Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
Se eu pensasse que o poeta havia armado uma armadilha, eu não iria, mas naquele dia, eu ouviria, era sobre manias, sobre viver o agora sabendo que tudo termina um dia.
Não quero apenas escrever palavras vazias, é sobre escrever palavras que inaltecem a vida, perdemos tempo usando o intelecto pro que foi previsto no veto, sou simples e direto quando do testiculo,
escrevi versos de amor quando joguei fora os de dor, agora que vejo a cor, me inspiro com a flor, observo o brilho da luz natural, que ilumina o dia, que traz a tona a vida, me indignaria se um dia o que eu mais desejasse fosse dizimado, minha alma em frangalhos, não valia cascalhos, mas era mais um macaco no galho.
O problema não é a divergência da minha opinião com a sua, o problema é a falta de respeito que impulsiona ao ataque.
Às vezes, nos armamos contra um inimigo, mas não há inimigo, então nos damos conta que o único inimigo somos nós.
O tempo me amadurece causando danos e ganhos, independência de mim mesmo eu proclamo. Reviso todas as minhas escolhas, o que cada uma resultou, uso a expressão à procura de excelência no próximo ato, necessito que tu me afrontes, preciso de um motivo pra por pra fora a fúria, destravo tudo que impede o sentimento de se expressar. Botei minha cabeça pra pensar, não me resta outro escolha, se não forjar minha própria armadura.
A filosofia é a única capaz de trazer paz em momentos de aflição, tratando o problema pela raiz em vez de procurar uma solução.
Quando ultrapasso a barreira que tanta me impedir, é quando eu cresço compreendendo e me prevenindo do que tenta destruir.
