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Jamais

Cerca de 13536 frases e pensamentos: Jamais

Tempo Moleque
Um menino atrevido, impiedoso, jamais nos espera.
Seu tic-tac corta a vida como lâmina afiada,
um compasso que não retorna,
arrasta dia e noite sem pedir licença,
e ri de nossa impotência.
Brinca de nos surpreender,
adora novidades;
por instantes parece parar —
mas é uma armadilha,
uma ilusão que nos faz acreditar que dominamos.
Segundos e minutos escorrem como areia entre os dedos;
tentamos congelá-lo em uma fotografia,
mas ele escapa, zombando,
e nada jamais será o mesmo.
Passa, passa, e nos deixa vazios,
restando apenas lembranças que ardem.
Esse moleque cruel pinta e borda nossas vidas,
sem medir consequências, sem pedir perdão.
Nada detém o seu riso impiedoso:
o tempo moleque, tirano invisível,
faz de nós simples humanos
seu brinquedo favorito.
Helaine Machado

"Contigo eu fico
É jamais do negror deste palácio hei de partir
Aqui. Aqui sempre estarei...
Com seus criados vermes...
Aqui mesmo eu hei de repousar para todo o sempre.
É libertar da maldição dos astros a carne exausta
Olhos. Um último olhar...
Braços. Um último abraço...
É vós o lábios, portal do alento
Selai com este beijo o pacto eterno com a morte insaciável.
Venha meu caminho amargo
Venha insonso guia
Piloto insano atira neste instante
Contra as rochas a barca desgastada
Um brinde ao meu amor."

⁠No mundo dos românticos
Nunca deixe de irrigar uma flor
Nunca deixe muxar uma flor
Jamais deixe secar seu jardim
Jamais tira a flor de um jardim
Jamais arranque uma flor
Cuide sempre...

"Me apaixonar jamais!
Mas, tem uma pessoinha bem acolá que fala;
- Vumbora... E eu Vou!"
(Sou forte, mas não sou de ferro)
Haredita Angel
13.12.18

Sua beleza é tão fora da curva que mesmo se Van Gogh estivesse em sua fase mais inspirada, jamais faria algo semelhante a você.

Sinto como se ninguém jamais tivesse realmente me conhecido. Como se cada pessoa que cruzou o meu caminho, até mesmo aquelas que caminharam ao meu lado por tanto tempo, tivesse visto apenas um pedaço de mim, um fragmento isolado, nunca o todo.

Às vezes imagino o que aconteceria se todos esses fragmentos se reunissem em um só lugar, como pedaços dispersos de um espelho quebrado. Tenho a estranha sensação de que, se alguém finalmente visse esse reflexo completo, algo dentro de mim desmoronaria, talvez o mundo que construí para me manter de pé.

Carrego comigo essa solidão antiga, quase familiar. E, no fundo, acredito que talvez seja melhor assim. Porque há certas partes de nós que parecem destinadas a permanecer em silêncio, guardadas na penumbra onde ninguém mais alcança.

Nossa manifestação de Deus jamais pode exceder nosso conhecimento interior.

Deus jamais deu a alguém menos de um talento. ⁠

⁠A oração da igreja jamais pode ser um substituto para a oração particular.

Se a
Fé e a Esperança
desse colo ao Medo, jamais caberíamos no Abraço da Paz.


No colo, talvez ele crescesse em nós como uma criança mimada, exigindo atenção constante, dominando nossos pensamentos e guiando nossas escolhas.


O medo, quando alimentado, torna-se senhor dos nossos passos; limita sonhos, interrompe caminhos e nos convence de que é mais seguro não tentar nada.


Mas a fé não foi feita para sustentá-lo — foi feita para enfrentá-lo.


E a esperança não existe para justificar inseguranças — ela nasce justamente para nos lembrar que há luz mesmo quando os olhos ainda só veem sombra.


A paz não é a ausência de desafios, mas a presença de confiança.


Ela floresce quando, mesmo sentindo medo, escolhemos acreditar.


Quando decidimos seguir apesar das incertezas.


Quando entendemos que o medo pode até bater à porta, mas não precisa sentar-se à mesa.


Fé é dar um passo no escuro confiando que o chão surgirá.


Esperança é manter o coração aceso enquanto não amanhece.


Se fé e esperança acolhessem o medo como verdade absoluta, viveríamos encolhidos, presos a possibilidades que nunca ousamos experimentar.


