Laços
A vida mostra quem está por perto pelo interesse e não por laços reais. Amigos somem na dificuldade, inimigos apenas atacam de fora, mas as parcerias verdadeiras ficam firmes em qualquer situação. O segredo é observar as ações de cada um.
Antes, éramos "EUs", Criamos Laços
Agora, somos "Nós"
Dividindo um mesmo espaço,
Nosso "Nós" não deve ser um Nó
que enforca os nossos "EUs"
Somos resultado de uma Soma,
Não de uma Anulação
Tanto "Nós" quanto "EUs"
Merecem a nossa Atenção.
Alguns laços não são de sangue, mas sim de uma forte afinidade, rara, mutuamente, reconhecida, após momentos partilhados, tristezas divididas, choros derramados, olhares que falam a mesma língua, risos simultâneos, felicidades somadas, uma amizade bem desenvolvida, que só foi se fortalecendo com o passar dos anos, um elo de almas, de sentimentos num mesmo ritmo, que sobressaem as falhas, dádiva inestimável, amor expressivo, corações que se abraçam, decreto divino.
O Tesouro que Permite a Escolha e Não Depende de Sangue
Os laços que não são de sangue, que podem ser escolhidos, que não podem ser forçados, que devem ser nutridos, tanto no sucesso quanto no fracasso.
Mesmo distantes, eles se mantêm por perto, aquele apoio imprescindível de abrigo e abraço, por meio de atos ou de uma boa conversa.
A relação sincera que acontece entre amigos quando a amizade é saudável. Graças ao Senhor, um tesouro nesta terra cujo seu valor é inestimável.
Há uma grandeza silenciosa na vida comum: nos laços que tecemos dia após dia, na fé que sustenta nossos passos, nos sorrisos e lágrimas partilhados.
O extraordinário não reside em roteiros grandiosos, mas na coragem de construir algo duradouro: um lar, uma família, memórias simples que ecoam pela eternidade.
A verdadeira beleza da existência floresce justamente onde menos se espera: nos detalhes ordinários que, ao final, revelam-se milagres cotidianos.
Senhor Jesus, corta os laços dessa geração com companhias que a puxam para o mau caminho, cercando-os de pessoas tementes a Ti que os incentivem a fazer o bem, amém.
EM FAMÍLIA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Entre família não se trata apenas de laços consanguíneos, mas de um complexo entrelaçamento de consciências que se encontram sob o mesmo teto para um aprendizado mútuo, silencioso e contínuo. A convivência familiar é, em sua essência, um laboratório moral, onde as imperfeições se revelam sem adornos e as virtudes são convocadas à prática diária.
No ambiente doméstico, as máscaras sociais se dissipam. Aquilo que o indivíduo oculta no convívio público emerge com espontaneidade entre os seus. É nesse cenário que o orgulho se evidencia, que a impaciência se manifesta e que o egoísmo, muitas vezes sutil, denuncia-se em pequenos gestos e palavras. Contudo, é também ali que a renúncia encontra espaço, que o perdão se exercita e que a caridade deixa de ser discurso para tornar-se atitude concreta.
Entre família, as divergências não são falhas do sistema afetivo, mas instrumentos pedagógicos da existência. Cada conflito carrega em si uma oportunidade de lapidação interior. Aquele que compreende tal mecanismo deixa de exigir perfeição alheia e passa a responsabilizar-se por sua própria transformação íntima.
Sob a ótica espírita, a família não se constitui ao acaso. Espíritos afins ou necessitados de reajuste reencarnam juntos, atraídos por leis de afinidade e de reparação. Assim, muitos dos desafios enfrentados no seio familiar não são castigos, mas reencontros providenciais destinados à harmonização de débitos pretéritos e ao fortalecimento dos vínculos verdadeiros.
É por isso que amar entre família exige mais do que sentimento. Exige disciplina emocional, vigilância constante e, sobretudo, humildade. Amar, nesse contexto, é ceder quando necessário, compreender antes de julgar e silenciar quando a palavra pode ferir mais do que esclarecer.
Não há evolução autêntica que prescinda do convívio familiar. É ali, no cotidiano aparentemente simples, que o espírito se prova, se revela e se reconstrói.
E aquele que aprende a amar verdadeiramente dentro de casa, ainda que entre dores e renúncias, torna-se apto a irradiar ao mundo uma luz que não se apaga diante das adversidades, porque foi acesa no lugar mais difícil e mais sagrado da existência.
MIGALHAS DA GRANDE MESA.
