Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

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Mesmo sendo a noética uma disciplina acadêmica de formulação recente, seu objeto e metas, já foram estudada por várias filosofias e fazem parte de alguma forma da espiritualidade nas tradições esotéricas e religiosas do mundo. Os fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito e da vida em comum entre uma comunidade, embasado nos conceitos e saberes ancestrais quanto aos ritmos, símbolos, ritos, movimentos e realidades, são naturalmente encontrados. Este conceito da consciência comum de estarem, pela pluralidade e interdimensionalidade, todos elementos ligados e interligados, é de forma fácil encontrado em diversas culturas antigas dos povos originários do planeta, que compartilham desta mesma visão e verdade.

Quando uma lágrima solitária e teimosa,
cisma em descer pelo meu rosto, ignoro-a,
porque já não tenho mais a ansiedade
da espera e nem o temor da ausência.


Neusa Marilda Mucci - Poetisa
Registrado na B.N. 2.012

Já pensou ?


Já pensou em jogar uma moeda para cima para definir se você está com azar e sorte ?
Que triste, você está um passo da morte.

Passado...Futuro...Presente...


O passado é uma casa onde já moramos,
e que podemos visitar vez ou outra,
sem nos demorarmos nela.
O presente é a casa onde vivemos
e que precisamos cuidar com atenção.
O futuro é uma casa em construção,
da qual ainda não sabemos
se chegaremos a abrir a porta.


O passado é uma casa velha que ainda cheira a nós,
paredes impregnadas de ecos,
móveis que guardam nossos silêncios.
Visitamos, às vezes, só para lembrar
que já fomos outros
e que não podemos morar ali de novo.
O presente é a única casa habitável:
tem luz acesa, chão gasto,
plantas que precisam de água
e um telhado que pede reparos —
é viva, é urgente, é agora.
O futuro é um terreno em obras, poeira suspensa,
barulho de martelos, vento atravessando vãos.
Não sabemos se veremos essa casa pronta,
nem se haverá chave para nós,
mas seguimos sonhando a planta dela.


O passado é uma casa onde deixamos
versões antigas de nós;
às vezes voltamos, devagar,
como quem acaricia um álbum amarelado,
mas sabemos que não há cama pronta
nem lugar para ficar.
O presente é a casa que respira conosco,
com suas frestas, suas manhãs,
seus pequenos cuidados cotidianos
que sustentam o que somos.
O futuro é uma casa azul desenhada no horizonte,
em obras, em névoa, em promessa,
e caminhamos rumo a ela
sem saber se um dia
ela nos reconhecerá na porta.


✍©️@MiriamDaCosta

Há diálogos que não florescem,
porque uma das partes
já plantou certeza em solo raso.


Como falar de horizontes
a quem se prende
a um único ponto de vista
e nele finca, irrevogável,
o seu veredito?
✍©️@MiriamDaCosta

É de uma mesquinhez desumana arrancar de quem já tem pouco aquilo que custou lágrimas e noites mal dormidas, oferecendo migalhas por algo que vale uma vida de esforço.

Tentar manipular e destruir quem já carrega o peso de uma rotina exaustiva revela um caráter apodrecido, incapaz de entender o verdadeiro valor da honestidade e do trabalho duro.

É de uma pequenez humana inominável usar de manipulação e trapaça para esmagar quem já caminha sob o peso de grandes dificuldades, achando que a maldade trará algum tipo de vantagem.

Há mais poesias em uma gota de amor do que em todas as palavras já escritas no universo.


A linguagem guia o desejo, mas é pequena demais para expressar a alma.

"Nessa vida, só pode se arrepender quem já pecou, pecado nada mais é, que uma sujeira em sua vida, e o arrependimento é a água que lava"

A inteligência artificial aprende com aquilo que já aconteceu.As decisões que mudam uma vida começam quando escolhemos construir algo que ainda não existe nos dados.

Minha felicidade não depende do sucesso do mundo, porque Deus já me mostrou como ter uma vida bem-sucedida pela fé.

⁠"...se meu sorriso ajudar uma pessoa sorrir, já ganhei o dia, SORRIA..."

Você tá sendo lapidado, mas já é joia. Uma coisa não anula a outra.
O brilho não vem quando fica perfeito, vem justamente no atrito.

