Lembrança
Às vezes eu esqueço de como as coisas aconteceram, mas consigo me lembrar perfeitamente o que me fizeram sentir.
O amor é estranho assim mesmo?
Pensei que amar fosse mais fácil… mas não é, não é nada fácil amar.
Talvez a gente possa viver sem o amor, se nos concentrarmos no que é mais importante do que isso, só não sei ainda o que seria mais importante que o amor…
Mas amar é praticamente impossível. Queria nunca ter amado! Que coisa chata é o amor!
Gruda igual chiclete e não sai mais esse vestígio de nós. É uma tortura saber como é e não poder tê-lo novamente.
Queria não amar.
Queria não sofrer.
Queria não querer.
Eu realmente cheguei a pensar na possibilidade de aceitar essa decepção futura e ser livre, cheguei a pensar que agora seria o momento perfeito… mas não foi, não é?! E a culpa é sempre do outro e não das nossas expectativas.
Expectativa mata a gente, sabia? Pois é!
Acreditar em algo impossível não o torna realidade. Isso é balela inventada para conter as pessoas.
Fui! E continuarei com esperança, afinal, eu faço parte dos contidos.
Noite de dia de São João.
Há muitos anos atrás, nessa hora a gente já estava todo animado pra acender a fogueira, já estava tudo pronto pra festa começar, faltava somente o sol se pôr pras primeiras labaredas começarem a dançar subindo ao céu. Ainda consigo ver as labaredas subindo e competindo com o brilho das estrelas pra ver quem iluminava mais a rua.
São João lá de muitos anos atrás, era bem diferente do que é hoje em dia. Os preparativos começavam logo no início do mês de junho. Cortar as bandeirinhas, feitas com folhas de revistas, jornal velho e papel de seda. Prepará-las no barbante, enfileiradas distribuindo as cores. A turma toda se reunia para isso. Meninas faziam o grude e iam colando as bandeirinhas, meninos iam ajudando os pais a suspender e amarrar nos telhados, atravessando a rua e colorindo lindamente a paisagem. No começo do mês, os pais já compravam nas compras de supermercado, os ingredientes para as comidinhas do dia da festa. Pipoca, arroz doce, canjica de coco, canjica de amendoim, bolo de fubá, de mandioca, pé de moleque e batata doce pra assar na brasa da fogueira. Uns e outros com um pouco mais de dinheiro, assavam carne. Era um dia de muita alegria. Os cheiros de coisa gostosa tomavam de conta de tudo.
A gente se preparava todo. Além da fogueira, das bandeirinhas e das comidas, a gente se enfeitava colocando retalhos coloridos nas roupas. As mães, quase todas, tinham máquinas de costura em casa e faziam isso pra gente. Com tudo preparado, a ansiedade pra chegar a hora de começar era grande. Fogueira pronta e acesa, forró raiz tocando na vitrola e o cheiro de pipoca tomava de conta da rua. A gente improvisava uma quadrilha, anarriê pra cá, avancê pra lá, a gente se divertia e comia coisa boa a noite inteira. Alegria de menino pobre é barriga cheia de coisa doce. De casa em casa, naquelas ruas de chão batido e poeira solta, a gente passava e ia provando um pouquinho de cada guloseima. A partilha era feita com amor e alegria por todos. Éramos vizinhos, mas parecíamos mesmo como uma grande e unida família. Os filhos eram filhos de todos. As mães e pais eram de todos também.
As fogueiras acesas iam iluminando as frentes das casas e iluminavam também os nossos olhos de criança. O calor daquele fogo aquecia nosso coração e trazia conforto pra alma. Pula fogueira, rodava bombril queimando (fazia um efeito espetacular de labaredas voando), soltava uns traques aqui e ali. Era um dia que a gente se esquecia das dificuldades da vida daquele tempo. Casas pequenas, famílias grandes, pouco recurso, pouco investimento do governo no lugar onde a gente morava. Mas era um povo tão forte, que haviam muitos motivos pra festejar, por mais simples que fosse o festejo. Em anos assim, que misturava São João com Copa do Mundo, a festa era dobrada, as bandeirinhas ganhavam cores em verde amarelo e a união daquele povo aumentava. Tempos bons. Quem sabe é quem viveu aquilo. Coisas simples, enfeitadas de retalhos de pano e papel velho, mas que tem cor de ouro e cheiro de doce nas memórias da gente.
"Olha pro céu meu amor, veja como ele está lindo!"
Viva as boas lembranças!
Hoje a saudade bateu mais forte!, Meus queridos que já se foram, eles repousam em Deus, aguardam o chamado para resurreição, o sofrimento, para eles já não mais existe, e sim nos nossos corações, porque a saudade é uma constante, ela não nos deixa descansar, ela é sutíl, insistente, para ela, o remédio é treinar nossas lembranças, para coisas boas,e alegrias que compartilhamos juntos, em vida!
