Lamento pela Morte de um Ente Querido
Estar longe de você
É sempre sentir
O coração
Faltando um pedaço
Sorte a minha
Que logo vem mansamente o amor
Regenera
E ocupa todos os espaços.
Fiz um aquário lindo, apenas com pedras, areia e rochas coloridas. Acrescentei luzes, água cristalina, bolhas de ar e movimento.
Coloquei-o em um lugar tranquilo, onde todos pudessem admirar.
Por um tempo, tudo parecia perfeito. Mas aos poucos, começaram a surgir problemas. Primeiro, apareceram musgos e manchas estranhas no vidro, obrigando-me a limpá-lo de tempos em tempos. Depois, o problema se espalhou, as pedras, as rochas e até a areia foram tomadas pela sujeira. A cada nova limpeza, o musgo voltava mais rápido. Um nojo, um trabalhão.
Até que precisei viajar e me ausentar por um tempo. Deixei o aquário de lado. Quando voltei, a água estava escura, vermes nadavam por entre as pedras, e o cheiro era insuportável.
Cansado da viagem, ainda tentei encontrar uma solução: e pensei, se eu aquecesse a água ao extremo? E se a resfriasse até o limite? Ou talvez encher tudo de veneno resolvesse o problema de uma vez por todas?
Foi então que surtei. Desisti.
Mudei de hobby. Vou fazer outra coisa.
Aleijado sem prótese.
Um doente sem tratamento.
Um apaixonado sem um amor.
Um formado sem profissão.
Um grito sem som.
Palavras sem compreensão.
Um ultimo adeus, suspiro de uma paixão.
Para que?
Exposição daqueles que riem e usurpam.
Sobio é a sapiência.
"Um amor ardente, que seja avassalador e ao mesmo tempo aconchegante. Será sonho? Ou se tem um vislumbre apenas momentaneamente na intensidade da paixão."
Eu me perco em seu olhar, o teu sorriso me faz delirar, a tua voz faz-me acalmar, você é um anjo enviado de Deus para as minhas dores aliviar.
Vida e Encanto
A vida é um sopro divino...
Há tempos de sombra, de luz e cor,
Dias de espera, silêncio e destino,
E outros de riso, ternura e calor.
Mas há também dias de puro encanto,
Em que o coração floresce em canção,
Onde o tempo, lá fora, é apenas um manto,
E dentro de nós pulsa a gratidão.
Pois viver é dançar entre o sol e a chuva,
E amar é o brilho que tudo reluz.
SimoneCruvinel
*
...✍️
"A Bíblia
é um manual de instrução,
e deve ser consultado durante toda a nossa vida, pra termos sabedoria
e sempre resguardar o nosso coração!"
***
"A Chuva que Trouxe Você"
O Rio de Janeiro acordou coberto por um véu de nuvens cinzentas. A chuva fina, persistente, descia sem pressa, transformando as calçadas em espelhos que refletiam os contornos da cidade. Era um dia que parecia pedir café quente, janelas embaçadas e histórias para contar. Foi assim, entre pingos e esquivas, que Clara e Mateus se encontraram — ou reencontraram — na esquina da Rua do Ouvidor, no Centro.
Clara, de guarda-chuva vermelho desbotado e tênis encharcados, corria para escapar do aguaceiro quando tropeçou em uma poça. A bolsa escorregou de seu ombro, derramando livros e um caderno de esboços no asfalto. Antes que pudesse se lamentar, uma mão firme apareceu em seu campo de visão.
— Deixa eu ajudar — disse o dono da mão, um rapaz de cabelos cacheados e óculos respingados de chuva. Ele usava um casaco azul-claro, já manchado pela umidade, e um sorriso que parecia desafiar o tempo ruim.
Ela o reconheceu na hora. Mateus. Aquele colega de faculdade que sempre sentava no fundo da sala, desenhando nos cantos das folhas durante as aulas. Nunca haviam trocado mais que um "bom dia" tímido.
— Você... faz Arquitetura, né? — perguntou Clara, recolhendo um livro sobre Gaudí que ele entregou.
— E você desenha melhor do que qualquer um do curso — respondeu ele, apontando para o caderno aberto no chão, onde um esboço do Bondinho de Santa Teresa dominava a página.
A chuva insistia, mas eles pararam no meio da calçada, rindo da situação. Mateus sugeriu um café ali perto, no Largo das Artes, e ela aceitou antes mesmo que ele oferecesse dividir o guarda-chuva.
O lugar era pequeno, cheio de mesas de madeira riscada e o cheiro do expresso fresco. Enquanto secavam as mangas, a conversa fluiu como a água escorrendo pelas vidraças. Descobriram que ambos tinham o hábito de caminhar pela cidade nos dias chuvosos, colecionando detalhes invisíveis sob o sol: grafites escondidos em becos, o brilho das pedras portuguesas molhadas, o silêncio incomum da Praça XV.
— Acho que te vi uma vez desenhando no VLT — confessou Clara.
— Era eu! — ele riu, surpreso. — Você passou correndo com um casaco amarelo. Até tentei te chamar, mas o bonde fechou a porta.
O tempo lá fora parecia ter parado, assim como o relógio dentro do café. Quando perceberam, já era tarde, e a chuva diminuíra para um mormaço. Mateus acompanhou Clara até o ponto de ônibus, sob o guarda-chuva agora compartilhado sem cerimônia.
— A gente podia... fazer isso de novo — ele sugeriu, as pontas dos dedos roçando os dela ao devolver o caderno.
— Ficar encharcado e perder o ônibus? — ela brincou, mas seus olhos não disfarçavam a esperança.
