci.
Eu não te deixei morrer.
Feito flor, virou saudade.
Mas foi amor..."
Haredita Angel
13.07.19
Hoje tudo lembra você, todas as músicas tocam as letras do teu nome, todas as belas coisas se parecem com o traçado do teu rosto, e todo amor que existe no meu coração parece ser seu.
É implacável
Ter alguém é bom,
desde que seja ela ai é tudo,
através das lembranças te sinto tanto e isso me faz tão bem,
entre os rochedos e a areia fina os meus gritos levavam o teu nome ao horizonte perdido e em forma de chuva as lágrimas desciam em respostas a tanto apego,
no colo a saudade, no coração o cansaço, no ego a preguiça,
no submundo os desejos incompreendidos adoecem, eles vagam batendo de porta em porta querendo entrar,
na superfície rasa o passado é recarregado, lições são ensinadas em silêncio e mais um novo pedaço da história é escrito ganhando identidade,
flutuando em direção ao céu estão os pensamentos que merecem colidir em meio a uma imersão evolutiva ponderada pelo tempo e seus movimentos cheios de significados,
se um amor nasceu para ser seu, isso não tem haver com o campo da razão ou da emoção, isso é o movimento implacável do destino.
Ainda sonho contigo,
Nada passa à toa;
A lembrança toma conta,
Deixando até tonta:
A lágrima foi vertida...
Não existe ninguém nessa vida
Que nunca tenha deixado
Algo ou alguém para trás,
Bem longe e em algum lugar,
E que muita falta sempre faz...
Ainda acordo durante à noite,
E até nas minhas manhãs
Procuro-te por causa do vazio
Provocado pelo (destino)...,
Obviamente não encontro,
Por razões óbvias não conto.
O mistério dos teus olhos,
Castanhos e nordestinos,
Lembra os dias coloridos,
Marcante como passos,
Na areia e no coração,
O étereo beijo não dado,
Pela poesia sublimado,
Mas não esquecido,
Ainda me balança,
Tal como a palmeira
Ao vento de maracaípe,
Confundo Pernambuco,
Com Sergipe, e até parece
Que bebi um alambique.
Eu te vejo em boas letras,
Invernais e de verão febris,
Porque és meu chão,
És meu Norte e meu Sul,
Nem desconfia que és meu,
Tu és meu tudo e meu nada,
Tens todas as misturas,
Do que chamam de raças,
És verdejante por tuas matas,
Auri e profundo pelo teu ouro,
Azul pelo teu céu e teus mares,
Pleno, celeste e Sudeste,
Lindo até no seu Centro-Oeste,
Em berço coroado de estrelas,
És a minha constelação - e meu país.
Olhaste para trás e percebeste que eu
fui a primavera em tua vida,
Lembraste que nunca deixei-te,
mas sempre fui a favorita;
Olhaste para frente sem me ver,
as tuas mãos nada podem,
e sequer um pouco tocar-me.
Relembraste que és verão,
e sentiu vontade de resgatar-me:
a primavera que não passa
Reclamaste no peito o amor
que nunca mais recebeste,
Relembraste que sou flor
digna de poesia, canção e louvor;
e ainda sente falta de embalar-me.
Estende os braços nas Alturas,
- sem a minha presença -
Mil inquietações viram loucuras,
- sem a minha foz -
A tua boca reclama as securas,
os teus lábios criam rachaduras,
Permaneço forte dentro de ti,
os meus ledos são teus segredos,
Sou o tempo rugindo no peito,
o amor vadio e imperfeito,
A primavera com todas as cores
trazendo novos tons ao outono,
O triunfo de um amor inteiro.
A lembrança chegou
com a chuvarada,
Abraçada ao oceano,
com a maré mexida,
com a areia molhada,
e com a alma lavada.
A tempestade bradou,
com os raios de metais,
Resoluta e decidida,
que não volta atrás,
que não pensa em você,
e que não te quer mais.
A lembrança surgiu
com os mil perfumes,
Acobertada pelas nuvens,
com o mistério da fé,
com um grande plano,
e derrubando totens.
A liberdade poética
com as suas asas,
Certa das tuas cismas,
que ignora detalhes,
que determina caminhos
e que aceita as tuas sinas.
A temperança não me deixa
com os seus perfumes,
Ainda destes versos morrerás
com todos os ciúmes,
Sentindo os lamentos,
Com o teu peito em mil rebentos.
Não sei o quê fazer com você,
E nem com a lembrança doce;
Que me fez gostar sem querer
Do olhar que me fez endoidecer.
