Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
Pensamento líquido que se infiltra no cimento. Ouro? É água que mata sede no deserto. Sabedoria? Por que o negativo precisa existir pra que eu possasorrir? O caos tem que existir pra que eu viva em paz. Sempre vivi no pecado. Escrevo pra mudar o que me impede de tentar; escrevo pra curar angústia da existência sem propósito, vou além do óbvio, dou sentido pro ócio. Vou aproveitar meu tempo livre pra trabalhar pra Deus.
Amor Obscuro
Somos osso e carne,
Espinha e cartilagem,
Cobertos por desespero
Somos eu e você
Contra o mundo inteiro!
Fomos feito sem motivo próprio,
E separados por um imenso céu azul;
Eu fiz de tudo pra vencer a morte
Para está ao seu lado,
Até o fim de tudo.
Vinhemos do Sul, mas também do Norte,
Pertencemos as trevas, mas também a luz,
Somos anjos caídos sem muita sorte,
Vagando por essa terrível humanidade
Que nosso amor nos conduz!!
A ciência tem permissão para invadir túmulos e desrespeitar culturas, todo resto mortal estudado é um ataque as crenças populares de antigamente.
Perdendo ou ganhando a vida nos ensina o que é perder e o que é ganhar . Por isso não desista se passar por perdas, assim como não desistimos quando ganhamos.
Alguns dizem que o mundo é o inferno, mas estes mesmos julgam o mundo dos homens como sendo o principal, mas na realidade este está inserido no verdadeiro mundo que é o toda, a existência na sua totalidade, quando nos conectamos com a natureza percebemos que somos pequenos sozinhos, somente com essa conexão com o todo a vida flui.
Tô na Terra de passagem. Me encontro na viagem, paisagem e miragem; refletindo sobre o destino. Sou eu, ou Deus quem abre os caminhos? Deveres no raciocínio, afazeres que antecedem o declínio; plano de fuga; galho de arruda. O mundo é um Deus nos acuda; dedo que aponta, acusa. Mente pensante, da alienação não tá exclusa. Na mesa pega e debruça, com a refeição se empapuça. Quem se ofende veste a carapuça - de lança cutuco a consciência da onça na seção de kama Sutra.
Mente livre que desbrava seus limites, comportamento que renova seus horizontes. Estado de espírito, contrato vitalício, sou mais do que o Vinicius. Me encontro no centro da cidade. O capital, o que nos move a vaidade; a alma clama por amor, carinho e atenção, mas nosso trabalho é na matéria, objetos são a nossa obrigação. Trabalho é tempo perdido quando investido no sonho alheio. Prometo que dessa vez serei mas preciso - o tempo é curto - direi tudo que preciso: saúde, liberdade, imaginação pra lidar com qualquer situação, um banho pro espírito;por meus atos me responsabilizo, fragmentos de ações que me cobram no caminho. Sensibilidade pra doutrinar cada ação, escrevo meus mandamentos, o meu próprio alcorão.
O vazio da alma, somado aos traumas, remediado pelas drogas. Inteligência humana focada em ganho massivo, expressivo; o andarilho eu contabilizo - me disseram que é normal tudo isso - esqueceram de estudar a história, falta de conhecimento e aborrecimento gera paranoia. Legalizaram venenos. Mal sabemos o que queremos. Domesticamos animais, do planeta nos achamos os tais. O que move o mundo é que sejamos rivais, cansei de ter que fingir pra agradar. Vou dizer tudo que penso, e quem queira se afastar ou me acompanhar que o faça, muitos são apenas carcaça. Sei que quando julgo isso também me afeta; é perigoso usar a palavra direta, que esquenta a alma, que descongela e grita, cicatrizando os traumas.
Quando penso na minha vida, penso nela como um todo - ela não é só o meu corpo, mas sim tudo que existe; o mundo também sou eu, da mesma forma que também sou o mundo.
Vivência de uma vida, mera existência no tempo, entre a ida e vinda, só resta o momento.
Me lembro de quando a essência era a inocência, agora ambição. A reflexão é minha ciência, meu tesouro é meu coração.
Nietzsche confundiu o senso comum, quem o conhece sabe que ele foi o maior espiritualista do século XIX.
