Laços
Colocar o amor a Deus acima de tudo não é desprezar os laços de sangue; é entender que, sem a conexão com a Fonte Suprema, o nosso amor humano será sempre limitado e possessivo. Só quem mergulha no Amor Infinito consegue amar o próximo com total liberdade.
SerLucia Reflexoes
O arrebalde devia pra ele,
Estreou temas chocantes,
Estreitou seus laços na máfia,
Foi amante das boas amantes.
O Retrato do Ingrato
Existem laços que, em vez de sustentar, sufocam. É o mistério doloroso daquela mãe que, em nome de um amor incondicional, permite que o próprio filho transforme seu lar em arena e sua alma em banquete. Ele chega como se o mundo lhe devesse tudo, portando o título de "filho" apenas para exercer uma tirania mesquinha. Com o nariz empinado e o coração seco, ele não entra na casa da mãe; ele a invade.
O narrador da vida observa: enquanto ela oferece o pão e o afeto, ele devolve o palavrão, a piada de mau gosto e a encenação barata que visa humilhar quem mais o apoia. Ele sente inveja da felicidade dela, como se cada sorriso da mãe fosse um roubo ao seu próprio ego. Ele tenta mandar nos irmãos, ditar as regras de um teto que não é seu e sugar a energia de um ambiente que deveria ser sagrado.
É o filho que se acha "dono do mundo", mas não consegue sequer dominar a própria má educação. E a mãe? Ela assiste a tudo com os olhos marejados de quem vê um tesouro onde só existe cascalho. Ela silencia, não por falta de voz, mas porque o amor a faz acreditar que, em algum lugar debaixo daquela armadura de arrogância e desrespeito, ainda existe a criança que ela nalgum dia embalou. É o sacrifício silencioso de quem aceita ser ferida para não ter que ferir o fruto do próprio ventre.
Nota do Narrador: "Há filhos que são âncoras, que nos prendem ao chão pelo peso do amor; e há filhos que são tempestades, que nos destroem por dentro enquanto juramos que o céu ainda está azul.
Esqueça as flores com laços de fita e toda essa bobagem romântica que vendem nas vitrines.
O amor de verdade não amarra nada, ele chuta a porta.
É como abrir a última garrafa de uísque barato às três da manhã, quando você achava que a noite já tinha acabado e o fígado implorava por trégua.
Ele chega sem pedir licença. Não quer saber do seu passado caprichado ou dos seus sapatos limpos.
O amor que liberta te joga no chão da cozinha, arranca a sua camisa velha e rasgada, e te faz rir da própria desgraça.
É um gole forte.
Daqueles que queimam a garganta, limpam as feridas e te deixam cru, sem as máscaras que você usa para caminhar entre os idiotas na rua.
Ele não te prende em uma gaiola de promessas falsas; ele escancara a janela e diz: "O mundo lá fora é um hospício, mas aqui dentro a gente pode ser louco em paz".
Você acorda com dor de cabeça, o cinzeiro cheio e o gosto de fumaça na boca.
Mas olha para o lado e vê que as amarras sumiram.
Você está livre. Livre para falhar, livre para beber mais um copo, livre para ser o poço de defeitos que sempre foi, mas agora sem carregar o peso do mundo nas costas.
O amor não é um nó de marinheiro na garganta.
O amor é o saca-rolhas.
"Corte laços com quem sorri na sua frente e apunhala pelas costas. Afaste-se em silêncio, pois o tempo sempre revela as máscaras sem que você precise se desgastar. Lembre-se: Sua paz vale mais."
—By Coelhinha
Amizade rompe fronteiras, cria laços,
Eterniza com o tempo, cria momentos.
Fortalece cada vez mais. Faz histórias, cria memórias.
Passa o tempo que passar a amizade só faz aumentar.
Amor meu... Hó meu amor!
Costurei-me com fios de sangue que fortaleceu os nossos laços de afetos nos tornando tolerantes
Espero-lhe para o seu pousar.. esperar e esperar, vem em mim... Ter seu descansar
Às vezes eu gosto de ouvir você cantar
Canta... Canta... Eu quero te amar!
Abra suas asas e ganhe os céus, pois amar o individual
Nem sempre tira o véu...
