Lado
Perdoar é deixar a razão de lado, organizar e fortalecer os seus sentimentos, e a sua vida com DEUS!
Quer viver milagre, ouça sobre milagre, caminha ao lado de quem vive milagre.
Quando eu seleciono o que eu ouço, eu defino o que eu vivo.
Mas eis que surge um Homem, ao lado do sepulcro,
com voz serena e olhar profundo.
“Mulher, por que choras? A quem procuras?”
Palavras suaves, que curam feridas duras.
“Maria”, Ele diz... com doçura sem fim,
e naquele nome... o mundo volta a ter jardim.
Ela O reconhece, cai aos Seus pés,
o Cristo ressuscitou, é real, é de fé!
Não é fantasia, é verdade vivida:
Jesus venceu — e deu nova vida.
Mostra as mãos, mostra o lado,
é o Cordeiro glorificado.
O choro vira riso contido,
o coração, enfim, revestido.
Pela fé e pela esperança, você não está do lado de fora! você tem livre acesso ao Santo dos Santos. Já não há barreiras entre você e a glória de Deus.
É nesse lugar secreto, onde a presença do Altíssimo habita, que a vida se encontra. É lá que as respostas aguardam o seu coração quebrantado.
Não estás sozinho nessa guerra interna que estás enfrentando, Deus está caminhando ao seu lado, te levantando, enxugando cada lágrima que do seu rosto escorre. A caminhada te deixa mais forte, não pense que
Deus te abandonou, olhe para trás, verás tuas pegadas que
deixasse quando seus dias eram bons, nos dias difíceis, não se vê suas pegadas, pois Deus te carregou no colo. Quando meus próprios pés cederam sob o peso da dor, descobri que há momentos em que não consegui andar sem ajuda, e sentir essa presença divina como um colo invisível me deu coragem para suportar crises que jamais imaginei sobreviver. Cada reflexão sobre minha trajetória revela números invisíveis, os dias difíceis não exibem minhas pegadas, mas guardam lições de fé que me sustentam até hoje.
Aprendi da forma mais dura: deixar o coração de lado e usar o cérebro como escudo. As pessoas são guerras silenciosas, pensam em si antes de estender a mão. Minha compaixão virou alvo, minha fragilidade, exploração. Hoje, sou um general cauteloso, planejando cada passo
em terreno hostil, pois a confiança cega só trouxe dor.
A nova vida (nem tanto) paulistana
Praça do shopping
Almoço
Pai e filho ao lado
Nenhuma palavra
O adolescente curva-se ao celular
Olhos e mãos fixos no aparelho
De repente, nem tão de repente assim,
Quatro palavras saem do pai:
__ Vou ali. Já volto...
Filho continua mais curvado do que nunca
Mira e digita com dedos ávidos
Nem levanta a cabeça
Arre, que incômodo é esse que incomoda tanto!
Rio comigo, pois nesse contexto
Não é possível fluir palavras
Pai retorna
Arruma as coisas coletivas: mochila, capa, agasalho, guarda-chuva
Mais uma palavra é dita:
__ Vamos...
E lá se vão pai e filho
Cada qual em seu mundinho mundano e quadrado
Talvez redondo ou triangular
Tão paulistano!
Olho à minha frente...
Prato posto com alimentos saudáveis
Rio de novo...
Minha vida flui...
Cadeira vazia à frente transmite mensagens:
* Os amigos invisíveis estão por perto (parentes, mentores, guias, anjo da guarda)
* Os amigos encarnados, também presentes,
Estão em meu coração e em meus pensamentos
Isso é bom demais
Acalenta.
Rio...
A vida flui
Pois ela precisa prosseguir em seus intentos.
julho/ 2024
A VIDA DO OUTRO LADO
A compressão ,seria melhor
Se todo mundo pudesse, fazer um curso de psicologia para entender a dor e o cansaço emocional do outro.
Encontrava-me no Hospital de Tambara 2, aguardando do lado de fora, quando uma enfermeira, com a voz carregada de rotina, questionou uma jovem: 'Quantos anos tens?' A resposta veio imediata: '18 anos.'
A enfermeira, sem hesitar, dirigiu a mesma pergunta a outra rapariga: 'E tu, quantos tens?' '15 anos,' respondeu ela.
A sequência repetiu-se: 'E tu, quantos tens?' '16 anos,' ouviu-se em resposta.
Mais uma vez, a enfermeira insistiu: 'E tu, quantos tens?' '17 anos,' respondeu uma rapariga.
