Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
De Curitiba pra mundo poesia curando os absurdos, Deus é eterno e absoluto, viajo em sondas sonoras, criando agoras, flertei, me rebaixei, meu pensamento libertei, problemas enfrentei, segredos que sei, corpos amei, no bar com copos, na igreja amém, sapiência é excelência na Terra de aparências, flicçao, flicçao, fique são, dicção, fixação, Dalila e sanção, verdade tipo o som do facção, no sistema infiltração, Sabotage, o poder e destrutivo conforme age, no deserto miragem. Nas redes sacanagem.
Cabeça vazia, procuro a verdade, pode estar em um livro na estante, ou em semblante no instante, melanina, serotonina, antitoxina, flicçao, aflição, fique são, dicção, ficção. Tomada de atitude.
Traga-me a verdade absoluta sobre nossa existência que, eu lhes trarei a dúvida de existir na agonia de aporias intermináveis as quais remontam nosso passado.
Procurei Deus no céu, mas o encontrei nas coisas, era tudo palavra, pensamento, sentimento que me entretinha, sílabas que penetravam no corpo metamorfo. Tínhamos que fazer escolhas, vivíamos presos ao contexto histórico, em meio a construções contemporâneas uma voz onisciente, onipresente e onipotente ecoava, o remetente se transformava em destinatário, a palavra que estava no dicionário, uma vela a menos no seu aniversário, vocabulário, calendário que prende o canário. Versículo, capítulo, cada um segue seu caminho, ninguém sabe o seu verdadeiro objetivo. Sociedade, palco, teatro, sou matéria que no vácuo preenche o espaço. Tratado de paz, az, natural a ponto de expor o sentimento, liberação de talento, manutenção de segredos.
A vida é uma tragédia, não estamos vivendo, mas sim morrendo, cada dia que passa nos aproximamos do fim.
Nossas experiências positivas são a contemplação da vida, nossas experiências negativas são o caminho para essa contemplação.
