Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
O sistema que criamos para sobreviver é o de servir como engrenagem de uma máquina que produz para o lucro de terceiros.
O sistema precisa me manter: alienado, adestrado, teleguiado, doutrinado, hipnotizado e alcoolizado para renovar meu
ciclo de servidão.
É tanta propaganda, que fica difícil diferenciar o falso do verdadeiro. Talvez a maior ilusão seja acreditarmos que algo é real, onde a única existência comprovada é a que explora nossos sentidos.
O equilíbrio é fundamental no convívio entre os homens, o bem deve estar acompanhado do mal. Quem demonstra muita bondade é passado paratrás por quem percebe e julga ingenuidade. Você vive a vida não prejudicando ninguém porque acha errado, para que alguém te prejudique porque acha que faz parte do espetáculo.
Naquele dia, eu senti ódio e desejo de vingança; por mais que eu tivesse razão, deixei que o tempo se encarregasse, e o ciclo se encerrasse. Não sou cristão, mas quero seguir o conselho de Cristo: perdoar meus inimigos.
Eu confiava em todos que sorriam, eram educados e se diziam meus amigos; “eu era gente boa”. Um imã que atraia aproveitadores.
Não é questão de dramatizar ou romantizar a vida, é uma questão de sermos humanos. O que é ser humano? Pensar, refletir, explorar consumir, criar e destruir?
Não adianta discutir com um alienado.Se quiser mudar o mundo, deverá criar um novo tipo de existência, para que se espelhem na sua.
Quando dizemos: “mundo”, nos referimos ao mundo dos homens: o mundo real vai além deste formigueiro.
