Lembrança
Os ponteiros marcam mais do que minutos. Eles marcam meus passos e minhas falas, meus sorrisos e minhas conquistas. Eternizam minhas lembranças e gravam no tempo a minha história.
É incrível quando penso em você como parece que o tempo não passou. Estou aqui agora escutando Bohemian Rapsody e lembrando quando cantávamos juntos, eu era tão feliz a seu lado. Todos esses anos e eu ainda sinto teu cheiro. As vezes adormeço pensando em como seria dormir novamente em teus braços com toda a paz que só você trazia. Lembro de adormecer no seu colo no sofá da sala, das sextas de pizza, do passeio em bicicleta na avenida boa viagem. Você sabia que o Beto’s bar mudou completamente? É, e eu também. Muita coisa mudou. O único que não muda é minha vontade de um dia poder te ver. As vezes eu ando pelas ruas esperando que o universo gire a meu favor como em um bonito filme, e que a gente se esbarre por aí… eu ainda não uso perfume, esperando esse dia chegar. E só enquanto eu respirar eu vou seguir esperando.
Ao lembrar a nossa vida
E saber como te quero,
Essa coisa linda
Que o tempo não pode apagar.
Você minha princesa,
Me deu todo carinho.
Me deu toda alegria
Que hoje existe em mim.
Hoje você não entende,
Mas vou realizar
Os meu sonhos mais lindos,
Vou recomeçar.
Vou buscar as fantasias,
Voltar o nosso amor.
Viver a nossa vida
Seja como for.
E juntos aprender
Uma grande lição.
Aprender que nos amamos
E que o nosso amor está
Em nosso coração.
De certa forma nós seremos esquecidos seremos lembrados por um pouco de tempo depois a nossa memória será apagada...
Não gosto de cicatrizes, mas reconheço a sua importância, elas me lembram diariamente que sou mais forte do que o que me feriu.
Sempre que ouso sentir saudade, uma dor insiste em meu peito, mas logo ela se transforma em sorriso bobo no canto da boca, pois saudade de você é lembrança de coisa boa
Quando você entender que
são as prioridades quem dita a atenção que você recebe,
começará a gastar menos
energia com certos indivíduos.
Pois, mesmo na correria, as pessoas especiais sempre são lembradas
Eu recordo a sensação maravilhosa que era estar na tua companhia e as nossas músicas ainda despertam a saudade que eu sinto de você.
Uma vez você falou que o nosso amor era raro e que você iria me amar para sempre mesmo que a gente não ficasse juntos. Lembro de você me dizer que ninguém seria capaz de fazer você deixar de me amar e você não queria deixar de me amar. Eu guardei todas essas palavras por todos esses anos. Era como se eu vivesse através dessas lembranças.
Eu ainda lembro de você e de como você me abraçava e dizia que me queria bem. Lembro dos nossos passeios de bicicleta e de você me beijando a nuca enquanto pedalava. As vezes sonho contigo e é sempre muito bom.
Estaremos para sempre um na memória do outro.
Uns cantam quando riem, outros quando choram, eu quando bebo, porque choro rindo, misturando todos os sentimentos em uma só dose
Chegamos no futuro. UM futuro que esquecemos o valor da família, o quanto é importante se fazer presente, na vida das pessoas que tanto amamos. Gostaria de poder abraçar, conviver, e se fazer presente. Pois chegará o dia que somente a saudade se fará presente, e as lembranças de um passado que não voltará. meus dias passam, como o vento, o mundo muda constantemente, e eu continuo a viver no passado da minha mente, porque todos aqueles que um dia foram importantes para mim, e que um dia eu me esqueci, por querer ser e ter, hoje sou nada! Não tenho nada.
Alfredo e Juca eram irmãos.
Alfredo não era de expressar seus afetos, os sentimentos pareciam estar guardados a sete chaves... (coração de manteiga, com capa de ferro).
Lembranças da infância, do lugarejo onde nasceram e cresceram, dos joelhos ralados com as corridas ladeira acima, tombos ladeira abaixo, no patinete de madeira e rodinhas de rolimã que fôra feito por seu pai.
A bola de couro e o caminhão de madeira presentes dos avós
Alfredo era apaixonado por futebol.
Juca gostava de carros e, os puxava fazendo som de motor com a boca...vrum..vrum...
Sua mãe os vestia iguaizinhos, parecerndo gêmeos. Estudavam na mesma escola, seguiam juntos todos os dias.
Juca era mais conversador... tinha mais amigos e fazia sucesso entre as meninas.
Em idade hábil não prestaram serviço militar.
Juca fez o curso técnico, conseguiu trabalho, e logo foi pai.
Alfredo fez faculdade, formou-se engenheiro e mais tarde casou.
Juca teve mais filhos que Alfredo.
Assim seguiram suas vidas, já não saiam mais juntos e os encontros...eram apenas nas festas familiares ou por motivo de doença.
Hoje, Juca se foi...as gavetas onde são guardados os álbuns de fotografias, passaram a ser puxadas com mais frequência...Alfredo se procura ao lado de Juca...saudades da infância, dos dias presentes,dos sentimentos, do amor sem ser dito, da boa lembrança!
