Ja me Disseram q eu sou uma Mulher Incomum
Falar de silêncio é algo muito importante — e, ao mesmo tempo, difícil.
Toda vez que eu paro pra falar de silêncio, eu vejo o abismo que eu sou.
E toda vez que o vejo, percebo que vou me salvando através dele.
Quantas vezes a gente questiona o outro sem ter empatia pelo que ele vive — e, às vezes, nem é uma escolha.
Faltam três meses pro ano acabar, e eu já começo a sentir saudade.
O silêncio me faz respirar.
Ao mesmo tempo que ele me cansa, ele também me desafia.
Às vezes, ele atravessa a gente — de um jeito que nem dá pra explicar.
Engraçado como, a cada dia que passa, surge uma nova sensação sobre o meu trabalho.
Hoje foi um dia triste, e tive a certeza de que o meu trabalho leva um pouco das minhas tristezas com ele.
Ainda assim, eu agradeço muito.
Vou sentir falta quando acabar.
E toda vez que eu digo isso, penso: que clichê!
Mas, na verdade, quando a gente se despede de um trabalho — de um ciclo, né? — a gente se despede de muita coisa dentro da gente também.
Às vezes, me pergunto: o que as pessoas sentem quando leem meus textos?
O que está chegando delas até mim?
Será que elas sentem essa avalanche de emoções que a gente sente ao escrever?
Ou será que não sentem nada?
Será que a falta é minha?
Ou será que elas só não querem entrar em contato com as coisas que doem?
Mas aí, de repente, a gente recebe o gesto de alguém que poderia julgar quem sofre — e não julga.
A pessoa encosta a mão em você e diz:
“Posso te fazer um elogio? Muito obrigado. Eu me vejo em você.”
E, na verdade, quem agradece sou eu. Porque é a escrita que me faz ficar viva. Enquanto eu tiver oportunidade, eu vou escrever o melhor que eu puder.
Todo dia eu luto, se hoje minha vida parece mais fácil, é simplesmente porque me esforcei antes, honrei minha mãe e deixei de fazer por mim, para fazer por alguém, que muitas vezes nem merecia, não esperei gratidão, pois um dia, todos os dias que tive ar para eu respirar, Deus foi bom comigo sem eu merecer.
Na saudade, a intensidade distorce o tempo: basta um segundo de ausência para que eu me perca em eternidades. O vazio entre nós cresce em silêncio, e só sua presença é capaz de devolver leveza ao relógio da minha alma.
O Espelho do Eu
Olho para mim e vejo fragmentos que esqueci,
restos de sonhos, pedaços de coragem que o tempo dispersou.
Mas não há pressa.
Cada cicatriz, cada sombra, me lembra que sobrevivi.
E sobreviver, mesmo em silêncio, já é um ato de força.
Deus me encontrou na escuridão e me trouxe para a LUZ, e agora eu vivo para glorifica-lo, porque NELE encontrei salvação, redenção e a alegria que nunca pensei ser possível.
Eu estava perdido no lamaçal da vida, mas Jesus me encontrou e me resgatou das trevas para a luz! Graças a Ele, eu deixei para trás a sujeira e agora caminho sobre a Rocha Firme, hoje vivo com alegria e propósito.
Enquanto eu resistir ao mal que me assola, permanecerei vivo e espiritualmente fortalecido, independentemente da magnitude da adversidade, pois Deus e eu seremos uma resistência invencível.
Que eu me desvencilhe das minhas limitações e dos meus impulsos nefastos, e permaneça intimamente ligado a Ti, Senhor, todos os dias da minha existência, para que a Tua força opere em mim, renovando-me e libertando-me do homem velho.
Eu gosto de ser tratado como o romântico chato
Eu gosto de ser ridículo, absurdo, único e insubstituível
Eu gosto de receber críticas de quem não me conhece
Eu gosto de aventuras inesperadas
Eu amo quem eu sou!
Amizade Improvável
Se eu contar a história, talvez digam que é besteira.
Se ouvirem só a versão sem o contexto, até eu mesma diria que não faz sentido.
Mas, Maria Clara é exatamente isso: uma amizade improvável.
E, ao mesmo tempo, uma das mais preciosas que já tive.
Ela tem uma lealdade imensurável e uma gentileza rara.
É daquelas pessoas que, mesmo de longe, fazem questão de estar perto.