Não caberíamos no abraço da paz porque estaríamos ocupados demais abraçando nossas próprias inseguranças.


A paz exige espaço — espaço interior que só existe quando soltamos aquilo que nos paralisa.


Que a fé nos fortaleça, que a esperança nos impulsione e que o medo encontre apenas o tempo necessário para nos alertar, mas nunca para nos dominar.


Assim, quando a paz nos envolver, estaremos inteiros — leves o suficiente para permanecer em seu abraço.⁠

⁠O crime, de forma geral, jamais subsistiria sem a ajuda de parte da sociedade e de parte do Estado e seu braço armado.


É uma ferida aberta, dolorosa, incômoda — daquelas que muitos preferem cobrir com discursos prontos a encará-las com honestidade.


Mas ela está ali, latejando, lembrando que nenhuma estrutura criminosa se sustenta sozinha.


Há sempre uma teia invisível de conveniências, silêncios e conivências que a mantém de pé.


Isso não é muito diferente de outras lutas sociais que, à primeira vista, parecem ter um inimigo bem definido.


O combate ao machismo, por exemplo, torna-se ainda muito mais árduo quando se percebe que ele também é reproduzido por mulheres.


Não por essência, mas por condicionamento, por cultura, por sobrevivência em um sistema que ensina, desde cedo, a normalizar o absurdo.


Da mesma forma, enfrentar o corporativismo e a leniência entre pares dentro do Estado é uma tarefa extremamente espinhosa.


Durante décadas, construiu-se — e vendeu-se — uma imagem quase intocável de idoneidade, especialmente no que diz respeito às forças de segurança.


Questionar isso, para muitos, soa como heresia.


E é exatamente aí que mora o problema.


Porque, além das defesas técnicas e estratégicas entre os próprios agentes, existe ainda uma camada mais difícil de atravessar: a defesa cega, emocional, quase devocional de uma parcela da sociedade que se recusa a pensar por conta própria.


Que transforma crítica em ataque, e cobrança em traição.


Nesse cenário, abusos deixam de ser exceção para se tornarem relativizações.


Agressões viram “excessos compreensíveis”.


Autoridade se confunde com autoritarismo — e tudo isso vai sendo absorvido, digerido e, pior, justificado.


A indignação seletiva, nesse contexto, não é apenas um detalhe — é parte do problema.


Ela é tão medonha quanto a própria barbárie que diz combater.


Porque não se trata apenas de condenar o erro, mas de escolher quando e contra quem ele importa.


E talvez o retrato mais cruel disso seja imaginar: se a vítima em questão não fosse também uma policial, quantos dos juízes de plantão — esses togados da verdade das redes sociais — estariam, neste exato momento, invertendo papéis, buscando justificativas, insinuando culpas?


Quando a justiça depende de quem sofre, ela já deixou de ser justiça há muito tempo.

⁠⁠Não fossem as Lembranças Coloridas que eternizastes, jamais suportaríamos a Tristeza de um dia tão Cinzento.

⁠Ainda que o coração se esqueça de bater, jamais se esquecerá daqueles que o aceleraram.

⁠⁠Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes em mim, jamais eu suportaria lembrar de um dia tão cinzento.

⁠Crime algum jamais subsistiria sem a conivência de parte do Braço Armado do Estado.


Não se trata apenas de falhas individuais, mas de uma engrenagem descaradamente silenciosa que aprende a sobreviver nas frestas do poder.


O crime organizado, por mais ousado que seja, não floresce apenas da ousadia dos criminosos; ele depende também da cegueira conveniente, do silêncio comprado e, às vezes, da cumplicidade travestida de autoridade.


Quando o braço que deveria proteger passa a tolerar — ou negociar — com aquilo que deveria combater, a lei deixa de ser um limite e passa a ser uma escolha seletiva.


E é nessa seletividade que o crime encontra o seu habitat mais confortável.


Porque nenhum império clandestino cresce apenas pela força das armas ilegais; ele cresce sobretudo pela fragilidade moral das armas legais.


O mais perturbador não é apenas a existência do crime, mas a naturalização dessa convivência.


Aos poucos, o escândalo vira rotina, a denúncia vira ruído e a indignação vira cansaço.


Assim, a sociedade aprende a conviver com o absurdo como se ele fosse apenas mais um detalhe inevitável da paisagem.


E talvez seja justamente aí que mora a maior vitória do crime: quando ele deixa de depender apenas de seus próprios tentáculos e passa a respirar também pelos pulmões do próprio Estado.