A INGRATIDÃO DOS FILHOS E OS LAÇOS DE FAMÍLIA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Entre todas as dores que atravessam o espírito humano, poucas são tão lancinantes quanto a ingratidão dos filhos. A pobreza pode ferir o corpo. A enfermidade pode consumir os dias. As perseguições sociais podem dilacerar a dignidade. Contudo, quando o sofrimento nasce dentro do próprio lar, quando a frieza brota daqueles que receberam colo, alimento, renúncia e amor, a alma experimenta uma das mais profundas provas morais da existência terrestre.
O Evangelho Segundo o Espiritismo apresenta essa questão não apenas como drama psicológico ou conflito social, mas como fenômeno espiritual de longa duração, vinculado aos processos reencarnatórios, às leis de afinidade moral e às reparações do pretérito. A Doutrina Espírita desloca o problema da mera ótica biológica e o eleva à dimensão transcendente da consciência imortal.
A família, segundo o Espiritismo, não é simples agrupamento consanguíneo formado pelo acaso biológico. Antes de tudo, constitui reencontro de Espíritos ligados por afinidades, débitos, afetos, antagonismos e necessidades de crescimento mútuo. Muitas vezes, aqueles que hoje se chamam pai, mãe, filho ou irmão já estiveram unidos em existências pretéritas sob outras circunstâncias. O amor pode reunir. O ódio também. A reparação moral frequentemente reorganiza os vínculos que outrora foram destruídos pelo orgulho, pela violência ou pelo abandono.
É precisamente nesse ponto que o texto de Santo Agostinho adquire profundidade filosófica admirável. O Espírito que desencarna não abandona instantaneamente suas paixões. Leva consigo ressentimentos, desejos, tendências e marcas psicológicas profundamente sedimentadas. A morte não santifica ninguém. Apenas remove o invólucro físico. A individualidade prossegue sendo aquilo que moralmente construiu em si mesma.
Por essa razão, muitos Espíritos carregam para além do túmulo animosidades violentas. Alguns despertam para o arrependimento e compreendem que somente a caridade pode libertá-los da própria inferioridade. Entretanto, compreender não significa vencer imediatamente. A consciência vacila entre o desejo de renovação e os impulsos cristalizados do passado. Surge então o drama íntimo da reforma espiritual.
Em diversos casos, segundo a ótica espírita, o Espírito pede para renascer exatamente no seio da família daqueles a quem odiou ou por quem foi odiado. A reencarnação converte-se, assim, em mecanismo educativo da Providência Divina. O antigo adversário retorna como filho. O ofendido reaparece como pai. O perseguidor nasce sob os cuidados daquele que perseguiu. A convivência doméstica torna-se oficina de reconciliação.
Sob essa perspectiva, muitas antipatias aparentemente inexplicáveis da infância deixam de ser vistas como simples caprichos temperamentais. Existem crianças que, desde muito cedo, demonstram rejeição intensa, revolta desproporcional ou frieza afetiva sem causa aparente na atual existência. O Espiritismo interpreta certos casos como reminiscências emocionais profundas, impressões subconscientes oriundas de experiências anteriores ainda não pacificadas.
Tal entendimento não pretende estimular fatalismos psicológicos nem justificar abusos familiares. Pelo contrário. A Doutrina Espírita responsabiliza moralmente os pais pelo esforço educativo e afetivo destinado ao progresso espiritual dos filhos. A educação deixa de ser mero preparo intelectual e transforma-se em tarefa sacramental da alma.
O lar converte-se em laboratório moral.
Cada gesto dos pais modela estruturas psíquicas profundas na criança. A indulgência excessiva fortalece o egoísmo. A ausência afetiva alimenta inseguranças futuras. A violência verbal produz traumas silenciosos. A negligência moral favorece tendências destrutivas já existentes no Espírito reencarnante. Assim, o Espiritismo compreende que educar não é apenas ensinar regras sociais, mas auxiliar o Espírito a dominar suas imperfeições ancestrais.
A metáfora utilizada no texto é extremamente significativa. Os pais devem agir como jardineiros atentos, cortando os rebentos defeituosos antes que se transformem em raízes profundas. O orgulho e o egoísmo, se alimentados desde cedo, convertem-se mais tarde em ingratidão, insensibilidade e endurecimento moral.
