Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum

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⁠A boa, convincente e eficaz disciplina milenar do pastor para ovelhas impetuosas e desobedientes, que insistem em sair do rebanho e fazer o que não devem, é simples: cajado no lombo. Assim, as ovelhinhas seguirão bons caminhos, não pelo pastor, mas do cajado, aliás, o que falta muito em nossos dias.

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⁠O som toca a pele da gente, penetra a alma e encanta porque tira pra dançar os nossos sentidos. É que sua harmonia vibra como convite do universo reverberando nossas memórias e imaginação. A música é expressão do que temos!

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⁠Que o dia de hoje, o Sol ou a Chuva, seja testemunha dos mistérios de Oxalá para com seus filhos. Que o milagre da vida seja suficiente para que possamos acreditar que algo, muito mais precioso que a matéria, nos abraça e nos conforta. Que assim seja!

Inserida por Pensamentosempre

São inúmeras as pessoas cujos estômagos roncam mais do que os motores de seus carros ou motos (não quitados) incompatíveis com suas realidades.

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QUESTÃO DE CARÁTER

Demétrio Sena, Magé - RJ.

É melhor perder a questão para o mau caráter do que perder o caráter pra ganhar a questão.

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MINICRÔNICA DA BIRRA HUMANA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

No momento não queres. Por enquanto. É que agora não tem mais graça, porque dá. E dando, é aquele caso... a velha máxima do dá e passa.
Até há pouco, era grande o querer. Querias muito; com força e tino. Entretanto, era destino inatingível. Dos mais distantes. Muito além da mão que se alongava para um rumo abstrato.
Certamente o seu não seria sim, se o mundo inteiro; se a própria vida... se tudo ainda dissesse não.

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MINICRÔNICA DA BIRRA HUMANA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

No momento não queres. Por enquanto. É que agora não tem mais graça, porque dá. E dando, é aquele caso... a velha máxima do dá e passa.
Até há pouco, era grande o querer. Querias muito; com força e tino. Entretanto, era destino inatingível. Dos mais distantes. Muito além da mão que se alongava para um rumo abstrato.
Certamente o seu não seria sim, se o mundo inteiro; se a própria vida... se tudo ainda dissesse não.

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A MENINA E O MUNDO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

A menina oprimida e tratada como santa cresceu. Quando a família perdeu o direito enviesado de separá-la das propaladas "imundícies do mundo", ela quis conferir. Ver se o mundo é tão imundo quanto aprendeu. Se todas as pessoas de fora da sua bolha são de fato perversas, mentirosas e podres.
Viu que o homem que fuma tem o pulmão comprometido, mas o coração, em sua natureza humana, é generoso. Conheceu finalmente a mulher de cabelos vermelhos e tatuagens no corpo, e constatou que a bondade não tem aparência. Que a decência não escolhe a cor dos cabelos nem da pele. Descobriu que a vaidade condenável não estampa ou cobre o corpo. Ela se oculta no coração e se manifesta em atos como preconceito, julgamento e certeza da perdição das almas de quem não comunga o mesmo credo; a mesma visão de mundo e vida; o mesmo caldeirão de filosofias distorcidas e dogmas calcificados. Ao mesmo tempo, descobriu a malícia e a hipocrisia; o rancor e a má fé impregnados em grande parte dos mais contritos, severos e santarrões da elite religiosa que a mantinha no cabresto... ou no redil.
Então a menina já não menina chorou. Estava no mundo e só foi preparada para estar no céu. Teve que travar a grande luta interna para vencer a si mesma e aprender a tratar o próximo como semelhante, apesar das diferenças. Viu, de uma vez por todas, que não estava cercada por demônios. Que as virtudes não são exclusivas da religião, nem os defeitos são inerentes aos não religiosos ou aos que professam outras crenças. Percebeu que o bem e o mal não escolhem grupos e ambientes; estão em toda parte, e seja onde for, somos nós que nos livramos das tentações, por força de caráter, natureza e criação.
Mas a maior tristeza da ex-menina foi constatar o rancor, a intolerância, o preconceito e o julgamento dos seus, desde o momento em que resolveu enxergar com os próprios olhos. Caminhar com os próprios pés. Pensar por conta própria. Correr seus riscos e descobrir que o mundo é bom. As pessoas do bem são muito mais numerosas que as do mal, e nenhuma delas tem uma inscrição na testa ou na palma da mão. Muito menos é conhecida em sua real profundidade, pelos discursos que faz ou o grupo a que pertence.
Mesmo assim, a já não menina e já não oprimida tem esperança de reconquistar a família e os antigos irmãos de fé, sem ter que voltar a ser como antes. Sua esperança na família, é a mesma que aprendeu a ter no mundo, após conhecê-lo pessoalmente, sem as influências do sensacionalismo denominacional.