Mas ainda sim tira-me a vontade de não querer estar acompanhado
Porque uma das coisas melhores da vida... É está apaixonado;
A vida mostra quem está por perto pelo interesse e não por laços reais. Amigos somem na dificuldade, inimigos apenas atacam de fora, mas as parcerias verdadeiras ficam firmes em qualquer situação. O segredo é observar as ações de cada um.
Amor não se embrulha
Neste final de ano,
muitos pais abriram caixas,
laços bem feitos,
sorrisos ensaiados.
Ganharam o que brilha,
o que se compra,
o que se exibe,
o que termina no uso.
Mas o que muitos desejam
não vem com etiqueta...
querem ternura sem data,
abraço que não tenha pressa.
Querem cuidado cotidiano,
presença que não negocia,
escuta que não se ausenta,
amor que não pede ocasião.
Um dia, quem hoje presenteia
também sentirá o peso do tempo,
e aprenderá, tarde ou cedo...
Que carinho verdadeiro não se embrulha.
Há uma grandeza silenciosa na vida comum: nos laços que tecemos dia após dia, na fé que sustenta nossos passos, nos sorrisos e lágrimas partilhados.
O extraordinário não reside em roteiros grandiosos, mas na coragem de construir algo duradouro: um lar, uma família, memórias simples que ecoam pela eternidade.
A verdadeira beleza da existência floresce justamente onde menos se espera: nos detalhes ordinários que, ao final, revelam-se milagres cotidianos.
O inimigo tenta laços e embaraços
Pra me envergonhar, mas não vai
Porque eu não estou sozinho nessa guerra está comigo O Braço Forte do Senhor Bispa Sônia e Pastor Lucas
O Tesouro que Permite a Escolha e Não Depende de Sangue
Os laços que não são de sangue, que podem ser escolhidos, que não podem ser forçados, que devem ser nutridos, tanto no sucesso quanto no fracasso.
Mesmo distantes, eles se mantêm por perto, aquele apoio imprescindível de abrigo e abraço, por meio de atos ou de uma boa conversa.
A relação sincera que acontece entre amigos quando a amizade é saudável. Graças ao Senhor, um tesouro nesta terra cujo seu valor é inestimável.
EM FAMÍLIA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Entre família não se trata apenas de laços consanguíneos, mas de um complexo entrelaçamento de consciências que se encontram sob o mesmo teto para um aprendizado mútuo, silencioso e contínuo. A convivência familiar é, em sua essência, um laboratório moral, onde as imperfeições se revelam sem adornos e as virtudes são convocadas à prática diária.
No ambiente doméstico, as máscaras sociais se dissipam. Aquilo que o indivíduo oculta no convívio público emerge com espontaneidade entre os seus. É nesse cenário que o orgulho se evidencia, que a impaciência se manifesta e que o egoísmo, muitas vezes sutil, denuncia-se em pequenos gestos e palavras. Contudo, é também ali que a renúncia encontra espaço, que o perdão se exercita e que a caridade deixa de ser discurso para tornar-se atitude concreta.
Entre família, as divergências não são falhas do sistema afetivo, mas instrumentos pedagógicos da existência. Cada conflito carrega em si uma oportunidade de lapidação interior. Aquele que compreende tal mecanismo deixa de exigir perfeição alheia e passa a responsabilizar-se por sua própria transformação íntima.
Sob a ótica espírita, a família não se constitui ao acaso. Espíritos afins ou necessitados de reajuste reencarnam juntos, atraídos por leis de afinidade e de reparação. Assim, muitos dos desafios enfrentados no seio familiar não são castigos, mas reencontros providenciais destinados à harmonização de débitos pretéritos e ao fortalecimento dos vínculos verdadeiros.
É por isso que amar entre família exige mais do que sentimento. Exige disciplina emocional, vigilância constante e, sobretudo, humildade. Amar, nesse contexto, é ceder quando necessário, compreender antes de julgar e silenciar quando a palavra pode ferir mais do que esclarecer.
Não há evolução autêntica que prescinda do convívio familiar. É ali, no cotidiano aparentemente simples, que o espírito se prova, se revela e se reconstrói.
E aquele que aprende a amar verdadeiramente dentro de casa, ainda que entre dores e renúncias, torna-se apto a irradiar ao mundo uma luz que não se apaga diante das adversidades, porque foi acesa no lugar mais difícil e mais sagrado da existência.
