Lamento pela Morte de um Ente Querido
Acredito que biologicamente só existe uma raça humana: o Homo sapiens.
Entretanto, ao longo da história, social e culturalmente, surgiu o conceito de "raças humanas" com o objetivo de hierarquizar e justificar a dominação entre os grupos humanos, como visto na escravidão dos povos africanos durante a época colonial e nas práticas racistas ainda presentes em nossa sociedade.
É muito comum ver pessoas reforçando as trajetórias e o esforço de personalidades negras que venceram na vida como parâmetro de defesa da meritocracia.
"Se eles conseguiram, todos podem conseguir."
Afirmar isso é uma verdadeira falácia!
Esses casos são exceções à regra e, na realidade, só evidenciam a grande desigualdade social e racial brasileira, decorrente principalmente dos processos históricos ligados à escravidão.
Engraçado, estamos no espaço público das redes sociais e achamos que apenas os outros são exibicionistas, narcisistas que vivem fazendo marketing pessoal de suas vidas.
Nós não!
Estamos realizando apenas divulgações, publicações e compartilhamentos.
Todos somos narcisistas em algum grau, uns mais, outros menos.
Assim, somos nós!
Infelizmente, presenciamos na sociedade pós-moderna "falsos progressistas" utilizando-se do "marketing do bem" para se promover politicamente. Chamo-os de "progressistas para inglês ver", alusão ao antigo ditado popular.
É a lógica do "tokenismo", citado por Martin Luther King, que serve apenas para dar uma imagem progressista; ou seja, uma organização ou projeto incorpora um número mínimo de membros de grupos minoritários somente para gerar uma sensação de diversidade ou igualdade.
"Separar o joio do trigo" nesse mar de lama que se transformou o Brasil é um grande desafio.
Às vezes, faz-se necessário concordar com o que é dito, mesmo sabendo que, no fundo, não é nada daquilo.
A publicidade quer capitalistas alegres vendendo "felicidade" para a plebe.
A publicidade afirma que todos nós somos empreendedores e que a escravidão moderna não é verdadeira.
A publicidade promove a ideia de que a terceira idade é a melhor idade, e que trabalhar não tem limite de idade.
A publicidade vende a ideia da felicidade no "aqui e agora", sugerindo que temos liberdade para consumir tudo o que desejamos.
Que Deus nos dê sabedoria e serenidade para não cairmos nas garras da publicidade.
Sentia-se oprimido, deprimido e preterido; buscou abrigo na casa do amigo, onde foi muito bem acolhido.
No entanto, bastou um alô do opressor para trocar o ombro amigo pelos braços do inimigo. É isso!
Acho louvável a tentativa da linguagem inclusiva em acolher a todos, todas e todes.
No entanto, não consigo enxergar efeitos práticos, especialmente na periferia, onde o povo luta diariamente por um prato de comida.
Até o presente momento, percebo a linguagem inclusiva impactando, em termos práticos, uma parte exclusiva da classe média brasileira.
Na base da pirâmide social, essas pautas parecem inócuas e sem significado no contexto de extrema pobreza em que vivem.
Para alguns, aos 50, 60, 70 ou 80 anos de idade, ainda é hora de trabalhar, estudar, semear, plantar, reinventar...
Para mim, é hora de descansar, viajar, passear, aproveitar, lograr...
Na sociedade contemporânea permeada pelo fenômeno do esgotamento, a mais nefasta consequência manifesta-se na forma da renúncia, isto é, na exaustão que não incita ao repouso, mas sim à abdicação.
O amor, mesmo oculto pelo ódio e ansiedade, é uma força resiliente que, ao ser integrada com emoções contrastantes, ilumina o caminho para a cura e o equilíbrio emocional.
Enquanto a inovação almeja desbravar novas ideias e soluções progressistas, a conservação se apega à preservação de valores e tradições profundamente enraizados.
Este embate intrincado entre essas forças antagônicas nos confronta com a questão essencial de como harmonizar o progresso com o respeito à nossa história.
São decisões que vão além do pragmatismo, refletindo nossos valores mais profundos e perspectivas individuais, desafiando tanto indivíduos quanto sociedades a navegar com maestria entre a correnteza da inovação e a calmaria da conservação.
Entre a excelência e a superficialidade da moda e das futilidades, alcançar a excelência não é fruto do acaso, mas sim resultado do somatório de uma intenção elevada, esforço genuíno, inteligência perspicaz e execução diligente.
Em última análise, em grande parte, são nossas escolhas conscientes, e não o destino, que esculpem o caminho do nosso futuro.
É inquietante reservarmos a etiqueta social para estranhos, enquanto nossos entes queridos suportam nossa grosseria, irritação ou desdém.
Estabelecer um padrão mínimo de civilidade, mesmo nos dias mais desafiadores, é importantíssimo para evitar causar danos e preservar laços valiosos.
Se permitirmos que nossos impulsos dominem nossas ações, nos rebaixaremos à condição animal, agredindo verbalmente em vez de nutrir conexões.
Ao despertar, encontrar uma disposição jovial não é fácil, exigindo um esforço concentrado para descobrir um sorriso matinal.
A docilidade é uma complexa construção de nossa psicologia e temperamento, moldando nosso caráter para uma convivência pacífica.
A generosidade se revela na atenção cuidadosa, na vigilância constante e na renúncia ao egoísmo que nos leva a esperar servidão e compreensão automáticas dos outros.
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