Julgar por um Erro
Eu fico tentando imaginar uma forma de fazer as pessoas enxergarem suas próprias vidas, seus medos, indecisões, suas alegrias e tristezas. Bom, pense comigo. Imagine que legal seria você se ver de uma forma que você não consegue enxergar. Saia do seu corpo, observe as palavras que você pronuncia, suas decisões, seus julgamentos, seus erros, suas conquistas, seus fracassos, e tente observar os mínimos detalhes, aqueles que passam despercebidos por nós, mas não aos olhos dos outros. Faça a experiencia de olhar para dentro de você. Sente em um lugar calmo, que se sinta bem, relaxe, e comece rodar um filme em sua mente, como se estivesse assistindo sua própria vida, sua própria história. Nesse filme, perceba aquilo que você tem de valioso, aquilo que faz bem a si próprio e aos outros também. Observe aquilo que te entristece, e que faz o outro sentir mais ódio, medo, e rancor de você mesmo. Olhar para o outro, e apontar o que de bom e ruim ele tem, todo mundo faz (e a todo momento), mas olhar para si próprio e apontar os seus próprios defeitos e qualidades, quase ninguém consegue. Reflita sua vida, tire a venda dos olhos, e encare tudo aquilo que você ainda não conseguiu, porque ainda não teve coragem.
Frustrações Nossas de cada dia
Despejar sem piedade nossas mais vulgares frustrações, projetando para o universo os tropeços e possíveis imperfeições do outro, digo possíveis pois somos todos imperfeitos e sou cheia de defeitos - contudo sem condições de julgar qualquer pessoa, é prova inequívoca de vossa ausência ou diminuição de caráter.
Ao borbulhar as quedas e os equívocos vitais de alguém, o outro prova que é deveras incapaz de crescer, de encontrar o seu lugar no mundo, e que a sua sombra corre para um lugar de escuridão pessoal. Mais que isso, que a pessoa a quem ele descreve com tanto ódio e minuciosamente é sem dúvidas uma pessoa solar e iluminada, que tem defeitos, mas, que o brilho ofusca as suas humanidades negativas.
Antes de julgar alguém pelos dedos de terceiros, e não por seus olhos cabisbaixos ou por sua gagueira, suor nas mãos e alteração na voz, perceba o que há por trás destes sinais, depois, faça você as suas próprias observações e não esqueça: Você já errou um dia, e não é possível apagar teus desalinhos.
A cerca de 2.000 anos,
um homem inocente foi condenado, preso, torturado e crucificado
por um erro do Poder Judiciário.
Passados todos esses anos,
ainda temos esperança
de que o Judiciário não continue errando.
Aquele que enxerga qualidades no outro, é, inconscientemente, portador das mesmas. Aquele que só enxerga os defeitos, também.
BARULHO
Hoje acordei zonzo
Com o barulho do mundo
Não escutei ferramentas em orquestra
Para um firme propósito
Socorro!
Também nem sabia que o ócio berrava!
E lá “ele” estava
Nada fazia, tudo julgava
Cruel diapasão
A si perfeição
Ao outro afinando
Eram gritos esganiçados
Desmedidos
De arrancadas e freadas inopinadas
Correndo, parando
Seguindo gritando
Entre nota e outra
Segue apontando
Aos outros bradando
Aquilo que “é certo”
Tormento, lamento
De tudo se escuta
Onde andas labuta
De luta diária
Sutil salafrária!
Oh errante caminheiro
Deixe de lado o vespeiro
Segue teu sonho
Com tua batuta regendo
Os dentes rangendo
A ti não pertencem
O julgamento prossegue
E tua sentença bem sei
Mais cedo ou mais tarde
Em tamanho alvoroço
Corpo judiado
Com espírito moço
No silêncio da alma:
Tua coroa é o esforço!!!
A injustiça costuma se manifestar bastante quando maus solucionadores de problemas agem sem sabedoria e distantes da luz do conhecimento.
