Jardim das Borboletas Vinicius de Moraes
Tem horas que cansa fingir que está tudo bem e sorrir, não, não estou bem e vou expor para o mundo: porque a culpa não é só minha.
Filosofia é igual arte, não há como explicar uma obra prima, é tudo muito subjetivo, no caso da arte é quase sempre abstrato.
Enquanto o objetivo do casamento for à estabilidade financeira, para a parte com recursos limitados a melhor opção será o: divórcio.
Tem horas que cansa sorrir e fingir que está tudo bem, não, não estou bem e vou expor para o mundo: porque a culpa não é só minha e eu não vou carregar esse fardo sozinho.
Por que é certo um animal matar outro animal, ou um homem matar um animal, e é errado um homem matar outro homem?
Resgatar antigos conceitos, conselhos... me apego aos meu apelos, por aquilo que aquece minha alma; me cura do trauma; são pessoas vivendo uma vida coletiva de forma individualista, pega e coloca na sua lista suas prioridades de vida. Ninguém se importa com quem está no fundo do poço. Prefiro ser verdadeiro, reflexivo, emocional; faço de cada frase meu livro sagrado, cápsula temporal, atemporal, meu manual. Escrito no milênio da mudança; esperança só é valida se existir um horizonte na rota - se for pra viver pra fazer foca bater palmas, prefiro acabar com tudo, quem sabe um dia sintam a tristeza do mundo.
Por que sempre há um antagonista nesta vida? O que é preciso para querer o bem do próximo nesta vida?
Não da para ser espiritualista pensando apenas no próprio nariz. Evolução espiritual: é vida vivida em prol da natureza e universo.
Atravessei um deserto, cansado demais pra observar, avistei uma pequena árvore, resolvi ali descansar, a princípio não notei, mas o perigo morava alí, após um suspiro cercado por cobras então me vi.
O cansaço me levou sem ao menos imaginar, que poderia ter maldades a rondar aquele lugar.
Após algumas horas, tentando me soltar, entre as voltas das serpentes, quase faltando o ar, decidi desistir, não iria mais lutar, a cada impulso que eu tomava, era três mordidas pra parar.
Minhas vistas escureceram, os meus ossos já quebrados, ali era meu fim, eu estava mesmo derrotado.
Mas do nada me soltaram, me deixaram respirar, e com o próprio veneno, começaram me alimentar. Me prenderam em correntes impossíveis de quebrar, mas não entendia o porquê me manter vivo naquele lugar.
Sobrevivi me alimentando com o veneno que regugitavam, percebi que em minhas pernas escamas se formavam e em uma cobra peçonhenta eu já me transformava.
Passaram vários dias, mal poderia me reconhecer, meu olhar era frio, me transformei em outro ser.
Agora eu vivo rastejando, minha vida toda mudou, não existe mais bondade, o ódio predominou.
