Lamento pela Morte de um Ente Querido
Tudo nessa vida é composto por CICLOS. Há um tempo para o nascer, para o desenvolver/crescer/evoluir e para o terminar. Há também os RENASCIMENTOS (particularmente, acredito muito na força deles, afinal, eles costumam carregar em sua essência um vigor incrivelmente restaurador).
Quais ciclos você tem impedido de deixar nascer, de deixar crescer ou, simplesmente, de deixar "morrer"?
Já pensou sobre isso? Já pensou em fazer algo a respeito?
As vezes, muitas vezes, é nos fins que estão os mais divinos renascimentos. Outras vezes, é nas continuidades forçadas, teimosas, que está o fim.
Ter serenidade e sabedoria para respeitar, compreender, acolher, agradecer e deixar que os ciclos sigam seu curso natural, é fundamental para nossa própria existência, para nossa sobrevivência diante de cada situação.
E quando a gente finalmente compreende isso, fica mais simples, mais leve entender nossa real missão por aqui. E os caminhos certos a seguir, simplesmente começam a surgir.
NÃO É QUE EU NÃO QUEIRA UM AMOR. EU SÓ NÃO QUERO UM AMOR QUALQUER!
Eu só não quero viver em constante desalinho, desequilíbrio ou me perder de mim (de novo). Não quero uma relação onde eu viva sem paz ou em competição desenfreada. Isso eu já vivi e garanto, não vale a pena!
Não quero um romance igual ao das telas de cinema. Quero alguém que ao menos deseje ficar e que lute por isso. Quero alguém que ao menos preencha os requisitos mínimos do meu coração. E que fique claro, isso não é uma espécie de entrevista de emprego. Nada disso!
É que meu coração é muito valioso. Dele depende minha vida. E ele já foi muito machucado, quebrado em pedacinhos. Tenho certeza que ele não resistiria a mais uma decepção. Não é que ele pare de bater, mas existe o risco iminente de que, depois de tantos trincados, eu tenha que recuperá-lo, remendá-lo. E com tantas camadas de "cola", talvez ele se torne duro demais ou tão sensível que eu tenha que colocá-lo em uma caixinha blindada, trancado à sete chaves e as tenha que jogar fora, uma a uma.
É por isso que cuido dele e toda essa fragilidade que nele habita. Ele é um tesouro. O meu tesouro! Mas, saiba, se você chegar de mansinho, com jeito e com uma boa dose de intensidade e se for um parceiro leal, terá o melhor de mim. Terá tudo!
Mas para dar o melhor de mim eu preciso que você saiba: eu não quero um amor qualquer, eu quero UM AMOR. Um amor que some, que multiplique, que chegue e que fique!
Enquanto alguns formulam teorias e suposições, achando que tudo é um plano contra si, eu, simplesmente, trabalho.
E assim, sigo escrevendo a cada dia mais uma página da MINHA vida."
Às vezes é preciso se afastar de tudo para existir de novo.
Sempre que a sua alma gritar por um tempo de pausa, por um recuo estratégico para existir de novo em sua essência, não hesite. Não se negue este intervalo sagrado!
O mundo, com toda a sua pressa e urgência fabricada, continuará a girar. Estará aqui em um mês, dois meses ou até um ano. A vida não se desfaz por sua ausência temporária.
Já você, talvez não tenha esse tempo
para viver se deixando para depois.
E embora o peso das responsabilidades insista em sussurrar: "E as pendências? O caos que exige forma?"
Lembre-se: você é maior que as suas preocupações. Não se afogue nesse mar de ansiedade.
Se a situação for daquelas que têm solução, a resposta – o Caminho – encontrará você no tempo certo, com a clareza que só o seu retorno a si mesma pode oferecer.
Primeiro, a sua paz. Depois, a ordem externa.
A herança crua de um toque que corta sem lâmina,
instala seu frio nas dobras da alma e chama isso de casa.
Amor sem nome, aprendido no avesso. Ardor confundido com abrigo,
pressão travestida de cuidado,
silêncio pesado chamado de paz.
E então derrama,
em gotas quase invisíveis,
aquela mesma ferrugem que um dia bebeu. Inteiros são partidos em estilhaços mansos,
feridas plantadas como quem oferece flores tortas, e quem recebe nem sempre entende, só sente o desalinho.
Mas pra quem carrega, é lógica, é caminho, é o único idioma que respira.
Até que um instante rasga o véu do costume,
um espelho sem anestesia,
um cansaço que grita baixo.
E vê.
Não era amor, era eco.
Não era cuidado era defesa com gosto antigo.
E no susto da lucidez,
começa o desvio do próprio rastro:
mão contida antes do corte,
palavra filtrada antes da queda,
impulso domado na beira do abismo cotidiano.