Quando a Dor Pede Passagem


Uma história foi contada, e a pergunta veio ligeira,
como se já estivesse pronta para atacar.


Da boca de alguém que carregava a igreja no peito
e falava de Deus de boca cheia.


Perguntou-me, sem receio:


— E por que não com você?


— E... por que não comigo?


Foi tão inesperado que fiquei sem palavras.


Porque a resposta era simples e óbvia:


Nada daquilo deveria acontecer com ninguém.


Nem todas as minhas dores são minhas,
mas são pesadas demais para serem ignoradas.


Antes, eu achava que apenas fingia sentir a dor do outro,
como se fosse algo encenado dentro de mim,
algo que, aos poucos, mesmo no silêncio, ganhava forma.


Hoje, sei que não.


Não preciso encenar, porque essas dores realmente se tornam minhas.


Mesmo sem entender como, elas me alcançam.


Ultrapassam a realidade, ultrapassam a física...
e eu as sinto.


E, depois disso, torna-se impossível não fazer nada.
Impossível fingir ausência.


Porque a dor permanece aqui dentro, crescendo,
grande e intensa demais para que eu me faça invisível.


Então, eu vou.


Sem pensar muito, eu me entrego.


Coloco-me no lugar do outro.


Vou para a frente, para defender,
para que a justiça seja feita.


Existem situações que ninguém deveria viver.


E algumas pessoas passam pela vida apenas olhando.


Eu não consigo.


Quando a dor me encontra,
ela me pede passagem.


E, de alguma forma,
acaba me levando junto.


Edineurai SaMarSi

“Uma sociedade que precisa de uma lei para ensinar alguém a não abandonar um animal já revelou, antes mesmo da sentença, uma parte de sua falência moral.”

O sol da praia durante o dia é maravilhoso, mas já sentou na areia da praia em uma noite de lua cheia?

Se a gente soubesse a diferencia que fazemos na vida de uma pessoa, a gente já começava o dia dizendo: você já conseguiu, já deu tudo certo!

“Uma sociedade que discute pessoas em vez de ideias já perdeu a capacidade de pensar. O analfabetismo funcional não é apenas não saber ler o mundo; é ler apenas aquilo que confirma a própria cegueira. Senso crítico sem criticidade é apenas preconceito fantasiado de inteligência.”

⁠Quando o interlocutor já não consegue esperar o outro concluir uma frase, ambos podem não ter mais assunto relevante para tratar.


Há um momento em que a pressa de responder mata a dignidade do diálogo.


Não se trata apenas de interrupção, mas de algo mais profundo: a incapacidade de escutar até o fim revela, muitas vezes, que já não se busca compreender — apenas reagir.


E quando a reação toma o lugar da escuta, a conversa deixa de ser encontro e passa a ser disputa de egos, vaidades e certezas apressadas.


Esperar o outro concluir é muito mais do que um gesto de educação; é uma demonstração de respeito pela existência de um pensamento que não nos pertence.


Quem atropela a fala alheia quase sempre não está interessado no que será dito, mas em encaixar, quanto antes, a própria ansiedade dentro do debate.


Nesse cenário, a palavra deixa de construir pontes e passa a servir apenas como arma de ocupação de espaço.


Talvez por isso tantas conversas hoje se esgotem sem produzir nenhuma verdade, qualquer aprendizado ou qualquer aproximação.


Fala-se muito, escuta-se muito pouco, e compreende-se muito menos ainda.


O barulho da impaciência transforma qualquer troca em ruído, e o ruído, por sua vez, tem o péssimo hábito de se fantasiar de profundidade.


Mas não há profundidade alguma onde ninguém desce até o fim do que o outro quer dizer.


Há diálogos que terminam antes mesmo de acabarem.


Permanecem em curso apenas na aparência, sustentados por interrupções, suposições e respostas fabricadas antes da hora.


Quando isso acontece, talvez já não exista ali assunto relevante, porque a relevância de uma conversa não nasce apenas do tema, mas da disposição mútua de tratá-lo com presença, atenção e maturidade.


No fim, conversar de verdade exige uma virtude cada vez mais rara: suportar o tempo do outro.


Porque escutar até o fim é reconhecer que nem tudo gira ao redor da nossa urgência.


E onde essa humildade desaparece, a fala pode até continuar — mas o diálogo, esse já se retirou há muito tempo.