Lamento pela Morte de um Ente Querido
Desejo que fere
É uma sede que queima por dentro,
um fogo voraz que dilacera a mente,
um corte invisível, um lamento,
um desejo cruel, urgente, latente.
A pele chama, grita em silêncio,
uma urgência que não aceita espera,
um impulso brutal, quase imenso,
que rasga o peito, que fere e desespera.
Não é só dor, é fome de sentir,
uma ânsia que sangra sem voz,
um peso que obriga a resistir,
entre o sufoco e o choque feroz.
Cada pensamento é uma lâmina,
cada suspiro, um corte afiado,
e essa vontade, fria e insana,
machuca, consome, deixa marcado.
Mas mesmo nessa dor que não cessa,
há uma chama frágil a pulsar,
um grito oculto por trás da pressa,
um pedido de ajuda a brilhar.
A vida é um espetáculo em constante estreia — e só vive de verdade quem aprende a dirigir sua própria cena
a indignação tem um aspecto
alheio da falta de palavras,
mas o sentido é o mesmo,
somos todos alguém,
valores morais ou éticos.
A Verdade só pode ser tolerada quando descoberta por conta própria. é uma iniciativa pessoal, um processo doloroso e destruidor. O Novo Nascimento não se encontra em prateleiras de farmácias, sessões de auto-ajuda ou cultos de entretenimento, não é no verniz da intelectualidade ou no branco mais branco dos sepulcros caiados, a VERDADE é um decreto de morte , enquanto seu Ego Viver.
Um dia eu senti muito medo
Aliás, muitos dias eu senti muito medo
Mas um dia...um dia eu decidi que seria o último
Foi um dia horrível,
Foram dias terríveis, difíceis e tristes
Então eu encostei meus pés no fundo e me impulsionei...
Quando eu senti que perdi tudo, o medo também foi embora.
O Sal da infidelidade
A minha raiva é pura
é genuina
Traz com sigo
Um gosto amargo de fel
No olhar envenenado
Um brilho
Que Carrego do inferno ao céu.
E na terra sigo meu destino
A procura do gosto adocicado do mel
Tentando purificar o meu ser
Que se contaminou com lodo salgado e infiel.
A procura das águas cristalinas pura e alcalina
Acabei me envenenando
E me sujando
Por um alto teor
De águas salinas.
Ao abrir as portas da minha vida ao tédio recebi um visitante ainda mais incomodo, o vazio, não sei se eles são um casal ou um ser só, mas estão sempre juntos.
Tudo é questão de tempo, quem sabe um dia o raio da razão te atinja e te desperta e aí você vai ver o estrago que você fez na sua existência, quiçá haja outra.
Deus,
Como você é misericordioso.
Há como viver longe de você?
Há como ficar um dia inteiro sem você?
Há como não querer te abraçar?
Vou comigo guardar esse desejo, até o dia que te encontrar.
Um dia eu achei que ser intensa era um grande defeito, sentir um amor ou uma dor intensamente. Mas hoje eu aprendi que essa intensidade e a minha medida, isso e um dom dado por Deus.
O Alter Ego e o Labirinto
Na literatura, o alter ego do autor raramente é um só.
Ele se desdobra, se infiltra em múltiplos personagens, e por vezes se oculta no que não é dito, no que se evita.
Em Labirinto Emocional, meu primeiro romance, publicado em 2005, meu alter ego se dividiu em dois homens: Valter e Paulo.
Valter é jornalista, alcoólatra, devastado por uma perda que o tempo não cura — um filho perdido na Europa, tragado pelos rastros da guerra.
Ele carrega o peso da memória e do fracasso, mas também da lucidez crua de quem já viu o mundo pelo avesso.
É um homem que já foi centro, mas hoje gira em torno de um vazio.
Paulo é músico da noite, filho da boemia carioca.
Conhece Valter em Copacabana, num tempo em que os bares tinham alma e a amizade era vício raro.
Paulo vê em Valter um espelho trincado — e, talvez por isso, não foge dele.
Eles criam uma amizade intensa, marcada por silêncios, desconfianças e lealdades tortas.
Enquanto Valter afunda nas suas crises, entre surtos e lapsos, Paulo se aproxima de Rute, a filha única de Valter — a mais bela, a mais viva — e casa-se com ela.
Não há escândalo. Há destino.
Paulo se torna o cuidador de Valter, quase um herdeiro não nomeado.
É ele quem permanece quando o mundo se vai.
Talvez o alter ego não esteja só em Valter. Nem só em Paulo.
Está no abismo entre os dois.
Na fronteira tênue entre decadência e continuidade.
Na pergunta silenciosa: quem somos quando os outros começam a cuidar do que um dia foi nosso?
Labirinto Emocional é isso.
Não é apenas um romance sobre amizade, amor, decadência e lucidez.
É um romance sobre o artista diante do espelho:
partido entre o que viveu e o que ainda insiste em escrever.
como posso me sentir assim, se já a muitos anos me abdiquei desse sentimento. Aí vc me suje como um anjo e me salva. Meu mundo se iluminou e o valor de tudo voltou. Amar vc, tbm renasceu o sentimento por mim própria.
A mais reprovável indelicadeza de um homem consiste em suscitar o afeto de uma mulher, sem nutrir a mínima intenção de corresponder a tal sentimento.
Há uma curva secreta entre o toque e o abismo.
Um gesto que, se não for dito, queima mais do que grita.
Eu conheço essa curva porque já a desenhei com palavras.
Não para ser lido, mas para que a linguagem sentisse vergonha de não ser carne.
Quem me lê não me entende.
Quem me sente, suspeita.
E quem suspeita está perto demais da vertigem que me habita.
Como pode um amor ser tão incrível, paciente e atencioso como o amor de Jesus por mim? Um amor que é de filha, mas também de noiva—aquele amor que o noivo busca, que anseia, mas que, muitas vezes, a noiva não procura com a mesma intensidade. Nos perdemos nos devaneios do mundo, acreditando que o que é passageiro e doloroso tem mais valor. E, assim, nos afastamos do amor verdadeiro, do amor puro, que é o único capaz de nos preencher por completo.
Desacelerar para Avançar
Na pressa dos dias que correm
Perdemos um pouco de nós —
Entre compromissos e telas
Esquecemos do som da voz.
Do riso solto em família,
Do abraço que não tem fim,
Do olhar que entende e acolhe,
Do silêncio que diz: "tô aqui".
A natureza sussurra segredos,
Em folhas, ventos e chão.
Ela fala de Deus em detalhes,
No canto sereno do coração.
É preciso parar, respirar,
Permitir-se sentir, escutar.
Pois só quem se permite a pausa
Descobre novas formas de caminhar.
Procure usar palavras lindas, pois elas soam como um abraço na alma, olhe e contemple a criação de Deus e sinta a paz que acalma o coração.
Você precisa captar algo profundo: a beleza da pausa, a força que vem do reencontro com o que é essencial. Em meio ao ruído do mundo, parar para escutar o som dos pássaros, o riso de uma criança ou até o silêncio compartilhado com quem ama… é nesse espaço que o coração respira.
A natureza é uma ponte entre o humano e o divino. Ela não tem pressa, mas tudo nela avança — e talvez esse seja o segredo
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