Lembrança

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Lembranças perfeitas I

O seu mundo não se move mais pelas lembranças?
Estão por que, se sentir assim todo o tempo?
E tenta corromper com esse sentimento de angústia.
Mas não consegue!
É mais forte que você.
Vai ao mar? Estou lá
Vai à montanha? Também estou lá
Vai à beira do rio? Sentes falta de mim.
Deita-se na cama e pela janela vês as estrelas?
Eu sou uma delas.
Atravessou o oceano para sentir a mesma coisa de antes?
Errou. Nada é igual.
O cheiro é diferente
O diálogo é diferente
A música é diferente
E então, a poesia? Bem diferente.
É débil demais, não é?
São muitas as tentativas do esquecimento,
Mas você não consegue me esquecer.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Lembrança III

É tarde de outono,
O oceano, da janela do apartamento, se apresenta mais cinzento.
O homem nada todos os dias no mesmo lugar,
Deve ser norma do seu médico, pois água está fria.
Mergulha e, em cada braçada quando,
A cabeça vem à tona para respirar
É você a nadar no meu mar.
Corro à varanda
Fixo bem os olhos para distinguir quem realmente é,
Leva tempo para decifrar.
O cérebro está condicionado
Para enxergar o que desejo
Que deveria além do horizonte estar.
Depois de algumas horas
Com olhos a transmitir ao cérebro a real imagem,
Conscientiza a interpretação,
É outra pessoa a se exercitar e, já caminhando,
Ele sai do meio da nuance preguiçosa da estação.
Achei que seria possível ser você vindo a nado,
Mas você já cá está a nadar em outro mar.
Talvez, mesmo sendo outono,
Seja um mar mais significante e mais brilhante
Que o mar que lhe tenho a ofertar.

Inserida por MariadaPenhaBoina

Nunca se Apaga


A maior lembrança que eu tenho é o dia do seu aniversário.
O meu melhor café da manhã foi o na padaria da esquina,
servido a pão com manteiga, café preto, café quente.
Lembro-me de que o assoprava para você, enquanto vestias as luvas e a toca de tricô
fio a fio costurada à mão, por sua mãe.
Eu sorria! Você com bochechas vermelhas, os lábios trêmulos e esbranquiçados,
também sorria. Balançava os braços e as pernas com tanta sutileza,
era quase invisível de tão doce, só para se esconder do insistente frio.
Porém o frio não desistia em levar-te para dançar. Enciumava-me todo, e logo me esquecia.
Era uma simples e apagada manhã de outono.

Não seria exagero meu em afirmar que ao seu lado
os pássaros voaram mais alto, passaram do céu,
bicaram as estrelas, como se fossem sementes na terra e, descobriram uma luz que alimenta.
Difícil não é? Pois bem, aconteceu!
Que as árvores decidiram desenraizar-se para poderem brincar com os cachorros e os mendigos na rua.
Não seria exagero eu dizer que quando estava com você, eu fui feliz.
Eu sei, eu sei, esse é o maior dos exageros.
Mas acredite, foi o que eu fiz.

Costumo me lembrar, não muito, não demais, da sua ternura.
Faz tanto tempo, quanta saudade dos velhos momentos.
A última taça de vinho que nós bebemos,
encontra-se junta a vela que acendemos para aquele simples jantar-surpresa de primavera.
Estão dentro da estante de vidro que nunca mais ousei em abrir.
(Vejo que há uma última gota avermelhada ao fundo que nunca se secou).
Todas às vezes que tento, paro com a mão na dobradiça e encosto a cabeça.
Repudio-me por ser um fraco e, não conseguir abrir uma reminiscência tão bela.

Os livros de poesia, com aquelas folhas amareladas, encontram-se inalterados na mesma estante.
Nunca mais li um verso se quer de algum deles.
Minha alegria ficou naquelas páginas esmiuçadas pelo tempo.
Não ei de incomodá-los, repousam e dormem, repousam e dormem.

Meus sentimentos alojam-se na mais alva nuvem, circulante no mundo.
Se tu, minha donzela, soubestes o tanto que ainda estás comigo,
entenderia as palavras cortadas, nunca ditas, que continuam insistindo para serem ouvidas,
nas páginas misteriosas da vida.

Vá, eu vou, já fui. Sozinho, ouvindo Beethoven ou Debussy.
Embriagando-me com vinho, deslizando meu corpo por uma saudade jamais vista ou sentida.
É minha saudade, acredite minha bela, é minha eterna ferida.

Inserida por LexMor

Que esse vento levando embora meu coração leve junto essas lembranças, minha mente, meus pulmões, porque se for pra te levar, que me espalhe por aí... da na mesma.

