Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
Você realmente o ama, não é? Uma pergunta simples, não uma unica frase mencionada, mas alguém veio à sua mente, não foi?
É engraçado como as pessoas que sabem menos sobre mim, sempre tem muito a dizer quando tocam no meu nome.
E é sempre assim… eles querem saber por cima, como eu estou… nunca querem saber como eu me sinto. Se não tiverem tempo pra ouvir, finja não se importar.
Você não quer saber o que essa garota sente não é? Mas quer saber o que ela pode te dar… você só quer receber. Acho que ela pode te dar uma coisa que você não esperava… que nenhuma outra teve coragem de dar… tipo um tapa na cara assim, bem dado.
3 dias foram o bastante pra ela se apaixonar, pra esperar vê-lo de novo, ela esperava encontrá-lo como quem espera um presente tão desejado no Natal… ela queria ele, como nunca quis alguém. 3 dias ela ficou em casa, depois de saber que ele saía à noite e fazia o que queria. 3 meses ela guardou isso dentro de si para não ver seu coração quebrado em 3 segundos, por conta de 3 meninas que à odiavam e iriam acabar com tudo, sem ao menos ter começado. Passou mais 3 meses, e ela juntou toda sua coragem pra ir até ele. Ele, em menos de 3 semanas, pediu pra namorar com ela, afinal, ele estava solteiro. 3 anos juntos. Mas nada corria muito bem, mas ela aguentava porque acreditava na mudança… que nunca acontece. De 3 em 3 dias, ela escrevia uma carta pra ele e guardava na sua caixa, escrevia tudo que ele à proporcionava quando estavam juntos, felicidades e decepções. Um dia, ela estava dormindo… e às 03:00am ele liga, dizendo que já não consegue mais dormir, dizendo que precisa acabar com tudo aquilo, porque ele está num triângulo amoroso e não queria mais a machucar. Silêncio por 3 minutos. Ela desliga e escreve sua última carta, terminando com a seguinte frase:
3 anos que você joga no lixo em 3 minutos.
Você vai pedir pra voltar em 3 meses, e eu vou te dizer 3 coisas.
Passaram-se 3 meses, lá estava seu celular cheio de mensagens dele. “Volta pra mim, eu fui um idiota, eu sei”. Ainda machuca, mas pensando no que merecia e não no que sentia, ela responde curtamente:
Agora é tarde.
Pessoas que me fazem tão bem em tão pouco tempo… e eu fico me perguntando; porque foram demorar pra aparecer na minha vida?
Quando você sabe que é real e que te faz bem, ninguém mais precisa dar opinião porque tudo o que você precisa é aproveitar cada momento, porque as coisas passam.
Não me conformo como pode existir pessoas tão céticas à ponto de não acreditarem em nada. Não acreditam em Deus, no amor e nem no mal.
Vou sempre admirar quem mantém o sorriso no rosto nos piores momentos, eu já não consigo mais, foram tantas as vezes que eu me passei de forte, que eu me aproveitei do sorriso pra dizer que estava bem, que hoje já perdeu o sentido. Desabar é a atitude mais sincera que posso fazer agora.
Eu te quis tanto, tanto, tanto, que fiquei esperando partir de você a vontade de ficar comigo… só pra te respeitar, mas sabe, não aconteceu.
Você mudou? É, eu sei. Só queria que mudasse para melhor. Mas não se importe, só estou me lembrando de como você costumava ser, assim, para matar as saudade.
Estar com um pé atrás pensando que no final tudo pode dar errado, não é ser negativo, e sim, preparado pro que vier.
Pode ser que eu seja estranha, ou até mesmo comum demais, mas, enquanto tiver uma pessoa me amando do jeito que eu sou, não vou mudar não.
E eu caí na bobeira de achar que ser adolescente é uma fase de curtição, mas não, é sim uma fase de aprender lições. Lições que levarei pro resto da vida, principalmente aquelas lições que o amor me deu, quando eu estava despreparada.
Chega uma hora que cansa de brincar de ser feliz, e deixamos que tudo exploda, sem ligar para as consequências.
Você não sente falta dele, apenas sente falta do que achou que ele era. E também, não o ama, apenas ama imaginar o que ele poderia ter sido pra você.
Me fale seus planos antes que eu faça os meus, porque pessoas mudam e corações devem seguir em frente.
Não é fácil se entregar a alguém que nos fez apaixonar tão rápido, mas, mesmo assim o fazemos, sem pensar na dor que virá depois.
