Lamento pela Morte de um Ente Querido
Existia uma casa — como muitas outras — que tinha uma cerca que de nada defendia, um portão que rangia, e árvores que davam frutos que ninguém comia.
Dentro, uma sala modesta; sob um tapete estilo persa antigo, a cozinha pouco usada, disfarçada por um cesto com frutas de plástico, e uma geladeira cheia de vidros vazios.
Adentrando o corredor; um modesto banheiro; bem limpo, com uma pia de louça, que só pingava a noite.
Logo no final; um amplo quarto, com uma cama de ferro bem estendida de lençóis brancos. Acima desta; um relógio que marcava 07:46 a algum tempo. Estava também uma janela alta, do lado direito. O aposento era tão tranquilo, que nem sequer uma brisa balançava as cortinas cor azul pálido. O cheiro de linho e óleo de peroba preenchiam o ambiente.
Era presente um homem sentado em frente a uma mesinha de mogno reluzente — era magro e alto, com ombros acentuados, pouco mais de 35 anos, cabelo recém cortado, usando uma camisa alinhada, talvez a melhor que possuía. — Seu olhar fixo no nada, seus braços derramados, em sua mão esquerda, entre os ásperos dedos, o que parecia ser uma carta escrita às pressas e manchada de suor. Havia a face turva e o corpo abandonado de qualquer vida. Um raio de sol timidamente ameaçava tocar-lhe a face, mas antes, uma nuvem encobri-o — deixando o ambiente mais sombrio.
Algum animal pisoteava sobre as folhas secas do jardim, e de repente, tudo ficou no mais sepulcral silencio, então, ouviu-se um grito — o qual inflamou inteiramente o homem — foi tão potente que rasgou o silêncio e ergueu-se aos céus. Tal exclamação se fez entender tão bem, que todos que próximo estavam provaram o gosto das lembranças, do calor de abraços que não viriam mais, e, a partir do vibrar das cordas vocais e da explosão daqueles pulmões, todos tiveram a impressão de ver um sorriso que espelhava mil raios de luz se apagando e desaparecendo enquanto o eco ia enfraquecendo entre os muros da casa. Casa esta — como qualquer outra — com seus muros brancos, suas fotos empoeiradas, seus jardins úmidos, e seus moradores de coração partido.
🌿. ¸✿¸.• 🌿
💋❤️👼
Quando meu silêncio é sufocado dentro de mim! ...
Meus pensamentos refletem um voo alto além da minha imaginação.
Enquanto isso, para livrar tudo o que sufoca o coração, alma-corpo, emocionalmente espiritualmente, psicologicamente, eu teria gritado alto ao mundo o que está armazenado dentro de mim!....
Assim como há muitas palavras que não dizem nada, há silêncios que dizem quais tudo.
🌿. ¸✿¸.• 🌿
Sinto um desespero em mim
Quando alguem me toca
Este meu sonho nunca tem fim
Aquela linda mulher
Este meu querer no peito
Esta dor que tenho
Este amor desfeito
Num lindo desenho
Quando me olhas
Eu sigo em frente
E quando te molhas
Eu sinto um amor ardente
Gonçalo Ferreira
O que é morrer ?
Será que é o auto elevamento espiritual ?
Será só uma fatalidade ?
Será um desígnio maior ?
O que será ?
Mas não preocupe-se ,
Quando eu morrer saberei .
Uma pessoa emocionante desiquilibrada é um verdadeiro furacão, que por onde passa deixa o rastro de destruição.
"Tua presença ausente"
Mesmo ao meu lado te sinto longe
Como uma meretriz e um monge
Na verdade de estar perto como sua compincha
Porém alguma lei do contrário os convence
Dentro dos teus olhos eu vejo
Que ainda arde a chama do desejo
Ténue, fraca e quase sem brilho
À espera que algo lhe devolva ao trilho
E possa restaurar o que almejo
Que é que serás minha por inteiro?
Seu amor um pouco nublado
Conversas fracas na sala de aulas
Até ao refétorio pouco a moderado
O Carinho moiando do seu Pavilhão
Ao masculino fraco a moderado
Sou sua compincha, sua compincha
E deitarás em minha cama de janeiro a janeiro
Me alegras a vida como a de um jardineiro
Que cultiva a beterraba vermelha no teu canteiro
Dando-me uma vida plena e cheio de amor
Sem restrições de altura, idade e nem a cor
Eu perdi a paciência
Pois a minha cabeça
Já é um dodecágono
Reclamei a tua presença
Porém de sã consciência
Tudo o que eu tenho que fazer
É lamentar a tua ausência.
Jossefa Zacarias Moyana
TORMENTO NO SONETO
O fado, comigo, não teve deleite
Tem um gosto agridoce meu dia
Devoluto, e sem lisonja fugidia
Na ventura me sinto um enjeite
Lembranças, só são de nostalgia
Um poetar desnudo, sem enfeite
Inspiração desmaiada como leite
E a lágrima de tão pouca alegria
As doces palavras sem onde deite
O ânimo com nuance sem ousadia
O coração desprezado, quem aceite
E mesmo, num tal tormento, quereria
Um olhar de afogo, sorriso que afeite
Onde minha sorte, pudesse ter alforria
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Novembro, 2016
Cerrado goiano
A vida é um presente com valor inestimável, preenchê-la, alimentá-la ou nutri-la com tesouros condiz com o seu valor. Apesar de tudo, nutra-se e nutra com tesouros e não com remorsos, rancores e mágoas; ame-se e ame!
Um dia você aprende que sempre haverá momentos de tristeza na vida. Não há como impedi-los. Entender o motivo, viver a tristeza e depois esquece-la, é um grande passo para sua própria evolução.
Nossa vida é feita de lições desde a primeira infância. Cabe a cada um desenvolver suas capacidades de assimilá-las ou ignorá-las.
Todos estamos neste mundo por um propósito maior, sendo assim você está cumprindo o seu ou vigiando o propósito do outro?
Parabéns! Saiba que todos as coisas materiais um dia se vão, um dia se acabam, mas meu amor por você será sempre eterno! Te amo, meu maior tesouro é ter você!
vinte e um de janeiro,
espaço sideral
velha roupa colorida.
nuvens pretas,
cinzas de petróleo.
corpo marcado,
olhar robusto.
limbo existencial,
beira-mar.
da janela,
o horizonte.
de mim,
o horizonte.
deles,
o ponto final.
pragmáticos que são.
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