Inserida por amandavoguelle

As vezes agente tem saudade, do que nem se foi, agente tem saudade da lembrança, tem saudade, simplesmente...
O tempo nos é algo desconhecido, ele voa e nos ficamos, o tempo passa e quando nos damos conta, certas vivencias passaram, e não irão mais voltar, crescemos sem perceber, e o tempo se vai, já não somos mais aquelas crianças, de sorriso ingenuo e coração calmo, já não queremos mais somente chegar as estrelas, mas ganhar o céu, ganhar o mundo..
O tempo passou mudamos, evoluímos no mundo, diminuímos no ser já não vemos somente o bem, vemos oque o o mundo nos faz ver...
As crianças cresceram, querem sonhar, querem viver, tem medos, ainda não são de todo maduros mas sabem o preço de suas decisões...
Querem lutar a luta da vida, e vencer a guerra, querem viver oque seus corações mandam, talvez no caminho já não hajam somente flores mas, nunca foi assim, cada espinho, cada vivencia nos é importante é valido, nos constrói...
As crianças crescidas querem bater as asas talvez não pra longe, mas pra fazer sua própria história, fazer com que ela seja bela...
A convivência é quebrada, e as mais variadas portas pro mundo se abrem, basta saber por qual adentrar, as perguntas são inúmeras, as lembranças também, foi bom?Foi, foi um tudo que nos trouxe até aqui, ao adeus breve de tantos anos de uma caminhada que nos fará construir caminhos, as lembranças jamais serão esquecidas, nem os sorrisos, nem as vivencias e daqui alguns anos quando lembrarmos de tudo, saberemos que fomos felizes...
Um viva ao futuro, a vida nos espera e que nos abrace ,nos tome, somos tão jovens, mas ainda jovens podemos mudar, podemos agir, podemos mostrar do que somos capazes e que assim seja,estamos dando as costas a uma faze, pra iniciar outra, a saudade talvez não venha agora, mas em certos momento ela nos alcançará e nos fará lembrar de tudo...
Que sejamos felizes!

Inserida por Mariana-O-Guisso

É melhor viver de lembranças profundas do que viver de momentos superficiais.

Inserida por SidAguiar

Olhar para trás


Passei do desejo ao acaso.
Vejo o fim da vida próximo.
As lembranças de nada desfaço,
hoje, velho, só guardo remorso.

Flor púrpura, estrada passada.
Jovem fui pego pelo seu laço.
Criança sozinha e fechada,
moça de diferente compasso.

Luz eterna, nunca mais a verei.
A esperança pálida se foi,
tristeza que a tempos alentei.

Despeço-me com alma impura,
daquela que só me fez reluzir,
na noite amena e escura.

Inserida por LexMor

Um lindo sorriso no rosto;
Péssimas lembranças em mente;
E por dentro um coração amargurado.

Inserida por quepoxajulia

Muita saudade;
Pouca felicidade;
Péssimas lembranças;
Tristeza de sobra.

Inserida por quepoxajulia

E quando o amor acaba, até algumas das melhoras lembranças viram pó.

Inserida por LaisMatosR

O POETA

Sou o poeta que canta as lembranças de outrora
Como se o momento presente fosse apenas o começo
Dos longos caminhos que passei até chegar agora
Na mesma estrada que tive preso por vontade
Embora o que mais queria era viver intensamente
Cada dia como se fosse o último brilho da luz
De um sonho, de um coração que se manteve ausente.

Hoje sou o poeta, cantando as alegrias vividas
Mesmo que a lua e o sol não se cruzem jamais
E as estrelas não brilhem igual no mesmo ceu.
Mesmo assim sou aquele poeta que vê no amanhecer
A esperança de um novo dia, um novo sonho, um novo amor
Daqueles que deixa rastro por toda estrada que passa
Mostrando que muitas vezes ser feliz é não ter medo de arriscar.

Amanhã olharei para trás e verei o poeta que fui
Sonharei com cada momento que despertei em mim
A vontade de chegar ao fim da estrada da vida
Sem temer ou se preocupar com alguma ferida
Talvez ficada no passado viva sem cicatrizar
Depois de tantas loucuras que expus o coração
Que frágil e sem pensar, quase que teve seu fim.

Amanhã sim, olharei para trás com outros olhos
Daqueles que enxerga além do horizonte azul
E sabe que nada mais é melhor do que viver
Sentado na varanda olhando a vida passar
Como a rosa que desabrocha em meio aos espinhos
E embeleza a relva e os campos do pensamento
Para dizer que alí foram os sonhos de um poeta.