Presenciei estas cenas com uma profunda mistura de tristeza e frustração, mas também com uma dolorosa compreensão. Estas jovens estão inseridas numa cultura que, infelizmente, ainda perpetua a ideia de que o destino da mulher se resume a casar cedo, cuidar do lar e trabalhar na machamba. A culpa não reside nelas, mas sim nas tradições arcaicas e numa sociedade que, por vezes, inadvertidamente, fomenta os casamentos prematuros.
Refleti sobre a árdua jornada que Moçambique enfrenta para alcançar o progresso. Como podemos avançar quando tantas crianças, provenientes de famílias de baixa renda, são forçadas a amadurecer precocemente?
E mesmo aqueles que conseguem prosseguir com os estudos, muitas vezes, deparam-se com a falta de oportunidades de emprego, restando-lhes apenas a venda de mangas como meio de subsistência.
Enquanto isso, nas cidades, os filhos das elites nascem com o futuro assegurado, independentemente dos seus méritos. Como podemos construir um futuro próspero para Moçambique quando o talento e a inteligência de jovens da classe média baixa são desperdiçados nas ruas, vendendo frutas, sem sequer terem acesso ao capital inicial para iniciar um negócio?
Acredito que a chave para a transformação de Moçambique reside na união entre os cidadãos de todas as classes sociais. Se os jovens da classe média baixa e os da cidade se unissem, poderíamos desvendar o potencial adormecido da nossa nação e construir um futuro mais justo e promissor para todos moçambicanos.
Ela deixou de lado suas próprias censuras,suas pendências de valor com o passado, seus embargos vagos de sentir, quando finalmente entendeu que suas intensidades todas eram o que mais a faziam SER, que seu jeito de imersão profunda era justamente o que a fazia mais legítima e encontrada em identidades, condutas e escolhas. Em meio a tais e urdidas certezas, nada mais impediria que a EMOÇÃO regesse a orquestra e inspirasse novamente o voo. Se sentir demais é, por natureza e fato, sempre tão alto e sempre tão forte, talvez seus olhos e suas emoções, sem quaisquer arestas, optassem sempre por cegar-se, a esvanecer-se à banalização ou aos comuns de um sentir. Por certo, não seria ela. E tanta lucidez de identidade e de encontro, não a fazia alheia à razão dos dias, esta mesma que faz cada vez mais raro e caro um intenso que enternece, paralisa e emudece. Inútil portanto, era a teimosia da rudez, da hipocrisia e da covardia, em fazê-la amesquinhar-se a seu efêmero SER. O preço... Por vezes alienígena, por vezes contida, por vezes incompreendida e por que não dizer, assustadora até. Porém, valente e fiel a si, sua prece e sua luta mais premente era de que seus pés jamais receassem lancar-se ao mundo ainda que frêmito e algoz soassem seus passos. Ela fazia dos sons, caminhos de faróis rasteiros para suas ilhas e castelos. Deslumbrada e reafirmada por uma loucura lívida e santa, seguia fiel tão somente a si e a suas inexoráveis buscas imperfeitas e insanas a maioria dos mortais. Seu mais visceral desejo... que jamais sinta brotar de sua alma uma emoção empobrecida de intensidade e de verdade. Uma emoção que não a renda, que não a deslumbre, que não a mova, não a arrebate a fins e recomeços tantos e, sobretudo, que ela não reconheça em si , uma emoção que não a conduza a seus reinos secretos de SENTIR e de QUERER a cada exatidão de um tempo apenas seu. Seu maior desafio... não crucificar quereres e sentires frustrados, não realizados. São eles que lavam nossos olhos, nos refazem em condutas, nos lapidam em novas projeções e direcionamentos de viver. Ela... ERA como o sol que ardia na pele, mas seduzia os olhos a sua inebriante luz, era como a noite que cegava esses mesmos olhos para afagar melhor a pele com sua entorpecente e suave brisa. Assim, era aquela moça... intrigante a uns, louca e enigmática a outros, mas sempre e tanto, INTENSA a si mesma.
Chega um tempo em que é inevitável trancar - se pelo lado de dentro de si, lá no canto onde as paredes são espelhos e não gaiolas. O salto é ao sair. Não aceitar - se ninguém além de si mesma.
" Ser pai é: estar ao lado do filho
Ser pai é: estar ao lado de sua mulher
Ser pai é: apoiar, orientar, sempre estar ali
Pai seja um herói para seu filho e um cavaleiro para sua esposa, aquele pai que seus filhos tenha orgulho em falar para seus coleguinhas que esse é o meu pai, pai seja aquele homem, marido para sua mulher e de flores para que se lembre sempre desse seu simples gesto."
É estranho essa leve dor no peito ao ver a pessoa que você ama com um sorriso no rosto ao lado de outra pessoa que não é você!
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