"Quando alguém lembrar de ti
que seja com um sorriso,que uma lágrima doce banhe a face serena de quem falar teu nome.Uma saudade boa seja sentida por
jovens, velhos e crianças que em tua vida tenham vivido. Você perfuma o mundo
enquanto vive, lembre-se disso enquanto puder lembrar..."
Memórias e o Tempo
Memórias que colecionamos ao longo do tempo,
Adormecidas, surgem com o cheiro, o gesto, o rosto,
Trazendo lembranças de outros tempos,
Congeladas nas imagens, fotos antigas, filmes de eventos.
Festas, reuniões para comemorar algo,
Memórias afetivas da infância,
Saudosistas, de paixões e amores,
Da escola, dos amigos, das risadas.
O tempo em que o jovem só tinha que viver,
Sem preocupações, apenas estudar,
Memórias dos carinhos e cuidados da mãe, da avó,
Dos ensinamentos dos pais, perdidas no tempo.
Surgem como um filme quando a idade chega,
A velhice bate à porta,
Viver e recordar,
Viver e ter memórias para relembrar,
O tempo que não volta mais.
No ecoar do tempo ergue-se a fronteira, a Princesinha dos ervais, cheia de histórias as memórias de seus ancestrais.
Onde bravos pioneiros depois de lutas e sacrifícios fincaram bandeira.
No pós-guerra, sem medo, sem freio,
Exploraram riquezas neste vasto rincão
Na terra bendita, erva-mate brotava,
E o aroma da madeira a selva perfumava.
Rios e riachos cortavam o chão,
Cercados por campos, por vida, por emoção.
Dois povos, uma história entrelaçada,
Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades irmãs de jornada.
Laguna Porã refletindo no seu espelho d'água seu laço,
Um portal do tempo, um eterno abraço.
Aqui nesta fronteira se misturam culturas e raças,
O chimarrão aquece, o tereré refresca.
Polca, vanera, vanerão a ecoar,
O churrasco na brasa a todos juntar.
Acolhedora, vibrante, sem divisão,
Recebe o mundo com alma e paixão.
Brasileiros e paraguaios, filhos do chão,
Na fronteira, um só coração.
O Sopro da Vida
A vida é esse mistério que chega sem manual, sem pré-aviso, num sopro de luz e choro. Começamos pequenos, frágeis, envoltos em braços que nos protegem de um mundo ainda incompreensível. E, antes que percebamos, o tempo já está nos puxando pela mão.
Na juventude, acreditamos que somos eternos. Corremos como se o mundo fosse um campo aberto, como se o amanhã estivesse garantido e a velhice fosse apenas uma lenda contada pelos mais velhos. Os dias são longos, os sonhos altos, e a esperança mora no peito como uma chama que nunca se apaga.
Mas a vida... ah, a vida gosta de ensinar. E ensina com ternura e dureza, com encontros e perdas, com silêncios e risos. A vida adulta chega sem cerimônia, com boletos, compromissos, decisões e uma saudade estranha de algo que nem sempre sabemos nomear. Talvez da liberdade de não saber. Talvez do tempo em que tudo parecia possível.
E o tempo, esse velho artista, vai pintando rugas no rosto e memórias na alma. A velhice não chega de repente ela se insinua nos detalhes: no cansaço depois de uma caminhada, na dificuldade em lembrar onde guardamos as chaves, na paz de ver os netos correndo e, ao mesmo tempo, na dor de tantas despedidas.
O que é a vida, senão um fio invisível que liga cada momento ao outro? Um bordado de risos, lágrimas, descobertas, erros e perdões. A esperança? Está em cada recomeço, em cada manhã que nos convida a tentar mais uma vez, mesmo sem garantias.
A verdade da vida talvez seja essa: ela passa. Rápida, intensa, às vezes cruel, mas sempre cheia de beleza para quem sabe olhar. As lembranças estas são o que ficam quando o presente já virou passado. São os tesouros que carregamos quando o futuro se torna breve.
No fim, a vida é isso: um sopro. Mas um sopro que, mesmo breve, pode acender fogueiras inteiras no coração dos outros.
A vida é um sopro, quando se percebe, tudo já passou e muitos já se foram. Por este motivo, ame, cuide, elogie, dê o devido reconhecimento, pois o tempo não para, ele nem "voa" mais, ele se "teletransporta" e quando percebemos o futuro já é passado...
Como conquistar algo que sempre te pertenceu?
Como desapegar de algo que nunca teve posse?
O quanto olhamos o mundo com olhar de desejo e repulsa?
Como diria uma amiga:
Quando você quer muito algo,
Renegue.
Pois faz com que aquilo venha até você,
Sem apego ou controle.
Vem só pelo sentido de ir.
Vem só pelo sentido.
Vem só
Sem (ter) tido.
O que possuímos já possuímos, e nunca perdemos.
O resto, todo o resto, é questão de tempo e espaço.
De tempo, pois é temporário, finito.
De espaço, pois existe um espaço entre o Eu e o Outro.
Então, o que é meu, já o possuo,
e não há necessidade de esforço para obter o que sou,
só perceber, lembrar,
e ser.
E o que não é meu, não necessito conquistar ou desapegar,
pois se trata de um com-viver, um relacionar,
que um dia irá embora ou se transformará.
Abra mão de querer controlar, conquistar o seu exterior.
Conquiste a si mesmo aceitando, lembrando quem você é.
O resto, todo o resto, virá no seu devido tempo e lugar.
