Lamento pela Morte de um Ente Querido

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O amor é azul


Parada contra a parede,
mais um obstáculo...
Olhei para trás —
só havia ruínas.


Voltar não é uma opção.


Como seguir sozinha,
sem ânimo,
sem condição.


Sinto uma mão na minha,
alguém ao meu lado...
O amor da minha vida está aqui —
e era tudo o que eu precisava.


Escalar era a única saída.
Seria perigoso — ele me disse.
Mas respondi que conseguiríamos...


Já no alto,
impossível descer...
— Faz um arco-íris — ele sugeriu,
como você fez da outra vez...


E assim foi feito:
um grande e lindo,
com cores vibrantes...


E ele nos levou
a um belo campo distante...


Ele sorriu e perguntou:
— E onde está o tesouro?


E eu respondi:
— Você é o meu pote de ouro
no final do arco-íris...


Mas aquilo mexeu comigo...
De novo, eu o levei
para onde não pertencia...


Afastei-me,
olhei ao redor,
e tudo eram plantas e flores...


Era o meu mundo —
não o dele —
sem nenhuma atração,
sem realeza...


As nossas diferenças eram gritantes:
água e vinho,
branco e negro,
dúvida e certeza...


As suas mãos, tão lindas,
delicadas e macias...
As minhas — cansadas,
cheias de cicatrizes...


O amor é azul —
um jeito bonito
de chamar
de esquisito...


Doeu perceber.


Aproximei-me novamente
e me desculpei
por levá-lo a um lugar
que era só meu...


"Te afastei...
com medo de não te caber.


Mas você ficou."


Me olhou —
como quem nunca teve dúvida —
e disse baixinho:


— O nosso amor
é único e verdadeiro.


E o meu lugar
é ao seu lado...
pois somos um só,
e não existem barreiras.


E naquele instante,
entendi:


o amor é azul...
estranho,
profundo,
e infinito. 🌛☀️

E Mãe Brinca?


Passei uma semana em um resort e, no penúltimo dia, vivi uma conversa muito especial.


Havia um tipo curioso de pessoas que permanecia à beira da piscina, quase imóvel.


Não podiam molhar o cabelo, mantinham sempre um penteado impecável, óculos de sol e chapéu.


Reclamavam da água quando estava quente e também quando estava fria.


Reclamavam do sol e, curiosamente, da sua ausência.


Pareciam seguir um mesmo padrão social e filosófico,como se existisse uma maneira correta de aproveitar a vida.


Eu percebia muitos olhares sobre mim, mas um deles chamou minha atenção.


Aproximei-me e disse:


— Oi!


Nenhuma resposta.


Ela me observava.
Às vezes com admiração, às vezes como quem observa algo completamente fora do comum.


Perguntei seu nome, mas não obtive resposta.


Ela me seguia com os olhos, aproximava-se e se afastava, até que finalmente criou coragem e perguntou:


— Você trabalha com o quê?


— Sou professora.


Ela pareceu surpresa.


— E professora brinca?


— Brinca.


— E professora nada?


— Nada.


— Quem é esse menino?


— É meu filho.


Então vieram as perguntas que mais me marcaram:


— E mãe brinca?


— Sim.


— Mãe nada?


— Sim.


— E mãe mergulha?


— Eu mergulho.


— E mãe usa o espaguete para nadar?


— Eu uso.


Sorri e perguntei:


— A sua mãe não faz essas coisas?


Ela respondeu com toda a sinceridade:


— Não. Nem meu pai.
Eles só sentam, conversam, me olham e depois subimos.


Fiquei em silêncio por alguns segundos.


— Entendi. Mas você pode brincar com a gente.
Quantos anos você tem?


— Tenho quatro anos.


Naquele instante, percebi que, para algumas crianças, o mais extraordinário não é um brinquedo novo, uma piscina enorme ou uma viagem inesquecível.


Às vezes, o que mais desperta encantamento é descobrir que os adultos ainda sabem brincar.


Que mães mergulham.


Que professoras nadam.


Que pais podem rir sem motivo.


E que crescer não deveria significar abandonar a alegria de viver.

Brasília, 27 de agosto de 2010


A dádiva de um Sonho


“Oh! Brasília…
Esperei-te tanto!
1891 – 1960”


“Os sonhos são engraçados, pois estão sempre a um passo da realidade.”


Os “Prós e Contras”


As tramas históricas, nas quais havia três grupos:


1º Ligado a JK (após 1956);
2º Geopolítico (desde o século XIX);
3º O grupo de Goiás (desde a década de 1920).


Teia de aranha:

Quantos nomes e histórias!


Cenas entre Dom Bosco e Brasília...