Sob o prisma psicológico, percebe-se aqui extraordinária lucidez acerca da formação da personalidade humana. A infância constitui período de plasticidade emocional intensa. Tendências morais podem ser fortalecidas ou enfraquecidas conforme o ambiente afetivo, os exemplos familiares e os estímulos recebidos. O Espiritismo antecipa, em muitos aspectos, reflexões modernas sobre condicionamento emocional, desenvolvimento ético e estruturação psíquica da consciência.
Entretanto, o Evangelho Espírita também consola os pais que, apesar de todos os esforços sinceros, enfrentam filhos ingratos ou moralmente perturbados. Nem toda responsabilidade pertence à família atual. Existem Espíritos profundamente comprometidos consigo mesmos, resistentes ao progresso, que utilizam o livre-arbítrio para permanecerem estacionários. Nesses casos, o sofrimento dos pais converte-se em prova expiatória e testemunho de perseverança moral.
As dores domésticas possuem singular intensidade porque atingem diretamente o centro afetivo da alma. Há indivíduos que suportam heroicamente a fome, a miséria e as humilhações sociais, mas desmoronam diante da indiferença de um filho. Isso ocorre porque os laços familiares penetram regiões profundas da sensibilidade humana. O coração paterno e materno frequentemente ama sem condições, sem contratos e sem medidas.
Quando esse amor não encontra reciprocidade, instala-se uma das mais amargas experiências da existência terrestre.
Todavia, o Espiritismo procura impedir que a dor se transforme em desespero absoluto. A reencarnação relativiza o instante presente. O filho ingrato de hoje pode tornar-se amanhã o Espírito arrependido que retornará buscando reconciliação. Nenhum sofrimento é eterno. Nenhuma consciência permanece para sempre endurecida. A justiça divina opera através de séculos invisíveis ao olhar humano.
Há também dimensão sociológica extremamente relevante nesse ensinamento. Em épocas marcadas pelo individualismo exacerbado, pela dissolução dos vínculos familiares e pela cultura do imediatismo, a ingratidão filial tornou-se fenômeno cada vez mais recorrente. Muitos pais envelhecem abandonados emocionalmente. Tornam-se instrumentos utilitários descartados após cumprirem funções materiais. A sociedade contemporânea frequentemente estimula autonomia sem responsabilidade moral, liberdade sem dever e prazer sem gratidão.
O resultado inevitável é a erosão dos laços afetivos.
O Espiritismo propõe caminho oposto. A família não é prisão cármica destinada apenas ao sofrimento, mas instituição educativa da alma. É dentro dela que o Espírito aprende tolerância, renúncia, perdão, disciplina emocional e fraternidade. As imperfeições que emergem no convívio doméstico revelam precisamente aquilo que ainda necessita ser curado.
Por isso Santo Agostinho conclui exortando os pais a acolherem até mesmo os filhos difíceis como irmãos espirituais em processo de restauração. Muitas vezes, aqueles que mais causam perturbação são justamente os que mais necessitam de amparo moral. A família verdadeira não se define apenas pela harmonia natural, mas pela capacidade de permanecer unida diante das provas.
Existe profunda grandeza espiritual na mãe que continua amando o filho ingrato. Existe heroísmo invisível no pai que persevera orientando aquele que o despreza. Tais criaturas silenciosas carregam cruzes morais que raramente são compreendidas pela sociedade, mas que possuem elevado valor diante das leis divinas.
A ingratidão dos filhos não representa apenas falha afetiva humana. Em muitos casos, constitui reflexo de conflitos antigos ainda não resolvidos entre consciências imortais. E os laços de família, longe de serem acidentes biológicos passageiros, revelam-se instrumentos providenciais para a reconstrução do amor onde outrora existiram ruínas morais.
Porque, diante da eternidade, nenhuma lágrima sincera é inútil. Nenhuma renúncia amorosa permanece esquecida. E nenhum coração que verdadeiramente ama atravessa as sombras da existência sem recolher, mais cedo ou mais tarde, as claridades da redenção espiritual.
Fontes consultadas.
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Santo Agostinho
O Livro dos Espíritos
José Herculano Pires
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O Retrato do Ingrato
Existem laços que, em vez de sustentar, sufocam. É o mistério doloroso daquela mãe que, em nome de um amor incondicional, permite que o próprio filho transforme seu lar em arena e sua alma em banquete. Ele chega como se o mundo lhe devesse tudo, portando o título de "filho" apenas para exercer uma tirania mesquinha. Com o nariz empinado e o coração seco, ele não entra na casa da mãe; ele a invade.