Tua serei sempre que quiser,
E do jeito que ordenar...,
Não há nem como negar
Sob o domínio do teu olhar,
Não há como não esquecer
Do manso bem-me-quer
Vindo de um beijo estelar
- Primeiro e derradeiro -
Que fez o meu corpo te querer
- inteiro -
Sendo eu poesia última,
Juro-te como o meu amor
- verdadeiro -
Guardado estás no meu peito.
Não sei o quê fazer com amor,
E nem com todo este encanto...
Quando não é verso, ele é pranto
É melhor eu fixar no meu canto.
Jura que irá voltar para mim!
Não encontro melhor fim,
Por isso resolvi me recolher
Para eternizar em versos
- tudo -
O que o coração não consegue
- apagar -
E o que o meu corpo espera
- se alimentar -
Do universo feito de você
E deste amor que não consigo
- esquecer -
Porque nascermos para nos repletar.
Não sei o quê fazer com o tempo,
E nem com a distância...
Que os meus versos sejam o breviário,
E a saudade de mim se torne estância.
A minha presença é permanente
na tua lembrança e na retina,
A alma jamais irá se aquietar
na tua memória e na rotina...;
A minha pertença é iminente
na tua vida e na história,
A inspiração que vem de mim
na tua caminhada é perpétua,
A verdade é que tua alma ama
a minha: sofrendo, muda e quieta.
A rima que nasce e cresce da ginga
amada, sentida, adorada e 'revivida',
É poesia que nasce de um amor
deixado para trás e dos dias de Sol,
Que para você não estou redimida.
A ginga que dança e sacode-me
apaixonada e fervente: virou poesia
É beijo que toca as constelações
comovendo todas as emoções,
Que não me deixam esquecida.
A minha poesia mora em você
relembrada em cada gota de prazer,
É sede que jamais irá [acabar];
promessa que não te deixa esquecer:
- Que sou o amor da tua vida!...
Hoje, a brisa
leve fez lembrar
A mente não
cessa de pensar
Fico extasiadamente
a embalar
Vou respirando de
tanto te amar
Quando senti
o sol a tocar
Captei você
na minha pele
Seduzida de tanto
de adorar
Sei que a nossa
hora irá chegar
Doce espero
por esse momento
Basta que você
doce me toque
O meu coração
doce se dobre
A minh'alma doce
se entregue
O teu jeito já é
um doce provocar
Provocantemente
o nosso insinuar
Confirma que o amor
é uma fruta
Juntos cultivaremos
o amor
E o colheremos
do nosso pomar.
As estrelas no céu lembram o brilho do teu olhar, Te desejo com desejos de pantera macia, Como é bom te amar...
Os meus olhos percorrem a lembrança, O meu coração reclama a tua ausência, É uma saudade doída, e repleta de esperança.
O meu coração guarda a tua voz como uma caixinha guarda uma joia - a lembrança a mantém protegida em cada tom e até os teus suspiros...
É recorrente lembrar
do período das cheias,
e que a vida por aqui
nunca foi um
factóide existencial:
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
das boas maneiras,
e recordar da época
que o Pantanal
nunca houve seca,
No meu nostálgico
rimar interior ainda
canta a chalana
nas águas dos rios,
e recorda a Lua
que solitária rompia
a madrugada crua.
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
de viver corajosamente,
sem ter medo da vida
das tempestades
e das correntes,...
A Lua que reunia
estrelas infinitas
para cobrir cidades,
aldeias indígenas
e a tropa que ao som
da moda de viola
ao redor da fogueira
se distraía até
o aguaceiro abaixar,
e com o seu rebanho
conseguir passar;
Na Terra dos Homens
que se esqueceram
como o peão era
feliz por vir de longe
para o amor encontrar
e por ele se deixar levar.
Não irei atrás de você,
Nada irei te cobrar,
Para lembrares sempre de mim,
Como um jardim em plena espera,
Vibrando pela primavera,
Que só o amor conserva.
Sempre voltarás correndo para mim
Porque o meu tempo é sempre ameno,
E o meu jeito é veramente sereno.
Porque se entregaste ao meu jeito,
Eu sou insaciável, viciante,
Como a flor que produz pólen,
Só para atrair a abelha,
Eu exalo uma aromatizante centelha.
Sou flor de alcaçuz,
Tenho perfume, cor e brilho,
Para povoar o teu espírito
Com o meu florir que seduz.
Ainda não conheceste bem a primavera,
Preparo-te todos os dias para ela,
Porque aqui sempre estarei de sentinela,
Aguardando de vez pela tua entrega,
Eu sempre estarei à tua espera.