Parecia uma igreja, um sonho, da terra prometida, de nascentes com águas límpidas,
grandes livros, grandes traduções e de um lugar onde a terra tocava o céu (ou seria o contrário? Não sei).


Depois deuses da mitologia:
homens grandes e fortes, de vozes firmes, movidos pela grandiosidade da missão que carregavam.


Um excelente roteiro para compreender, com mais profundidade, o período da construção de Brasília.


Ano de 1956 e...


LUZES, CÂMERA E CONSTRUÇÃO.


A história continua:


Pró-mudanças (1955);
Comício de Jataí (abril);
Israel Pinheiro;
Posse de JK (janeiro);
Marechal José Pessoa deixa a comissão (abril);
Ernesto Silva assume a comissão (maio);
Criação da NOVACAP (setembro).


Quantos nomes, quantas ideias e um sonho!


Brasília foi construída pela NOVACAP em 1.309 dias corridos
— três anos, sete meses e um dia —,
de 19 de setembro de 1956 a 21 de abril de 1960,
com operários vindos “espontaneamente” de todos os recantos do Brasil.


Quantas pessoas, quantas histórias, quanta confusão e quanta poeira...


Era Brasília nascendo:
do suor, do braço, da raça.


Eram pessoas cheias de esperança e sonhos.


Eram pessoas injustiçadas, que conheceram o lado amargo de um sonho em construção,
mas que guardam na lembrança a satisfação de terem participado da dádiva de um sonho.


Um sonho que falava de um lugar onde a Terra tocava o céu...


Mas acho que se enganaram.


Porque aqui é um PEDACINHO DO CÉU!

Quando dois "certos" acharem que um é mais certo que o outro, os dois estão errados.

Dos cinco filhos da mãe nordestina, um parte para longe, levando consigo o sotaque, o sabor e a força de um povo que nasceu para espalhar cultura pelo mundo.

Absolutamente tudo na terra tem um ponto fraco, exceto Deus.

Absolutamente ninguém entende um livro que passou por diversas edições e ajustes, lendo apenas uma vez.
Por este motivo, cada releitura revela camadas de compreensão que a primeira não alcança.

Elogiar a escrita é um ato íntimo. Mais íntimo que um toque, mais revelador que um olhar. Porque a escrita é a alma em código. Cada frase, cada pausa, cada palavra escolhida a dedo, tudo isso é o poeta a nu, sem máscara, sem defesa. Elogiar essa nudez é dizer: ''Eu vejo a tua alma. E acho-a bela.'' Não há elogio mais sublime. Não porque seja raro mas porque é verdadeiro. Quem elogia a escrita não elogia o que o mundo pode ver. Elogia o que o poeta escondeu no meio das palavras, esperando que alguém, algum dia, encontrasse.

⁠O amor é um caos, me vejo perdido, sem saber aonde ir,
Sua alma reconfortante, me enche de carinho.
Nunca mais me senti sozinho, nunca como um dia fui,
Nunca me vi a cantarolar, a respirar a poesia.
Mas em poucos dias, você conseguiu me moldar,
Me sinto uma nova pessoa, a me transformar.
O foda é que você quebra a minha pose, não consigo não ser sentimental,
Você diz também ser assim, mas que conexão fenomenal.
Me envergonho e meu coração até que um pouco se anseia,
Pulando batimentos como se fosse um dia de festa.
As músicas de amores que eu tanto gosto, não soam mais da mesma forma,
Agora, diferente, sinto ressoar sobre você.
Sua imagem surge na minha frente, sempre que escuto a palavra "paixão",
Cheio de tensão, tento me aproximar, com medo de que você comece a me estranhar.
Mas no final, sempre fico confortável, é bonito os momentos em que estamos agindo no natural,
Consigo sentir sua energia fluir, atravessando esse portal.
Queria eu poder estar em outra dimensão, junto de ti, juntos em ascensão,
Mesmo em outro lugar, em outra manada, você ainda ao longe, consegue me conquistar.
Me puxa como se eu não tivesse nada pra levar, nada a perder,
E é isso mesmo, eu só quero saber de você.
Meus amigos reclamam, como se eu tivesse culpa,
O que eu poderia fazer se só tem você perambulando sobre minhas ideias?
Perdido em plumas, me sinto um pássaro com grandes asas,
Psobrerfeitas pra te levar com calma, e o sol e o luar, quero amar sua alma, pois ela nunca morre.
Cada olhar trocado, uma conversa sem palavras, ligados por um fio que atravessa as labaredas,
Sinto nossos corações em sintonia, a trilha sonora do amor, a nossa melodia.
Caminhamos entre sonhos e realidade, mas se quando eu te vejo, estiver a sonhar,
Disso eu nunca quero acordar.
Tu, mulher linda e esbelta, me deixa enlouquecido,
Com suas palavras doces me vejo perdido.
Se um dia amar demais for crime, me leve e chame todos de júri,
Pra que vejam que nem no fim eu desço do cume.
E se ser emocionado e exagerado também,
Me leve de cúmplice, o amor existe pra ser vivido,
E oportunidade eu não perco, principalmente com um anjo invadindo o meu cerco.
Meu interesse por você não tem fim,
Ainda tem tanta coisa misteriosa para eu descobrir.
Você é como uma floresta inexplorável,
Cheia de belezas e perigos, nela eu quero me aventurar,
Sem medo, apenas o puro desejo.