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A MENINA E O MUNDO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

A menina oprimida e tratada como santa cresceu. Quando a família perdeu o direito enviesado de separá-la das propaladas "imundícies do mundo", ela quis conferir. Ver se o mundo é tão imundo quanto aprendeu. Se todas as pessoas de fora da sua bolha são de fato perversas, mentirosas e podres.
Viu que o homem que fuma tem o pulmão comprometido, mas o coração, em sua natureza humana, é generoso. Conheceu finalmente a mulher de cabelos vermelhos e tatuagens no corpo, e constatou que a bondade não tem aparência. Que a decência não escolhe a cor dos cabelos nem da pele. Descobriu que a vaidade condenável não estampa ou cobre o corpo. Ela se oculta no coração e se manifesta em atos como preconceito, julgamento e certeza da perdição das almas de quem não comunga o mesmo credo; a mesma visão de mundo e vida; o mesmo caldeirão de filosofias distorcidas e dogmas calcificados. Ao mesmo tempo, descobriu a malícia e a hipocrisia; o rancor e a má fé impregnados em grande parte dos mais contritos, severos e santarrões da elite religiosa que a mantinha no cabresto... ou no redil.
Então a menina já não menina chorou. Estava no mundo e só foi preparada para estar no céu. Teve que travar a grande luta interna para vencer a si mesma e aprender a tratar o próximo como semelhante, apesar das diferenças. Viu, de uma vez por todas, que não estava cercada por demônios. Que as virtudes não são exclusivas da religião, nem os defeitos são inerentes aos não religiosos ou aos que professam outras crenças. Percebeu que o bem e o mal não escolhem grupos e ambientes; estão em toda parte, e seja onde for, somos nós que nos livramos das tentações, por força de caráter, natureza e criação.
Mas a maior tristeza da ex-menina foi constatar o rancor, a intolerância, o preconceito e o julgamento dos seus, desde o momento em que resolveu enxergar com os próprios olhos. Caminhar com os próprios pés. Pensar por conta própria. Correr seus riscos e descobrir que o mundo é bom. As pessoas do bem são muito mais numerosas que as do mal, e nenhuma delas tem uma inscrição na testa ou na palma da mão. Muito menos é conhecida em sua real profundidade, pelos discursos que faz ou o grupo a que pertence.
Mesmo assim, a já não menina e já não oprimida tem esperança de reconquistar a família e os antigos irmãos de fé, sem ter que voltar a ser como antes. Sua esperança na família, é a mesma que aprendeu a ter no mundo, após conhecê-lo pessoalmente, sem as influências do sensacionalismo denominacional.

