Juventude Eterna Martha Medeiros
Preconceito... nunca!
Diga não ao preconceito
não julgue por região
todo irmão tem seu direito
toda cor tem sua razão
cada um com seu conceito
o Brasil tem meu respeito
e o Nordeste meu coração!
A última fé!
Pelo sertão brasileiro
é seca a perder de vista
completa mais um janeiro
e nada aqui se conquista
só Deus do amor verdadeiro
é quem dá força ao vaqueiro
pra que ele nunca desista.
Minha sina!
Eu não sabia o porque
sofria tanto o menino
tanto lugar pra nascer
e eu tive esse destino
se a seca me fez sofrer
Jesus me fez entender
porque nasci nordestino.
CAMINHO
o caminho é decerto extenso
e a estrada, um tanto estreita
nesta estada, caminho e penso
que a vida me segue à espreita
A falta de inspiração é sufocante. Ainda que o ar não falte, quando inalo o necessário oxigênio, não exalo o vocabulário mais importante. As palavras não escritas asfixiam, como o dióxido resultante. Por isso, preciso botar pra fora, ontem, hoje, agora e a qualquer hora.
NO VAZIO
a mão quando de ti se afasta
no destruidor vazio se encontra
de meus pulmões o ar se afasta
e no vazio a dor me encontra
Hoje, no quintal da minha casa, inspirei lenta e profundamente o aroma de uma vespertina brisa de outono. Senti um acentuado cheiro de boas emoções, de onde sobressaía a tal felicidade. Essa durou tanto quanto a inspiração, que, pela oxigenação, inspirou uma lenta, mas profunda mente.
Aprende-se muito na escola da vida, mas o preço varia de aluno para aluno, o período é integral, o recreio é pouco, nem sempre tem merenda, e no final, de um jeito ou de outro, dela seremos expulsos.
Fica a dica: estude e faça suas tarefas. Não espere que os outros as façam por você!
PARECER BEM NÃO SIGNIFICA ESTAR BEM
Quando alguém fala sobre problemas de saúde, em especial sobre algum doente, o interlocutor rapida e inconscientemente constrói em sua preconceituosa mente a imagem de uma pessoa debilitada, pálida, descabelada, com olheiras e olhar triste, esquálida, mal vestida, etc. Para a mencionada mente, parece não haver sentido um doente estar bem vestido, com um sorriso no rosto e, aparentemente, munido de felicidade e bem disposto.
Em se tratando de uma mulher vaidosa, que gosta de sair de casa maquiada e perfumada, toda arrumada e de salto alto, há um pensamento, machista talvez, que leva seu portador a acreditar que a doença daquela mulher é invenção ou exagero, e que se resolve com uma simples convalescença.
Por que será que as pessoas imaginam que as doenças devem ser mostradas pelo corpo, ou estampadas na face, daqueles que bravamente as suportam?
Alguém que tenha algum problema de saúde, crônico ou não, grave ou não, não tem o direito de parecer bem, de trazer da alma um sorriso para o rosto, apesar de todo o sofrimento solitário e o particular desgosto que carrega?
Por que supor, em contraposição àquele doente que aparentemente está "morrendo", que outra pessoa, também doente, mas bem vestida, bem humorada e com um sorriso nos lábios, está bem de saúde ao não mostrar sua doença? Não é razoável pensar que aquele que exibe seu sofrimento se entrega à enfermidade, enquanto o outro não? A aparência de saúde e o sorriso no rosto não seriam sinais de força descomunais?
Quando virem algum jovem, aparentemente saudável, sentado num banco para PNE, num ônibus ou em qualquer outro lugar imaginável, pensem que aquele jovem PODE ter uma doença grave, talvez terminal, mas invisível aos nossos olhos, que não o permita ficar em pé. Ele pode necessitar daquele banco mais do que um PNE com uma visível deficiência. Temos que ter em mente que a aparência não mostra necessariamente a essência.
Admirem quem tem forças para parecer bem mesmo estando mal, e não julguem pelo primeiro olhar, pois nossos olhos veem muito aquém do que aquilo que os outros têm!
