Justiça
"De tempos em tempos, duas questões vêm e me assombram a alma:
A primeira, a partir de quando a tecnologia da automação substituirá quase a totalidade da força de trabalho humano nas atividades comuns, com a extinção da imensa maioria dos postos de trabalho que temos hoje.
A segunda, saber se nesse período as pessoas nascerão fadadas a miséria, fome e criminalidade, um tanto do quanto já vemos hoje, ou se finalmente teremos evoluído enquanto humanidade para compreender o sentido e a relevância dos conceitos de redistributividade e justiça social.
Embora não tenha nenhuma previsão de resposta quanto a primeira, receio pela sua brevidade, já quanto a segunda, tenho medo de pensar sobre tanto, no entanto, não me calo, por isso reflito, instigo e falo."
Por mais experientes que sejamos, nós nunca estamos prontos para um nocaute, seja no esporte ou na vida.
Em ambos os casos, o golpe fatal acontece de ímpeto, num breve "baixar de guarda".
A diferença é que, no esporte, o atleta conhece o seu adversário e treina incansavelmente para enfrentá-lo: dentro do ringue, durante um tempo determinado de luta, seguindo as regras e os padrões do jogo.
Mas na vida não existe ética por parte dos que desferem contra nós. O ataque sempre é de modo covarde e cruel, vindo muitas vezes daqueles que não estamos preparados para confrontar.
Nos esportes, os melhores vencem.
Os mais fortes sobem ao pódio e ganham as medalhas.
Nas batalhas da vida são os bons, os que mais apanham.
Os troféus dos justos, na vida, são suas derrotas.
"Trabalhar para construir nossa emancipação econômica é uma felicidade, encontrar uma atividade que ao mesmo tempo promova além de si, também o elevar do próximo, devolvendo-lhe alguma medida de dignidade e justiça, aí está um verdadeiro júbilo da alma."
"Indecifrável sabermos como nossas almas se entrelaçam por nossos propósitos, se nós os escolhemos ou eles quem nos escolhem, ainda assim desde o dia em que jurei servir à Ordem, de uma única coisa resguardo minha fé, fazer de mim uma espada em favor da consecução do Direito, mas sobretudo, naquela sua proporção que há de mais sublime, o Justo."
Há coisas das quais não gostamos
e coisas que devemos evitar
para que não seja propagado o mal
no mundo e em nós.
É natural que algumas vezes nos revoltemos
e nos indignemos com as coisas ruins.
Isto é sinal de que avançamos no bem.
Mas julgar e condenar alguém por suas falhas
já não nos cabe como indivíduos,
pois quem somos nós,
senão meros errantes e pecadores,
também cheios de defeitos?
A punição aos que erram deve ser no sentido
de isolá-los da sociedade, caso representem perigo a ela,
e levá-los à reflexão e ao aperfeiçoamento moral.
Qualquer outro tipo de punição é desumana, vil,
e se assemelha ao ato do infrator.
Posto diante de todos estes homens reunidos, de todas estas mulheres, de todas estas crianças (sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra, assim lhes fora mandado), cujo suor não nascia do trabalho que não tinham, mas da agonia insuportável de não o ter, Deus arrependeu-se dos males que havia feito e permitido, a um ponto tal que, num arrebato de contrição, quis mudar o seu nome e para um outro mais humano. Falando a multidão, anunciou: “A partir de hoje chamar-me-eis Justiça”. E a multidão respondeu-lhe: “Justiça, já nós a temos, e não nos atende”. Disse Deus: “Sendo assim, tomarei o nome de Direito”. E a multidão tornou a responder-lhe: “Direito, já nós o temos, e não nos conhece”. E Deus: “Nesse caso, ficarei com o nome de Caridade, que é um nome bonito”. Disse a multidão: “Não necessitamos caridade, o que queremos é uma Justiça que se cumpra e um Direito que nos respeite.”
“Uma punição só é justa quando necessária, porém, para certas pessoas, chega a ser tão necessária quanto justa.”
Airton José Marchi-"Expressões"
Devemos proceder como Abraão, o ancestral dos judeus: Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça. (Gênesis 15.6)
Sem empatia é impossível entender a complexidade e particularidade dos casos, quiçá exercer decisões justas para todas as partes envolvidas.
Em algum momento da vida teremos uma certeza: A de que a vida não é justa simplesmente porque muitas pessoas não o são!
Por mais que a razão esteja a favor de ti e contra o outro, ou vice versa, nada justifica o desrespeito.
O erro mais perigoso da humanidade é a busca do poder fora de si,
em querer controlar o outro e o meio ambiente, antes de controlar a si mesmo.
Em obter energia na quebra da estrutura harmônica dos átomos e por consequência arriscando toda a vida ao redor e do seu próprio DNA.
Se autodenominar dono da Terra e utilizar da vida animal vegetal e mineral consumi-los e descartando-os levianamente em seguida.
E se há o Bem e a Justiça, não deixarão continuarmos nessa insana jornada impunemente por muito tempo.
Cada um de nós há essa voz, que clama por harmonia e justiça, por uma vida digna e livre de todo mal e insanidade e egoísmo...
Apenas a ouça e a deixe falar!