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A PRAGA DO RANÇO JORNALÍSTICO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Sem nenhuma reserva, recebo em minha quase cabana, lá no meio do mato, alguns formandos em jornalismo. Vieram conhecer e realizar trabalho escolar com um autor da baixada fluminense de vez em quando citado por um dos professores. O início da conversa foi bem aconchegante: armei no quintal uma rede para cada um, depois fiz um cuscuz de milharina e um café bem forte, para que os momentos fluíssem com informalidade.
Infelizmente, logo depois comecei a me aborrecer, embora não demonstrasse, pois não queria frustrá-los. Eles foram, sim, muito simpáticos e agradecidos, me respeitaram como pessoa, mas o que me contrariou foi perceber que aqueles meninos estão se formando com os mesmos clichês de quase todos os jornalistas, relacionados aos escritores e artistas de periferias, baixadas e, em menos escala, das comunidades em torno das capitais. Ao invés de sabatinar o escritor em sua essência como tal, falar de seus escritos, contextos, significados e a carreira, mesmo que nos limites da região, eles começaram a descambar, insistentemente, para que a matéria soasse pejorativa. Não por malícia, sei bem que não, mas por herança dos professores, todos eles eivados de preconceitos. Alguns respeitosos dentro do possível, simpáticos, mas preconceituosos.
Considero matéria pejorativa, quando entrevistadores forçam a barra para que, por exemplo, um escritor de regiões menos favorecidas teça profundos e doloridos lamentos de poetinha injustiçado e sofredor. Querem fazer matérias folclóricas, com fotos de rostos distorcidos, e levam o entrevistado a cometer desempenhos que nada somam ao seu trabalho, sua carreira, nem mesmo ao ego, a vaidade comum. São reportagens que geram dó. Solidariedade. Parecem destinadas à família e aos amigos. Transformam o entrevistado em uma figura simplória, que pede "pelo amor de Deus" uma oportunidade, mesmo sem o pedido específico verbal. Algo totalmente diverso das entrevistas realizadas com cidadãos das letras ou das artes nos cadernos especializados e com ampla circulação.
É um grande desafio para qualquer jornalista fazer matérias com artistas ou autores de regiões não consideradas nobres, sem que essas matérias pareçam serviços sociais, caridades de mídia, matérias menos importantes com pessoas que não são, só se julgam talentosas e alguém resolveu doar para elas um espaço na mídia. Acho que para tanto, esse profissional teria que enfrentar seu editor chefe, dar a si próprio uma autonomia como profissional de imprensa e provar, tanto para o chefe quanto para o dono do jornal, que aquele talento é realmente um talento, mesmo sendo de uma região secularmente alvo de preconceito.
Tudo isso não quer dizer que eu não tenha gostado dos meninos. Gostei, sim. São interessados, gentis, amigos, mas lamento profundamente que estejam às vésperas de se formar com esse ranço. Não vi arrojo profissional. Personalidade jornalística. Desejo de fazer um novo jornalismo, menos separatista ou preconceituoso. Formam-se com as acomodações que são garantia do emprego fácil, porque o fazem para levar às redações a eterna louvação dos que já arrombaram as portas comerciais das oportunidades, sejam eles fantásticos ou medíocres, e a eterna pejoração dos talentos que ainda não fizeram isso, sejam eles medíocres ou fantásticos.
Que o trabalho dos meninos - que ninguém saberá quem são - seja bem recebido, com boa nota, mas não circule além dos muros da universidade, como foi combinado. No mais, os braços deste fazedor de textos, as redes, o cuscuz e o café sempre os receberão de bom grado. Com ou sem pagamento em mídia.

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AUTOAJUDA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Como tudo o que é possível de fato só é de fato possível quando existe possibilidade, uma coisa é fato: nada será impossível, se dermos o melhor de nós pelo que o melhor de nós pode conseguir, contanto que não seja impossível.
No fundo, só quero dizer uma coisa com tudo isto que falo sem saber se com o que falo digo realmente alguma coisa: o ser humano tem o poder de fazer tudo, desde que seja tudo aquilo que o ser humano tenha o poder de fazer.

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NOVA ESPERANÇA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

O caminho é pra frente, há seus atalhos,
os recuos que o mundo nos impõe,
atos falhos de saudades vencidas
entre pausas marcadas; pontuais...
Mas as nossas verdades nos despertam,
nos convocam pro tempo que não dorme,
pois manhãs preguiçosas viram tardes
e depois aceleram rumo às noites...
Uma vida requer algumas mortes,
marcas, cortes e muito sangramento,
nem por isso incentiva desistências...
Reticências apontam pro futuro;
só existe passado pra lembrança;
ponha nova esperança em sua grama...

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UM GOSTO DE NADA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Gostar muito de alguém nos propõe a injustiça
de querer desse alguém o que não foi tratado,
não é bem de consumo que se negocia
nem contrato assinado para se cumprir...
Gosto tanto de ti que me torno tirano,
quero pronta resposta numa entrega igual,
tenho plano e mais plano de aproximação
que se for como quero será simbiose...
Meu gostar faz protestos na sombra e no vácuo,
porque falham projetos e faltam pretextos
em olhares e textos que traduzem mal...
É um gosto de nada que pulsa no peito
e no gosto de tudo que sempre suponho,
quando sonho mais fundo e desperto mais só...

