Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
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O homem que não é indulgente com os outros, ainda não se conhece a si próprio.
O coração enlutado eclipsa o entendimento e a razão.
Ainda que perdoemos aos maus, a ordem moral não lhes perdoa, e castiga a nossa indulgência.
O valor mais resoluto é o que procede da desesperação.
Os povos desencantados tornam-se insubordinados.
Há empregos em que é mais fácil ser homem de bem, que parecê-lo ou fazê-lo crer.
É muito difícil, e, em certas circunstâncias, quase impossível, sustentar na vida pública o crédito e conceito que merecemos na vida privada.
O lisonjeiro conta sempre com a abonação do nosso amor-próprio.
O mais vulgar dos absurdos é não aceitarmos os meios para atingirmos aquilo que queremos.
Os homens têm querido dar razão de tudo, para dissimular ou encobrir o seu pouco saber.
Somos tão avaros em louvar os outros homens, que cada um deles se crê autorizado a louvar-se a si próprio.
Os moços são tão solícitos sobre o seu vestuário, quanto os velhos são negligentes: aqueles atendem mais à moda e à elegância, estes à sua comodidade.
O homem que frequentes vezes se inculca por honrado e probo, dá justos motivos de suspeitar-se que não é tal ou tanto como se recomenda.
O melhor sono da vida a inocência o dorme, ou a virtude.
Os crimes fecundam as revoluções, e dão-lhes posteridade.
A celebridade, que custa pouco, tem pequeno fulgor e duração.
Os homens nos parecerão sempre injustos enquanto o forem as pretensões do nosso amor-próprio.
Ganhamos frequentes vezes perdoando oportunamente.
Quando temos muita luz, admiramo-nos pouco; mas, quando ela nos falta, acontece o mesmo.
É nas grandes assembleias deliberantes que melhor se conhece a disparidade das opiniões dos homens, e o jogo das paixões e interesses individuais.