— Não. Descobrir o Rio devagar, como se fosse a primeira vez.
Quando o ônibus chegou, Clara subiu os degraus sem saber se o calor no rosto vinha do café ou do aperto de mão prolongado que deixaram para trás. Na janela, viu Mateus acenando, até que a neblina e o trânsito o levaram para fora de sua vista.
Naquela noite, enquanto a cidade secava sob um céu estrelado, Clara abriu o caderno. Na última página, um desenho novo: ela, de guarda-chuva vermelho, sorrindo sob a chuva do Rio. E no canto, um número de telefone e uma frase: "Amanhã promete sol. Mas podemos torcer por outra tempestade."
Reanimei sem querer (e agora, faz o quê?)
Lendo um poema antigo,
olha só no que deu...
Reacendi uma chama,
que nem sabia que era meu!
Vi sua foto outro dia,
deu até um arrepio...
Tá mais linda que antes,
e eu aqui... meio vazio.
Ôôôô, e agora, faz o quê?
Se meu coração danado só pensa em você?
Ôôôô, o tempo foi, mas não levou...
Aquele moleque bobo que te amou!
Me diz, ainda dá risada
do jeito que eu falava?
Ainda vira o rosto
quando alguém te elogiava?
Se eu te puxasse pra dança,
será que ia lembrar?
Ou será que dois passos
já iam te tropeçar?
Ôôôô, e agora, faz o quê?
Se meu coração danado só pensa em você?
Ôôôô, o tempo foi, mas não levou...
Aquele moleque bobo que te amou!
Se quiser me chamar,
tô por aqui, sem pressa...
Mas se for me chamar,
chama logo... antes que eu peça!
Universo em Sardas
Ela é doce,
um fragmento de estrelas,
um universo tão gentil,
uma força que dança
entre o caos e a suavidade da pele.
Sagitariana,
com olhos que guardam o sol
e a promessa de manhãs claras.
Sardas espalhadas como constelações,
um mapa que me conduz
ao infinito que é ela.
Quando a vi pela primeira vez,
tranças moldavam seu rosto,
como raízes de histórias
que ainda quero desvendar.
E ali, sem saber,
me perdi em sua órbita.
Ela me deixa sem jeito,
faz do meu silêncio
uma poesia desajeitada,
borboletas no estômago,
o clichê que nunca pensei sentir.
Quero vê-la como é,
nua de máscaras,
livre de barreiras,
um livro aberto
que anseio ler
com o cuidado que merece.
Porque nela há beleza no caos,
uma dança entre força e fragilidade,
um mundo que se revela
apenas quando está só,
e mesmo assim,
me deixa inteiro.
E ao vê-la,
como não sonhá-la?
Como não escrever versos
que tentam capturar
o que palavras não alcançam?
Ela é um universo em sardas,
e eu, um pequeno planeta,
grato por girar em sua órbita.
Cada um de nós carrega um Salomão dentro de si: uma mente que aspira à grandeza, mas um coração que tropeça nos próprios desejos.
Cada um de nós carrega um Salomão adormecido dentro de si: uma mente que almeja a grandeza da sabedoria, mas um coração que, entre desejos e dilemas, muitas vezes se perde nos próprios labirintos.
Em religião é um direito seu de crê ou acreditar no que quiser ou bem entender assim como é também meu direito de alertar as pessoas de suas contradições e mentiras. Não tenho nada contra crenças pessoais – na verdade, não dou a mínima. Meu compromisso é com a verdade. E se essa verdade incomoda alguém despertando uma dissonância cognitiva, talvez seja porque há algo a neles a esconder. Certo?
" EU SEI QUE, MESMO ESTANDO LONGE UM DIA VAI DAR CERTO, SÓ BASTA VOCÊ DIZER: SIM"
Eu a amava. Quer dizer, eu ainda a amo!
Mas, com o passar do tempo, fico pensando: "Será que ela sente o mesmo?" Quando o tempo passa e eu tento falar sobre isso, simplesmente não consigo. Mesmo assim, em minha cabeça, pelo pouco que falo com ela sobre meus sentimentos, sinto que ela me dá esperanças de que ainda me ama também. Mas, no fundo, começo a me questionar: "Será que isso tudo não é só coisa da minha cabeça? Será que ela nem quer mais saber de mim?"
E aqui estou eu, tentando encontrar as palavras para dizer o que sinto, para falar o que ainda sinto por ela. Só que... tenho medo. Medo de, quando eu começar a falar, ela me interromper e pedir para eu parar de pensar nela. Olha, mesmo fazendo coisas por ela, algo dentro de mim ainda acredita que, no final, vamos nos casar.
"O Menino que Admirava as Estrelas"
Certo dia, um jovem, cansado da vida, se jogou à beira de uma estrada deserta e começou a refletir sobre sua existência. Nesse mesmo dia, algo aconteceu que o deixou cabisbaixo, e tudo isso por causa de palavras. Mas naquele momento, ele não apenas admirou as estrelas. Ele criou o seguinte poema:
Quando eu olho para o céu
velho como nós dois,
vejo que somos iguais às estrelas,
pois, embora pareça estarmos perto,
estamos, na verdade, muito longe.
E pensar que éramos como casais,
um ao lado do outro,
sempre perto, sempre juntos.
Mas, por causa de palavras, tudo se transformou
no que nunca queríamos que fosse.
Cada um seguiu seu caminho,
mas eu continuei aqui, te amando,
cada vez mais, muito mais do que
eu imaginava.
Pensava que iria te esquecer tão rápido,
mas até hoje, te amo!
E, no fim, não passamos de estrelas no céu.
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