Troca-se a migalha densa do caos
por gestos ainda frágeis de inteireza.
E onde antes rastejava a repetição cega,
ergue-se, hesitante,
um novo jeito de existir que não fere pra sentir.
Eu tive um amigo na infância. Nossa diferença de idade era de apenas oito meses. Fomos criados juntos, compartilhamos as mesmas ruas, as mesmas descobertas e conhecíamos a essência um do outro de uma forma que só a inocência da infância permite.
Na adolescência, nossos caminhos começaram a se separar. Ele se mudou para outro bairro, depois para outra cidade e, mais tarde, para outro país. Ainda mantínhamos um contato esporádico, insuficiente para que soubéssemos o que realmente acontecia na vida um do outro. Hoje, sequer me lembro da última vez em que nos vimos. Não lembro da última conversa, do último assunto, nem se nos despedimos da maneira que duas pessoas deveriam se despedir quando não sabem que aquele será o último adeus.
Há pouco mais de um ano, recebi a notícia de sua morte. Um tumor maligno no cérebro o levou depressa demais. Não houve tempo para uma ligação, uma mensagem ou algumas palavras que, talvez, pudessem confortar seu coração. Ou talvez fossem apenas para aliviar o meu.
Curiosamente, a dor não chegou naquele dia. Ela veio muito depois.
Foi só com o passar do tempo que compreendi o verdadeiro peso daquela perda. Entendi que nunca sabemos quando será a última vez que veremos alguém que fez parte daquilo que somos. Nunca sabemos qual abraço será o derradeiro, qual conversa ficará inacabada ou qual silêncio será definitivo.
É estranho perceber que uma vida inteira pode terminar sem que tenhamos a chance de dizer tudo o que ficou guardado.
Desde então, passei a enxergar a existência de outra forma. Somos absurdamente frágeis. Fazemos planos como se o amanhã nos pertencesse, adiamos palavras como se sempre houvesse outra oportunidade e nos afastamos acreditando que o tempo nos esperará pacientemente.
Mas ele nunca espera.
A vida é cruel. Não apenas porque nos tira as pessoas que amamos, mas porque quase nunca nos avisa quando está prestes a fazê-lo.
“Vivemos entre escolhas e consequências. Um pequeno passo pode mudar o rumo da história que estamos escrevendo."
O homem suplica ao céu e, quando o céu atende, vira as costas.
Isso revela um paradoxo antigo: desejamos com intensidade aquilo que ainda não temos, e tratamos com indiferença aquilo que passa a nos pertencer. A ausência nos move. A presença nos acomoda.
Pedimos com fé, mas recebemos sem consciência. E assim transformamos dádiva em descarte, oportunidade em arrependimento.
A verdadeira oração talvez comece depois do "amém": na responsabilidade de honrar, cuidar e dar sentido ao que nos foi confiado.
Jefferson Pianco
Tudo aconteceu de repente.
Como um vendaval que arrancou as certezas, uma enxurrada que levou consigo o que parecia inabalável, uma avalanche destinada a alterar, para sempre, o curso da existência.
Mas, quando a fúria dos acontecimentos finalmente se dissipou, o silêncio devolveu tudo ao seu estado mais simples, à sua natureza mais profunda. O que parecia perdido reapareceu intacto; o que parecia definitivo revelou-se apenas um desvio no caminho.
Talvez o destino tenha apenas adiado o inevitável. Ou talvez existam instantes que jamais acontecerão, porque não pertencem ao tempo dos homens. Habitam outra dimensão, onde o passado, o presente e o futuro deixam de existir. Pertencem apenas à eternidade.
Em um mundo tão rapido e tão veloz. Decidir e agir, por mais dificil que seja, devem acompanhar tal velocidade.
Quanto mais próximos estamos de conhecer os nossos verdadairos desejos, aos poucos libertamos um monstro na sociedade que vivia dentro de nós e não queriamos ver.
"Uma criança sabe daquilo de que gosta e do que não, mas um adulto tem mais dificuldades nesse campo."
Aprendi ao longo da vida que teremos poucos amigos, um que nunca te deixará nem te abandonará em hipótese alguma que ae chama:Jesus os demais são meros conhecidos ou simplesmente companhias.
Ler um poema
"Ler um poema é despir-se dos sentimentos mais profundos, permitindo que a mensagem escrita no papel encontre o coração de quem a lê. É um encontro silencioso entre a alma do poeta e a sensibilidade do leitor, onde cada verso ganha vida e cada palavra desperta emoções que, muitas vezes, nem sabíamos que existiam."
(FURUCUTO, P. D., 2026).
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