Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
Observei os atos do mal intencionado. Ele utiliza técnicas de persuasão, entra em sua vida e retira o que é bom.
O condenado é julgado pelo erro do passado. E paga até que seja perdoado. Mesmo tendo o tempo passado, sempre será cobrado. Alterando a sua imagem perante os que fazem o possível para parecerem perfeitos. Estão ocultando seus erros em prol de uma miragem aos olhos alheios.
Paro o tempo, igual Neo na Matrix, quando os gatilhos disparam. Não preciso desviar, as balas não me atingem, controlo o tempo espaço, faço todas caírem.
Alguns pensam que quero impressionar quando escrevo, mas na verdade, quero me libertar de mim mesmo.
Dizem que pra mudar o mundo é preciso mudar a si mesmo, então eu mudo, pra que o mundo mude com o meu exemplo.
Filósofos buscam em pensamentos complexos meios de decifrar a vida, mas a resposta está no que antecede a escrita, a verdade mora na simplicidade da poesia.
Me sinto triste, exponho e dou a cara a tapa pro seu julgamento. Cansei de fingir que está tudo bem e ignorar o sofrimento. São dias que vão passando ao qual não estamos vivendo. A cidade
cresce, enquanto a alma diminui. Francamente, me diz no que esse plano nos inclui? Espetáculo armado pra drenar juventude, depois vem o descarte
prático: mundo líquido ilude.