Quando estamos próximos aos amigos de verdade e de pessoas que nos fazem lembrar de bons tempos é complicado acalmar toda a ansiedade por dias melhores.
Tempo
A tristeza assola essa terra
Tristeza sem fim, sem trégua
Nostalgia outonal
Saudade condicional
O vento sopra a poeira do que restou
Trazendo consigo lembranças de um tempo...
Lembranças que vivi...
Lembranças que sempre sonhei...
Tristeza e saudade de tudo
Recordações doces de uma vida amarga
Tempo que não volta...
Tempo que não para...
Me desculpa se não te falei de amor. Me desculpa se não dei toda a atenção que você merecia. Me desculpa se deixei passar em branco coisas que podiam ter importância para você. Me desculpa se não fui exatamente quem você esperava que eu fosse. Me desculpa por ter deixado meu lado fraco ter empurrado pra longe o meu lado forte. Me desculpa por não ter dito muitos eu te amo. Me desculpa por não ter dado mais sorrisos, mais beijos e mais abraços fortes. Não tive tempo. A vida não nos deu mais tempo. E ao mesmo tempo, veja só, ela nos presenteou com uma relação bonita, forte e sólida. Que bom que tivemos essa sorte. Você vai viver pra sempre no meu coração e nas minhas melhores lembranças.
Saudade dói, mas é uma dor deliciosa. Saudades doem porque momentos valeram a pena, porque somos arrebatados por lembranças maravilhosas. Saudades doem e incomodam, incomodam para nos lembrar que vivemos e ainda estamos vivos.Saudade é um mecanismo de resposta da alma.
e eu que sempre li isso e achei clichê ,chorei ao ver com meus próprios olhos
Você atravessando o sinal desviando o olhar dos meus olhos , doeu-me...
Como eu queria mas um beijo, mas um abraço estar ao seu lado, sem precisar pensar no futuro, só no presente.
Ja não consigo sentir mas seu cheiro em minha mente.
E daqui a semanas as lembranças daquele dia já não seram mas presentes.
As vezes o entardecer é mais lindo que o nascer do sol, as vezes o destino é mais precioso que a origem.
As vezes não saber o que sente não é sinomo de falta de amor , as vezes precisamos de mais provas pra saber o que queremos sem sentir mais dor.
E mesmo que a cidade não deseje que você se lembre, guarda o que sobrou da gente.
REVIVER
Reviver os bons momentos
não é voltar ao passado,
é repetir no presente
algo que ficou marcado.
Um lugar, uma canção,
tudo traz recordação,
tempo fica eternizado.
Certas coisas a gente até perdoa, mas é impossível esquecer, deixam marcas eternas em nossos corações, e no fundo todos somos feitos disso: marcas. Marcas de bons momentos que passaram e não voltam mais, marcas de pessoas que nos magoaram, marcas de pessoas que entraram e saíram da nossa vida. Marcas de sonhos que não se realizaram, de objetivo que não se alcançaram e de promessas que não foram cumpridas. E são essas marcas que definem quem fomos, o que fizemos e deixamos de fazer e elas que definem se o que passou valeu a pena ou não. E são essas marcas que nos impedem de cometer erros passados ou que nos incentivam a cometê-los. A vida é feita de marcas, de momentos, de decisões. Então procure fazer suas decisões com o coração, porque tudo que é de coração vale a pena, e tudo que vale a pena faz bons momentos, deixa boas marcas e as melhores lembranças.
Lembro-me da minha infância, das mudas que hoje se tornaram árvores, e percebo a transformação do tempo em minha vida,chego a conclusão de que estou hoje construindo o passado de um tempo futuro e não quero me arrepender de nada.
Martírio
— Insônia vem me visitar
— Saudade, me leva a passear
— pensamentos alçam voo, flutuam livremente
— Lembranças de um tempo que me fazia contente, difícil não recordar!
— Tem sentimentos que, estranhamente, maltratam a gente,
pegam pra judiar
— Chegam sorrateiros, nos fazem sofrer, nos pondo a padecer
— Sentimentos esses, que se agigantam, se instalam, enraízam, fica nos consumindo
— Nos surrando,
constantemente nos afligindo
Martírio!… Sofrer de saudade!
Relembrando de um tempo de ingenuidade!
Saudade! É como semear felicidade em terra árida, plantar e não colher
— Ter o coração sangrando e mesmo assim, sorrir, chorando!
— Essas lembranças, às vezes rompe uma cascata de lágrimas, que não dá pra estancar!
— Tenho aqui instalado na memória, guardados especiais, que não esqueço jamais
— Velhas histórias, ocultas em imagens tão reais.
— Hoje só resta recordar, de um tempo que ficou pra trás, e não vai mais voltar!
Rosely Meirelles
🌹
