Lacan frases
[...] o desejo do homem encontra seu sentido no desejo do outro, não tanto porque o outro detenha as chaves do objeto desejado, mas porque seu primeiro objeto [do desejo do homem] é ser reconhecido pelo outro.
O inesperado é que o próprio sujeito confesse sua verdade e a confesse sem sabê-lo.
Só se pode semi-dizer a verdade, está aí o nó, o essencial do saber do analista: é que nesse lugar, no lugar da verdade está o saber. É um saber que deve, portanto, ser sempre colocado em questão.
Proponho que a única coisa da qual se possa ser culpado, pelo menos na perspectiva analítica, é de ter cedido de seu desejo.
Falo com meu corpo, e isto sem saber. Digo, portanto, sempre mais do que sei. É aí que chego ao sentido da palavra sujeito no discurso analítico. O que fala sem saber me faz eu, sujeito do verbo.
Todos os tipos de coisas nesse mundo se comportam como espelhos.
Não esperem portanto de meu discurso nada de mais subversivo do que não pretender a solução.
Há incontestavelmente gozo no nível em que começa a aparecer a dor.
Afinal, não é do discurso do inconsciente que colhemos a teoria que o explica.
É a verdade do que esse desejo foi em sua história que o sujeito grita através de seu sintoma.