MIGALHAS DA GRANDE MESA.
A INGRATIDÃO DOS FILHOS E OS LAÇOS DE FAMÍLIA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Entre todas as dores que atravessam o espírito humano, poucas são tão lancinantes quanto a ingratidão dos filhos. A pobreza pode ferir o corpo. A enfermidade pode consumir os dias. As perseguições sociais podem dilacerar a dignidade. Contudo, quando o sofrimento nasce dentro do próprio lar, quando a frieza brota daqueles que receberam colo, alimento, renúncia e amor, a alma experimenta uma das mais profundas provas morais da existência terrestre.
O Evangelho Segundo o Espiritismo apresenta essa questão não apenas como drama psicológico ou conflito social, mas como fenômeno espiritual de longa duração, vinculado aos processos reencarnatórios, às leis de afinidade moral e às reparações do pretérito. A Doutrina Espírita desloca o problema da mera ótica biológica e o eleva à dimensão transcendente da consciência imortal.
A família, segundo o Espiritismo, não é simples agrupamento consanguíneo formado pelo acaso biológico. Antes de tudo, constitui reencontro de Espíritos ligados por afinidades, débitos, afetos, antagonismos e necessidades de crescimento mútuo. Muitas vezes, aqueles que hoje se chamam pai, mãe, filho ou irmão já estiveram unidos em existências pretéritas sob outras circunstâncias. O amor pode reunir. O ódio também. A reparação moral frequentemente reorganiza os vínculos que outrora foram destruídos pelo orgulho, pela violência ou pelo abandono.
É precisamente nesse ponto que o texto de Santo Agostinho adquire profundidade filosófica admirável. O Espírito que desencarna não abandona instantaneamente suas paixões. Leva consigo ressentimentos, desejos, tendências e marcas psicológicas profundamente sedimentadas. A morte não santifica ninguém. Apenas remove o invólucro físico. A individualidade prossegue sendo aquilo que moralmente construiu em si mesma.
Por essa razão, muitos Espíritos carregam para além do túmulo animosidades violentas. Alguns despertam para o arrependimento e compreendem que somente a caridade pode libertá-los da própria inferioridade. Entretanto, compreender não significa vencer imediatamente. A consciência vacila entre o desejo de renovação e os impulsos cristalizados do passado. Surge então o drama íntimo da reforma espiritual.
Em diversos casos, segundo a ótica espírita, o Espírito pede para renascer exatamente no seio da família daqueles a quem odiou ou por quem foi odiado. A reencarnação converte-se, assim, em mecanismo educativo da Providência Divina. O antigo adversário retorna como filho. O ofendido reaparece como pai. O perseguidor nasce sob os cuidados daquele que perseguiu. A convivência doméstica torna-se oficina de reconciliação.
Sob essa perspectiva, muitas antipatias aparentemente inexplicáveis da infância deixam de ser vistas como simples caprichos temperamentais. Existem crianças que, desde muito cedo, demonstram rejeição intensa, revolta desproporcional ou frieza afetiva sem causa aparente na atual existência. O Espiritismo interpreta certos casos como reminiscências emocionais profundas, impressões subconscientes oriundas de experiências anteriores ainda não pacificadas.
Tal entendimento não pretende estimular fatalismos psicológicos nem justificar abusos familiares. Pelo contrário. A Doutrina Espírita responsabiliza moralmente os pais pelo esforço educativo e afetivo destinado ao progresso espiritual dos filhos. A educação deixa de ser mero preparo intelectual e transforma-se em tarefa sacramental da alma.
O lar converte-se em laboratório moral.
Cada gesto dos pais modela estruturas psíquicas profundas na criança. A indulgência excessiva fortalece o egoísmo. A ausência afetiva alimenta inseguranças futuras. A violência verbal produz traumas silenciosos. A negligência moral favorece tendências destrutivas já existentes no Espírito reencarnante. Assim, o Espiritismo compreende que educar não é apenas ensinar regras sociais, mas auxiliar o Espírito a dominar suas imperfeições ancestrais.
A metáfora utilizada no texto é extremamente significativa. Os pais devem agir como jardineiros atentos, cortando os rebentos defeituosos antes que se transformem em raízes profundas. O orgulho e o egoísmo, se alimentados desde cedo, convertem-se mais tarde em ingratidão, insensibilidade e endurecimento moral.
