Justiça
A experiência e o hábito fazem do homem a própria medida da justiça, garantindo que o direito se aplique com equilíbrio e moralidade.
A justiça distributiva exige que méritos e honrarias sejam concedidos com base na virtude e na relevância para a cidade, fortalecendo o senso coletivo.
O sentimento de justiça nasce da educação moral, fazendo com que a lei seja respeitada não pela imposição, mas pelo reconhecimento de seu papel na ordem social.
A justiça aplicada sem prudência se torna um mero formalismo, enquanto a decisão virtuosa deve ser um reflexo da moral compartilhada pela pólis.
A Balança Quebrada da Justiça
A justiça, idealmente, deveria ser uma balança imaculada, cega às distinções sociais e pesando unicamente os factos. Contudo, para uma parcela significativa da população, a realidade manifesta-se sob um véu opaco, onde a clareza dos princípios é obscurecida pela disparidade de recursos e pelo aparente descaso. Observa-se, com frequência alarmante, que a robustez de um sistema judicial se dissolve quando confrontado com a vulnerabilidade económica do cidadão.
O acesso pleno e eficaz à justiça, consagrado em textos fundamentais, parece, na prática, submeter-se a uma interpretação elástica que favorece quem detém o poder aquisitivo. A complexidade intrínseca dos procedimentos legais, aliada à percepção de uma indiferença por parte de alguns profissionais do direito, transforma a defesa de um direito numa odisseia solitária e, por vezes, inglória. O aconselhamento apressado, a falta de comunicação ou a recusa em explorar vias de recurso legítimas, sob a justificação de valores ou prazos que, na verdade, não são absolutos, geram um sentimento de abandono e profunda injustiça.
A crença na imparcialidade do julgamento é corroída quando se testemunham sentenças que parecem ignorar evidências claras ou dar peso desproporcional a certas narrativas, em detrimento de outras. A ideia de que erros graves, ou até mesmo intencionais, possam persistir sem contestação eficaz, especialmente em esferas onde a "última palavra" deveria ser a verdade, é um golpe devastador na confiança institucional. O cidadão comum, ao confrontar-se com tal realidade, sente que a sua voz se perde num labirinto burocrático e que a "corda" inevitavelmente arrebenta para o lado mais fraco, deixando-o num estado de desamparo e desilusão profunda.
Este cenário levanta questões severas sobre a verdadeira equidade de um sistema que, apesar de seus ideais nobres, parece, na prática, privilegiar o poder sobre a razão e o recurso sobre o direito. A percepção de que a verdade material é sacrificada em prol da celeridade ou da conveniência de um lado, enquanto o outro suporta o fardo de uma condenação injusta, mina a própria fundação da justiça.
Rodrigo Gael
JUSTIÇA BRASILEIRA FALANDO:
"Batom à parte, quero informar que só a partir desse ano (2025) ouvi falar dessa lei Magnitsky e, portanto, brasileiros, brasileiras e demais, nem se preocupem com isso, pois não vai dar em nada, apesar de já estarmos de dedos cruzados"!!!
Pedro Marcos
Onde há democracia verdadeira, há liberdade, justiça e a esperança de um futuro mais igualitário para todos.
"Ter Fome e Sede de Justiça é almejar ver honestidade, Integridade e Justiça na sociedade, através de uma santidade prática em sua própria vida".
Em outra vida, quem sabe, em que houvesse justiça, eu teria ficado ao seu lado até que minha alma eterna se transformasse em pó.
"O sangue de Jesus representa a justiça eterna em nosso favor. Sem esse sacrifício, não haveria nenhuma possibilidade de escaparmos no dia do juízo, pois nossa absolvição diante de Deus depende da aceitação de nosso substituto. A nossa resposta ao sacrifício de Cristo determina nossa sentença: se aceitamos, não há condenação, se rejeitamos a condenação
é certa" Justificação para Principiantes, pág. 242.
Ser advogado ou advogada é trabalhar para que a justiça seja justa e imparcial, sempre baseada na legalidade, protegendo os direitos de quem realmente tem direito. A justiça não deve ser influenciada por paixões políticas ou emoções, mas sim pela razão. E essa responsabilidade cabe a nós, profissionais do direito, que atuamos como verdadeiros fiscais das leis.
A justiça precisa ser guiada pela razão, e não por paixões políticas ou emoções. Essa responsabilidade é dos advogados e advogadas, que têm o papel de zelar pelo cumprimento das leis de forma justa e imparcial.
Advogados e advogadas são os profissionais que defendem a sociedade junto à justiça, garantindo que todos tenham um julgamento justo.
O advogado desempenha um papel crucial como interlocutor do cidadão junto à justiça, e a demora nos processos pode gerar frustração e desrespeito aos direitos do cidadão e do profissional.