Inserida por Josivaldo13

Na lembrança de um amor distante
A saudade se torna o grito mais forte...

Inserida por alandyones

Dói saber que o passado não volta,
O que era chato torna se doces lembranças,
O pior de tudo isso é a vontade de voltar para o passado e não poder fazer nada,
As lembranças veem como chama ardendo por dentro,
Mais o que seria da vida sem as lembranças,
que servem para despedaçar o coração e acabar com a alma.

Inserida por maikonkaka

"Algumas canções são melhores que muitas lembranças, que vem no futuro para atormentar o nosso passado, então cante no presente para que a vida seje inabalável"...KDJ

Inserida por kdj

Lembrar do passado pode trazer suas consequências. Se a lembrança for ruim, estará trazendo para o presente as energias estagnadas depositadas lá atrás, e se forem boas, elas poderão ser os frutos para um futuro melhor.

Inserida por Jaderamadi

De repente aquilo que era especial em sua vida se torna uma simples lembrança.

Inserida por Welkan

Esses dias esbarrei em algumas lembranças suas, nossas, mais minhas que suas na verdade!

Inserida por zkadin

Nós é que morremos, nós. Os que morreram, nossos, não! Esses vivem na nossa lembrança, perenemente, perenemente

Inserida por clonedaniel

Esses dias, revirando minha caixinha de lembranças com fotos, recadinhos, e todas essas coisas que a gente guarda pra sentir saudade do passado, achei algo em especial que chamou minha atenção. Era uma foto, a menina era nova, devia ter uns 15, 16 anos, tava naquela idade que queria curtir a vida, se divertir. Parei no tempo olhando aquela foto, quantas lembranças. Ela era feliz, dava pra perceber só pelo sorriso, nada forçado, sorria porque ela tinha outro jeito de ver e sentir as coisas, sem apego, ela sabia que não valia a pena sofrer. Seus olhos tinham um brilho diferente, não dava para decifrar, ela só queria ser feliz, e era. Fiquei ali, por minutos olhando aquela fotografia, me olhando à alguns anos atrás. Eu era tão diferente, não fisicamente, emocionalmente mesmo, por dentro eu era outra, completamente diferente de quem eu sou hoje. Por Deus, como eu pude ter deixado as coisas me afetarem tanto assim nos últimos anos. Eu era mais intensa, sofria na hora, depois passava, consequentemente eu era mais feliz, mais leve. Desapego era minha palavra de ordem. Eu me aceitava exatamente como eu era, sem medo de julgamentos, meu amor próprio gritando alto dentro de mim. Precisei me rever e sentir saudade de mim, para me olhar com outros olhos. Foi olhando a menina daquela foto, que é tão parecida comigo e ao mesmo tempo totalmente diferente, que eu entendi que eu não preciso de ninguém para ser feliz. Finalmente eu me reencontrei, achei meu amor próprio amassado e esquecido em algum canto. Fiz as pazes comigo, e me amei. Fiz questão de deixar nessa mesma caixinha, quem eu levava comigo com tanta devoção. Lugar de passado é lá, peso morto eu não carrego mais. Foi me olhando no espelho que eu encontrei o amor da minha vida, quem eu nunca deveria ter deixado para trás, esquecida, presa em uma foto. Eu senti pela primeira vez que eu tenho sim, um caso de amor, verdadeiro, duradouro e recíproco. Eu me amo, e não preciso de mais nada, nem ninguém. Aprendi à conviver com os meus defeitos, acho eles um charme. E se alguém não acha, que se retire por favor, porque eu não mudo por ninguém. Mudo só por mim, no meu tempo, no de mais ninguém. Desapeguei de tudo o que me prendia, seja pessoas, julgamentos, conceitos podres da sociedade. Faço de mim o que bem entender, não devo satisfações. Exorcizei todos os meus demônios, mandei embora todos os fantasmas do passado. Só fica agora quem me faz bem, quem quer o meu bem, sem exceções. Não aceito mais metade de ninguém, porque eu sou inteira, metade pra mim é pouco, é nada, é migalha. Não preciso disso. Liberdade e desapego, é tudo o que eu mais quero. Liberdade pra sentir, pra viver, sem me prender no que me faz mal; liberdade de sentimentos bons. Desapego de tudo o que me fez e possa vir me fazer sofrer. Aprendi a me bastar, e isso eu devo àquela garota da foto, devo à mim mesma.

Inserida por amandasanchees

Eu e as minhas lembranças, somos (in)separáveis ...

Inserida por lauramello