Sob o prisma psicológico, percebe-se aqui extraordinária lucidez acerca da formação da personalidade humana. A infância constitui período de plasticidade emocional intensa. Tendências morais podem ser fortalecidas ou enfraquecidas conforme o ambiente afetivo, os exemplos familiares e os estímulos recebidos. O Espiritismo antecipa, em muitos aspectos, reflexões modernas sobre condicionamento emocional, desenvolvimento ético e estruturação psíquica da consciência.
Entretanto, o Evangelho Espírita também consola os pais que, apesar de todos os esforços sinceros, enfrentam filhos ingratos ou moralmente perturbados. Nem toda responsabilidade pertence à família atual. Existem Espíritos profundamente comprometidos consigo mesmos, resistentes ao progresso, que utilizam o livre-arbítrio para permanecerem estacionários. Nesses casos, o sofrimento dos pais converte-se em prova expiatória e testemunho de perseverança moral.
As dores domésticas possuem singular intensidade porque atingem diretamente o centro afetivo da alma. Há indivíduos que suportam heroicamente a fome, a miséria e as humilhações sociais, mas desmoronam diante da indiferença de um filho. Isso ocorre porque os laços familiares penetram regiões profundas da sensibilidade humana. O coração paterno e materno frequentemente ama sem condições, sem contratos e sem medidas.
Quando esse amor não encontra reciprocidade, instala-se uma das mais amargas experiências da existência terrestre.
Todavia, o Espiritismo procura impedir que a dor se transforme em desespero absoluto. A reencarnação relativiza o instante presente. O filho ingrato de hoje pode tornar-se amanhã o Espírito arrependido que retornará buscando reconciliação. Nenhum sofrimento é eterno. Nenhuma consciência permanece para sempre endurecida. A justiça divina opera através de séculos invisíveis ao olhar humano.
Há também dimensão sociológica extremamente relevante nesse ensinamento. Em épocas marcadas pelo individualismo exacerbado, pela dissolução dos vínculos familiares e pela cultura do imediatismo, a ingratidão filial tornou-se fenômeno cada vez mais recorrente. Muitos pais envelhecem abandonados emocionalmente. Tornam-se instrumentos utilitários descartados após cumprirem funções materiais. A sociedade contemporânea frequentemente estimula autonomia sem responsabilidade moral, liberdade sem dever e prazer sem gratidão.
O resultado inevitável é a erosão dos laços afetivos.
O Espiritismo propõe caminho oposto. A família não é prisão cármica destinada apenas ao sofrimento, mas instituição educativa da alma. É dentro dela que o Espírito aprende tolerância, renúncia, perdão, disciplina emocional e fraternidade. As imperfeições que emergem no convívio doméstico revelam precisamente aquilo que ainda necessita ser curado.
Por isso Santo Agostinho conclui exortando os pais a acolherem até mesmo os filhos difíceis como irmãos espirituais em processo de restauração. Muitas vezes, aqueles que mais causam perturbação são justamente os que mais necessitam de amparo moral. A família verdadeira não se define apenas pela harmonia natural, mas pela capacidade de permanecer unida diante das provas.
Existe profunda grandeza espiritual na mãe que continua amando o filho ingrato. Existe heroísmo invisível no pai que persevera orientando aquele que o despreza. Tais criaturas silenciosas carregam cruzes morais que raramente são compreendidas pela sociedade, mas que possuem elevado valor diante das leis divinas.
A ingratidão dos filhos não representa apenas falha afetiva humana. Em muitos casos, constitui reflexo de conflitos antigos ainda não resolvidos entre consciências imortais. E os laços de família, longe de serem acidentes biológicos passageiros, revelam-se instrumentos providenciais para a reconstrução do amor onde outrora existiram ruínas morais.
Porque, diante da eternidade, nenhuma lágrima sincera é inútil. Nenhuma renúncia amorosa permanece esquecida. E nenhum coração que verdadeiramente ama atravessa as sombras da existência sem recolher, mais cedo ou mais tarde, as claridades da redenção espiritual.
Fontes consultadas.
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Santo Agostinho
O Livro dos Espíritos
José Herculano Pires
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Os laços são lindos, variados e imperfeitos; mas, perfeito mesmo é o amor que constrói laços de relacionamentos saudáveis, duradouros e felizes.
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