O narrador da vida observa: enquanto ela oferece o pão e o afeto, ele devolve o palavrão, a piada de mau gosto e a encenação barata que visa humilhar quem mais o apoia. Ele sente inveja da felicidade dela, como se cada sorriso da mãe fosse um roubo ao seu próprio ego. Ele tenta mandar nos irmãos, ditar as regras de um teto que não é seu e sugar a energia de um ambiente que deveria ser sagrado.
É o filho que se acha "dono do mundo", mas não consegue sequer dominar a própria má educação. E a mãe? Ela assiste a tudo com os olhos marejados de quem vê um tesouro onde só existe cascalho. Ela silencia, não por falta de voz, mas porque o amor a faz acreditar que, em algum lugar debaixo daquela armadura de arrogância e desrespeito, ainda existe a criança que ela nalgum dia embalou. É o sacrifício silencioso de quem aceita ser ferida para não ter que ferir o fruto do próprio ventre.
Nota do Narrador: "Há filhos que são âncoras, que nos prendem ao chão pelo peso do amor; e há filhos que são tempestades, que nos destroem por dentro enquanto juramos que o céu ainda está azul.
Saber a Hora de se Respeitar e Partir
Insistir em portas que não se abrem, em laços que já não têm afinidade e em lugares onde a nossa presença é apenas tolerada é um desperdício da nossa energia sagrada. Que a gente aprenda a nos respeitar antes de insistir. Há uma linha muito tênue entre a persistência e a teimosia que fere o nosso amor-próprio. O respeito próprio nos dá a lucidez necessária para entender quando um ciclo chegou ao fim. Retirar-se de onde não há reciprocidade não é sinal de fraqueza, mas de uma força gigante que diz: "eu mereço mais". Quando passamos a nos respeitar em primeiro lugar, deixamos de mendigar atenção e passamos a caminhar apenas onde a nossa luz é celebrada, e não escondida.
“Anseio por conexões que toquem a alma,
não por laços frágeis tecidos pela solidão.
Não quero amores rasos, vividos por carência…
Quero me entregar a quem transborde presença,
verdade e sentimento inteiro.”
- Priscila de Araujo
"Corte laços com quem sorri na sua frente e apunhala pelas costas. Afaste-se em silêncio, pois o tempo sempre revela as máscaras sem que você precise se desgastar. Lembre-se: Sua paz vale mais."
—By Coelhinha
O inimigo tenta laços e embaraços
Pra me envergonhar, mas não vai
Porque eu não estou sozinho nessa guerra está comigo O Braço Forte do Senhor Bispa Sônia e Pastor Lucas
Manter-se em paz e não interferir nos laços das outras pessoas mostra Maturidade, Respeito e Empatia. P.G
“ Como uma estação nova que chegava, ou um porto em cada estrada.
Via meus laços sempre saindo, mais nunca ficando.
Sou ponta de partida para quem tem duvidas de suas escolhas.
Sou embarque para quem nunca quis ficar “.
Os nossos laços de afeto
comos nossos e para com
a nossa Nação não podem
ser fragilizados pela política
Amor, substantivo masculino, forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais.
Aristóteles dizia, que o amor é formado por uma única alma, habitando em dois corpos, que é um sentimento de seres imperfeitos, posto que a função do amor, é levar o ser humano a perfeição, uma alegria que nos fazer querer que um breve momento, se torne magicamente eterno.
Nietzsche dizia que o amor é um derramamento, uma espécie de luxo e de dádiva daquilo que cada um conquistou por, e para si mesmo, e quer partilhar alegremente com outra pessoa.
E completo com Sócrates, que dizia que o amor é um processo de busca pela beleza, sabedoria e virtude. Ele acreditava que o amor era uma forma de ascender a um estado mais elevado de conhecimento e compreensão, e que a partir desse processo, poderíamos alcançar a verdadeira felicidade e realização.
Diante de definições diferentes, mas, ao mesmo tempo, parecidas, eu acredito que não seja possível dar uma definição exata ao amor, depende muito da individualidade de cada pessoa. É algo que só é possível sentir, cada um sente o amor do seu jeito, alguns sentem o amor em um abraço apertado, naquele cafuné depois de um dia cansativo, naquele sorriso durante o beijo, naquela troca de olhares, onde você só consegue pensar o quanto é grato por estar vivendo aquilo. O amor pode, e deve ser sentido de muitas formas, e quem tem um amor correspondido, cuide, proteja, porque você pode ter encontrado, o que muitas pessoas buscam a vida toda, e não encontram. Pois quem tem um amor, tem tudo.
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