Nós nos falamos mais por aqui(redes sociais), quase nunca nos vemos pessoalmente.
Mas a maior raridade de tudo isso não está na frequência dos encontros, e sim na qualidade da conexão.
Porque amizade verdadeira não precisa de presença constante, ela se sustenta nos valores, nos princípios, no cuidado silencioso.
E foi com Maria Clara que entendi: amizade de qualidade é aquela que se percebe na essência.
Eu sou bastante seletiva com quem deixo entrar na minha vida.
E talvez por isso ela seja tão única.
Eu nunca deixei de pensar em você. Todos os dias você vem... às vezes em forma de memória, outras vezes como o lembrete silencioso de que você é (e sempre será) o amor da minha vida. ❤️🩹
O Amor que não toquei
Eu te amei no silêncio mais profundo,
como quem carrega em si o eco de um milagre.
Tua presença era luz e condena,
era abrigo e abismo — céu e inferno em um só nome.
Não ousei tocar teu corpo.
Temia que o gesto rompesse o encanto,
que a pele profanasse o que era divino,
e que o desejo, impuro e humano,
manchasse o amor que nasceu casto e sem tempo.
Amei-te com as mãos atadas pela reverência,
com o olhar preso ao chão, como quem ora.
Havia em mim uma devoção doente,
um anseio que queimava, mas que não ardia em voz.
Eu sonhava contigo nas horas em que o mundo dormia,
quando até o vento parecia ter piedade de mim.
Falava contigo em pensamento —
em preces, em delírios, em lágrimas que não caíam.
Teu nome era meu sacramento.
Tua ausência, minha penitência.
E eu, exilado do toque, vaguei entre o desejo e o medo,
entre o amor que salva e o amor que destrói.
Hoje, sou o que sobrou do que senti:
um corpo vazio, um altar sem fé.
O tempo passou, mas tua sombra permanece,
sentada ao lado do meu silêncio.
E se há céu ou perdão, não sei —
só sei que, no fundo,
a maior dor não foi perder-te...
foi nunca ter ousado te possuir.
Casar-se é abrir mão do eu em favor do nós, é entender que o amor maduro não exige igualdade de direitos, mas equilíbrio de entregas
Quem busca vantagens no casamento ainda não entendeu o valor da união.
E se o mundo acabasse hoje, eu seria salva? Gosto de pensar que sim, apesar das minhas transgressões, espero ser perdoada.
O Barco e as Marés
Se eu me sentisse vivo,
minha vida perderia a graça.
Minha mente, perdida,
se encontra vagando por praças.
A vida é bela —
e o contrário disso,
ninguém fala.
Me sinto perdido,
mares e oceanos
já não afogam minhas mágoas.
Mas sigo sorrindo.
Cresci acreditando em contos de fadas —
não o de Notre Dame,
mas o peso nas costas
me mata.
Tropeços nos fazem crescer,
não é isso que falam?
Então daqui uns anos
serei tão grande
que esses problemas
já não me param.
Até lá, vou levando.
São idas e vindas
de coisas tão rasas.
O barco balança...
mas poucas marés
realmente me abalam.
Por Gabriel Alves
A primeira coisa que vou pedir para Jesus Cristo assim que eu chegar no céu é: Pelo amor de Deus, nunca mais me mande para aquele inferno chamado planeta Terra!
“Eu não morreria por ti”
Não, eu não morreria por ti.
Viveria por nós.
Tentaria por nós.
E quando tudo parecesse difícil,
faria o impossível, o possível e até o inexplicável,
só pra ficar ao teu lado.
Nos momentos mais sombrios, te ajudaria.
Nas tuas crises, te acalmaria.
E nas tuas águas, mergulharia.
E em um poema que jamais verás,
escreverei meus sentimentos mais profundos,
meus pensamentos mais secretos.
E se um dia, por acaso do destino, os leres,
perdoa-me por ser tão tolo...
tão tolo por ti.
Às 23h47 da noite, me pego pensando em nós.
Pensando em como poderíamos ser.
Amei-te, e ainda amo, por quem tu és.
E, mesmo com todos os teus mil e um defeitos,
vos amarei também.
Cada
um
deles.
Mas tu ficastes cega,
e meu amor não enxerga
que aos teus olhos,
não passa de uma simples paixão.
que logo desabrochará e morrerá.
E assim, como meu último ato de amor,
eu vos digo:
Sim, eu morreria por ti.