Porque, nesse estágio, o combate já não é apenas contra criminosos assumidos ou não — é contra a erosão silenciosa daquilo que deveria nos proteger deles.

⁠Sou muito da poesia, mas se a vida me empurrar para a artilharia,
jamais vou me furtar.


Porque há em mim uma inclinação natural para as palavras que curam, para os silêncios que acolhem e para as metáforas que ajudam o mundo a respirar um pouco melhor.


A poesia, afinal, é o território onde a sensibilidade ainda tem cidadania e onde a humanidade tenta se lembrar de si mesma.


Mas viver não é apenas contemplar.


Há momentos em que a realidade deixa de pedir versos e passa a exigir coragem.


Momentos em que a delicadeza, sozinha, já não protege quase nada — nem a dignidade, nem a verdade, nem a própria vida.


Nessas horas, permanecer apenas na poesia pode ser confundido com ausência, e silêncio pode parecer concordância.


Não porque a poesia seja fraca, mas porque existem tempos em que até a beleza precisa aprender a defender-se.


E nem se trata de abandonar a poesia, mas de compreender que ela também pode vestir armadura quando necessário.


Que quem cultiva sensibilidade não está condenado à passividade.


E que defender aquilo que dá sentido à vida também é uma forma de honrar tudo aquilo que a poesia sempre tentou dizer.


Ser da poesia é escolher, sempre que possível, o caminho da palavra antes do confronto.


Mas é também saber que a dignidade não pode ser permanentemente desarmada.


Porque quem ama profundamente a vida não luta por amar guerra — mas para que ainda exista mundo suficiente onde a poesia possa continuar respirando.

⁠O Filho do Homem jamais teria vindo ao mundo para agradar alguém senão o Criador.


A Perfeição d'Ele não agradou a todos, mas Ele não deixou de ser Perfeito.


Há, nessa constatação, um incômodo silencioso que atravessa os séculos: a Verdade não negocia a sua essência para caber nas expectativas humanas.


E talvez seja justamente isso que mais nos desconcerta.


Estamos tão habituados a medir valor pela aprovação alheia que nos esquecemos de que o que é absoluto não se curva ao aplauso — nem se diminui diante da rejeição.


A perfeição, quando encarnada, expõe imperfeições.


E isso fere.


Não porque a luz seja agressiva, mas porque revela aquilo que preferíamos manter na penumbra.


Por isso, não é surpreendente que o que era íntegro tenha sido contestado, que o que era puro tenha sido acusado, que o que era verdadeiro tenha sido negado.


A rejeição, nesse caso, não foi falha da perfeição — foi reflexo da incapacidade humana de suportá-la sem resistência.


Há também uma lição desconfortável nisso: agradar a todos pode ser, muitas vezes, um indício de concessão excessiva.


Quem se compromete integralmente com a verdade inevitavelmente desagrada aqueles que se alimentam de ilusões.


E isso não é arrogância — é coerência.


Vivemos, ainda hoje, sob a tentação constante de adaptar princípios para evitar conflitos, de suavizar convicções para garantir aceitação.


Mas a história daquele que não negociou a sua essência nos confronta com uma pergunta inevitável: até que ponto estamos dispostos a abrir mão do que é verdadeiro apenas para sermos bem vistos?


Talvez a grande contradição humana seja desejar sentido, mas rejeitar aquilo que o sustenta quando ele exige transformação.


Queremos a paz, mas resistimos à verdade que a antecede.


Queremos a luz, mas evitamos tudo que ela ilumina.


A perfeição não deixou de ser perfeita porque foi rejeitada.


E, do mesmo modo, a verdade não deixa de ser verdade porque é desconfortável.


No fim, permanece um chamado silencioso: viver não para agradar aos olhos instáveis dos homens, mas para corresponder àquilo que é Eterno — ainda que isso custe incompreensão, ainda que isso exija coragem, ainda que isso nos afaste do aplauso fácil.


Porque, no fundo, agradar a todos pode até trazer aceitação…


mas somente a Verdade sustenta a essência.

⁠Ame a vida enquanto há tempo para amar, sem amor não há saída é como uma despedida de quem jamais irá voltar.

Jamais iremos gostar de momentos difíceis, mas de fato sempre iremos aprender com eles.

Que a paz alicerçada no ódio dos que espalham o caos jamais alcance os espíritos de bom caráter! Amém!