Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
Cansei de pensar no que vejo, agora vou analisar o que se esconde atrás das aparências, começando pelo que vive invisível no meio de nós.
No deserto, escravos sacrificam suas vidas para erguer monumentos a mando de seus senhores que desejam ser enterrados com suas riquezas sob suas pirâmides.
Até alguns séculos atrás, os europeus invadiam territórios em busca de escravos para seus compatriotas, hoje são os escravos que atravessam o oceano para servir outras nações. Atualmente, abaixo da linha do equador, pouco se fala em revolução -vivemos tempos onde o homem se acomodou com sua condição de submissão.
Ninguém vai te elogiar pelos seus acertos, mas todos irão te condenar por seus erros. No fim, nossa luta é solitária, por isso não devemos temer nos apegar a verdade, aquele que conhece sua condição humana, não se cobra além do necessário.
Processo de criação, introspecção, fração de segundos pensando no que faz falta, esqueci do que já tenho, me empenho, a maçã do jardim eu mordi, relembrei o que vivi, ando meio esgotado, luto todo dia pela sobrevivência do corpo, minha alma grita, as vezes eu ouço. Me resolvo no texto, ou ao menos tento, livre como o vento, se algo não existe, eu invento, momento que se repete, fugi da rotina, produzi serotonina, anfetamina, bebida. Olhares vazios a procura do nada, trabalhador com a inchada, o senhor com sua estátua, planejamento do clube, segredos que eu soube.
A diferença entre o maçom da idade média e o pós moderno é que o de antes lutava pra proteger os fiéis, o de agora faz com que os fiéis lutem por ele.
A única força hierárquica que eu respeito é Noûs e Poimandres, os demais são convencionais oportunistas.