Às vezes carregamos um mundo inteiro nas costas porque acreditamos que, se entendermos cada detalhe, a dor finalmente fará sentido. Mas nem toda resposta vem de descobrir o passado; algumas vêm de perceber que você continua capaz de construir um futuro, mesmo quando ainda existem perguntas sem resposta

⁠Aceite os sinais confusos como um não.
O sim é inconfundível.

É um tal de Ctrl C + Ctrl V


Chega dar vergonha!

É muito bom chegar em um nível de maturidade onde vc enxerga a falta de consideração do outro. Porém não se decepciona.As atitudes das pessoas dizem sobre elas mesmas.

Não sejas tu a causa da dor.
Dor que afugenta e que um dia passa,
mas a da alma permanece, não se apaga.

ENSAIO POÉTICO
POEMA DE FÉLIX DI LÁSCIO


LÍNGUA PÁTRIA


Um homem branco
Pergunta ao nativo, às margens
Do rio:
— Fala tua língua fluente?
Aquele cidadão de origem das terras
das matas respondeu:
— Buá!!! buá!!! buá!!!
"Só o afluente do Rio Sanhauá."
— Ah!!! ah!!! ah!!!


Félix di Láscio, Poeta e Letrista Brasileiro.
Postado em 10/06/2019 às 10:05h
Repostado no dia 02/07/2026 às 20:30h

Um casal unido subirá ao sucesso. Uma mulher sábia dará ótimos conselhos e levará seu homem ao sucesso, e um homem sábio levará a sua mulher ao sucesso por suas ações, por analisá-las e ouvi-la.

O Universo em um Grão de Areia
​Às vezes, a gente para e olha para o céu, se achando grande por ter conquistado o mundo. Mas a verdade é que o mundo pode ser só a pele de alguém muito maior. Do mesmo jeito que no laboratório a gente espia pelo microscópio e vê um universo de bactérias e fungos lutando para viver numa lâmina de vidro, nós podemos ser os micróbios de uma camada de cima.
​O nosso céu azul, as estrelas distantes e o limite do espaço são apenas a lente desse microscópio gigante. Quando o ser humano constrói foguetes e tenta viajar para além das estrelas, no fundo, o que a gente quer é arranhar esse vidro, tentar romper a lente para ver quem está nos olhando lá de cima.
​Nessa dança de tamanhos, as revoltas da Terra ganham outro sentido. Um tsunami avassalador ou um terremoto que sacode o chão não são raiva de Deus, são só o estômago desse ser maior roncando, um mal-estar de quem comeu algo que não fez bem, ou uma febre tentando curar o próprio corpo. A gente sofre o efeito colateral desse espasmo sem que ele sequer saiba que existimos.
​E quer saber? Isso não muda em nada o nosso dia a dia. A maioria das pessoas vai passar por essa vida preocupada com o almoço, com o trabalho, sem nem desconfiar que somos tão pequenos. Fomos condicionados a buscar um Salvador no céu para termos forças de seguir em frente, porque olhar para o vazio dá medo. Mas quem consegue pensar fora da caixa encontra uma paz bonita. A gente percebe que o espelho está dentro de nós: nós somos o universo inteiro para os bilhões de bichinhos que vivem no nosso organismo, e somos apenas um sopro na flora de algo gigante. No fim, a vida é esse eterno jogo de bonecas russas, onde o segredo é continuar caminhando, mesmo sendo poeira.
​Referência e Autoria
​Pensamento: Rildo Lemes
Data: 02 de julho de 2026, às 23 horas
Local: Estado de Goiás, Brasil

"Nem toda marca nasce de um sonho. Mas há sonhos que marcam uma vida inteira."

TRANSCEPTO CRUZEIRO



No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.


Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.


Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.


Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.


Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.


No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.


Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.


Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.


Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.


Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.

Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando afeto como vulgaridade.


"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Rogando carinho, suplicando clemência
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
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