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CARAPUÇA UNIVERSAL

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Faço versos pra muitos que não sei quem são
ou que vi dia destes, vejo todo dia,
porque faço poesia de vida e vivências
e de como absorvo as verdades do mundo...
Ser humano é meu tema; versejo pra mim,
quando o faço pra ti, em pessoa qualquer;
se decanto as belezas, deploro as mazelas,
tudo quer questionar o que somos no todo...
Sempre os fiz pra quem acha que achei sua chaga,
pra quem paga pra ver e se vê nos contextos
dos meus textos lavrados nas pautas do tempo...
Ao falar sobre os nós ou as nossas correntes,
faço versos pra nós, pouco importa quem somos,
porque falo de gentes; pessoas reais...

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SUPER HUMANO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Foste minha intenção de ficar na intenção;
esperança que nunca se tornou espera;
primavera que os olhos sabiam não ter
ao alcance da mão, mas bebiam de olhar...
Eras rito sagrado; mesmo que profano;
uma via de fatos restritos à via;
fui um super humano que a cada momento
se vencia na luta pra não ir além...
Mesmo assim te perdi; sem haver encontrado;
nunca foste presente, apesar da presença,
para seres passado como agora és...
És o nunca estendido sobre nunca mais;
a saudade que sinto que não faz sentido,
de quem jaz viva e plena e tão perto de mim...

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PRÉ-BRASIL

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Neste momento inacreditável de pré-Brasil “reditadura”, quiçá “recolônia”, conquistado pela força e a motivação inexplicáveis de maioria dos brasileiros, eis aqui um feliz perdedor. Tenho grande honra de compor o grupo dos compatriotas derrotados, por uma razão também inacreditável – neste caso, para os milhões de vencedores: Eu seria muito infeliz, caso a força e a motivação que me levassem a qualquer vitória na vida viessem do moralismo raivoso, do preconceito generalizado e da fome voraz de poder sobre a natureza do próximo.

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JANELA DE AMOR

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Somos mais do que flanco entre nossas vontades;
do que margens opostas nos dizem que somos;
temos nossas verdades atadas por sonhos
ou de sonhos tecemos a ponte pra nós...
O amor que sentimos tem asas potentes;
é a mágica, o truque, o encanto exercido;
nossos dentes nos pescam no rio do tempo
que deságua nas ondas do nosso querer...
Eu te caço e me caças com fogo nos olhos,
com a pele grudada na grelha do instinto,
vinho tinto na carne tremendo entre a mão...
Entre vozes uivantes nos temos em nós;
nossa foz vai ao chão, engravida o vazio
e acende o pavio para novo incêndio...

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POEMAS DE AMOR

Demétrio Sena, Magé – RJ.

Um poema de amor não é bula de Afrin
nem é cálculo químico; nem TCC,
mas um fim de tardinha; de noite ou de festa;
é um eu e você sob a luz do luar...
Não exija um poema, de amor ou saudade,
com projeto e critério; tabela e charada;
leia menos Demétrio, mais Antonio Sena,
para ter a verdade com seiva floral...
Há poema de amor que parece tratado
ou achado difícil de se decifrar
e se torna monturo sem nenhum sentido...
Emoções que decantam verdades de amor
têm humor e tristeza que se poetizam,
mas ninguém as garimpa sem ser natural...

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PRO SEU CORAÇÃO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Na manhã de neblina bocejo e fumego;
minhas mãos "quentam frio" numa esfregação;
me recolho e me pego em lembranças remotas
que me levam pra "ontens" de muitas histórias...
É manhã de saudades grisalhas e lentas
diluídas do véu onde os ventos se filtram,
assoadas das ventas da temperatura
delicada e grotesca; dama bipolar...
Quase durmo acordado no banco do clima
e minh´alma já sonha no hall da estação,
sobre a crina da brisa que o momento amansa...
Inspirada manhã que floreia o meu tino;
nebuliza o meu ser pra respirar poesia
que refino e repasso pro seu coração...

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PRONTIDÃO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Quando a morte vier ninguém me chame
pra fugir ou dizer que não me acho,
ser infame a tal ponto que declare
outra morte que tenha vindo antes...
Fim honesto não cede a tal suborno,
tenho a vida que o tempo combinou,
pôs no forno e me disse a minha hora
não exata, mas feita para mim...
Se você me vir pronto não me peça
pra tirar uma peça e vestir outra
e fazer o transporte me aguardar...
Minha morte não pode ser mais cara
do que os olhos da cara pra viver;
quero ir sem pagar adicionais...

Inserida por demetriosena