Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
O amor é um exercício de vulnerabilidade que eu já não pratico com tanta frequência, por medo de que o que sobrou de mim não suporte mais uma decepção. Fechei as janelas do peito, não por ódio, mas para proteger as últimas velas que ainda insistem em não apagar.
Meus olhos já viram tanta coisa desmoronar que hoje eu desconfio até das montanhas, esperando que elas também revelem sua natureza de areia a qualquer momento. A impermanência é a única constante, a única verdade que o tempo não consegue desmentir com suas promessas de eternidade.
Eu já considerei a possibilidade de que nada disso tenha significado, e, estranhamente, essa ideia não me destruiu por completo, talvez porque até no vazio exista uma presença silenciosa, a experiência inevitável de ainda estar aqui.
Eu já fui mais leve. Antes de compreender o peso das coisas. Antes de sentir tão profundamente o mundo. Antes de perceber que crescer também é perder partes de si. E nem sempre o que se perde volta a nascer.
Eu só não consigo exatamente o que pedi a Deus quando Ele já tinha se decidido a me dar coisa melhor!
"Já dizia Jalison Santos:
Eu nunca senti dor, mas eu queria conhecê‑la, porque às vezes posso estar sentindo sem saber o que é."
Eu já tentei ser o tipo de pessoa que o mundo queria… cansativo demais.
Hoje eu prefiro ser exatamente quem sou: intenso, livre e impossível de decifrar por completo.
Não faço questão de plateia, nem corro atrás de validação.
Quem me conhece de verdade, fica. Quem não suporta minha liberdade, se incomoda em silêncio.
Aprendi que maturidade é saber sair de lugares rasos sem precisar fazer escândalo.
E sinceramente?
Tem gente que perde a chance de viver algo incrível por orgulho, ego e infantilidade.
Enquanto isso, eu sigo leve… porque quem carrega verdade não precisa carregar personagens
De todos conselhos que já ouvi do que devo fazer na vida, o melhor foi eu ter ouvido meu próprio sentimento.
Talvez, quem eu amo, já não exista. Seja um fantasma fragmentado. Eu a procuro, mas não a encontro. Nunca a encontro além de dentro da minha mente, onde a sua ausência é sempre notada pela sua inevitável presença.
- Marcela Lobato
Já dizia o poeta
"Eu fico com a pureza das crianças"
Eu fico com a gritaria das crianças
Eu fico com bagunça das crianças
Eu fico com o bate-boca das crianças
Criança não precisa esperar
Hora pra falar com outra criança
Crianças são felizes
No Barulho
Às vezes eu sinto um desconforto enorme interno, um certo sufocamento também. Já sentiram isso?
É como se precisasse arrancar a pele, a alma... Sei lá.
Tipo uma sensação física/orgânica de "não posso mais continuar, me tirem de dentro de mim".
- Marcela Lobato
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