Juventude e Política
A política não sorri para quem não a conhece, mas, pressiona e impressiona os desconhecidos para amarem-na.
Ninguém se joga na lama a fim de sair de lá limpo, do mesmo modo que, ninguém faz política a fim de ser bem falado por todos.
A identidade dos angolanos não se reflete apenas numa única ideologia política, pois, o angolano reflete a magia da nossa língua e da nossa realidade cultural.
Em política os discursos não são feitos com letra de prata, são escritos com letras de cristal e verbalizados com expressões de ouro.
Política feita em silêncio não resolvem problemas, pois, o povo quer soluções e não alucinações de opositores.
O populismo é uma ameaça letal para a democracia, por isso, façamos política séria e voltada ao realismo.
A política é igual ao mar vermelho, quando estamos sobre pressão o povo quer conosco atravessar para o novo mundo, quando aparentemente está tudo bem, o povo rejubila e serve-se da água turva do mar vermelho.
A sensatez em política parece não ter fundamento, por isso, vemos gestores públicos a apossarem-se dos bens do povo sem qualquer ressentimento.
A política não determina o desenvolvimento de um Estado, pois, a visão e a mentalidade progressiva do povo é quem levam a que os políticos criem programas fiáveis e capazes de assegurarem a estabilidade do progresso existente.
Em política não existem razões objectivas que fundamentem a não realização dos interesses do povo, existem antes conveniências e inconveniências de ordem subjectivas determinadas pelo contexto.
Quando a política se começa deixar sequestrar pelo populismo obscurantista de gente ávida pelo poder, as políticas públicas de desenvolvimento do Estado tenderão a ser feitas com base na ignorância do povo.
O maior de todos os riscos na política actual está no seguidismo digital, onde a perspicácia de um político de gema é posta em causa pelas balbúrdias ilusórias e infames vertidas pelos ditos influenciadores digitais contra as instituições e entidades do Estado.
A maior dificuldade de quem governa não está na forma como política ou administrativa deve gerir o País, está antes na forma como deverá fiscalizar as actuacões objectivas ou subjetivas dos seus Ministros.
A política não se compadece com previsões de desenvolvimento ilusórios, pois, ou o povo vive próspero ou povo morre desgraçado.
Uma política mal gizada é igual a um povo sem rumo, caminha em direção a prosperidade e vive desolado pelo desespero.
Não podemos deixar o povo à mercê de si mesmo, pois, somos a promessa política de que as suas vidas conhecerão dias melhores.
A dimensão da política e da ignorância, avalia-se na ilusão de cortes de fitas, que feitas aos olhos do povo, levam com que este rejubile sobre a sua própria desgraça e se insurja contra o seu bem-estar.
