Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais
Não espere o jardim ficar bonito, faça como aquele que nunca tinha visto de perto uma flor, mas já a conhecia de cor, só de senti-la.
A dor do amor puro não vem do mal que o outro faz, mas da imensidão de um sentir que já não cabe no próprio peito.
Não precisamos buscar sentido para vida, pois o fato de estarmos vivos já é o sentido de tudo e todo resto é o que fazemos dela para encontrarmos o sentido de continuarmos vivendo.
As Lágrimas que Não Caem
Já sentiu a tristeza chegar sem fazer alarde,
como a noite abraçando o fim de uma tarde?
Ela entra sem pedir licença ou perdão,
faz morada no peito e silêncio no coração.
Há dias em que tudo parece pesar,
e a alma só deseja o direito de chorar.
Mas meus olhos aprenderam o idioma das secas,
como rios perdidos entre lembranças desertas.
Não sei por que sou assim, tão fechada em mim,
nem quando o silêncio passou a morar aqui.
Talvez eu tenha aprendido, sem sequer perceber,
que algumas dores sobrevivem sem nunca dizer.
Não sei o que sinto, nem sei explicar,
só sei que há um vazio difícil de nomear.
É um aperto no peito, um nó na respiração,
uma ferida invisível sangrando o coração.
Dentro de mim, tempestades rompem o horizonte,
mas o céu dos meus olhos jamais se desmonta.
O pranto se perde antes mesmo de nascer,
como se até as lágrimas tivessem medo de viver.
Quis chorar...
Mas até o choro parece ter me esquecido.
Enquanto o mundo pergunta se está tudo bem,
eu visto um sorriso e respondo baixinho: "sim".
Ninguém escuta o barulho do que desaba por dentro.
E talvez o mais cruel não seja a tristeza,
mas querer desabar e permanecer de pé;
sentir a alma implorando por alívio,
enquanto o peito aprende, em silêncio, a sofrer.
Então sigo...
Carregando um oceano inteiro preso nos olhos,
uma tempestade acorrentada na alma,
um inverno escondido entre os meus versos
e um coração que descobriu, tarde demais,
que existem lágrimas que nunca tocam o chão.
Elas escorrem por dentro,
afogam o que ainda resta de luz,
fazem da esperança um sussurro distante
e da saudade uma morada.
Porque nem todo choro molha o rosto.
Há lágrimas que escolhem o silêncio.
E são justamente essas...
as que mais doem.
Talvez o vinho não aqueça nada.
Talvez ele apenas revele
o que já estava quente por dentro.
E você fica especialmente bonita nessa cor —
como se tivesse sido escolhida
para carregar todos os tons que eu não sei dizer.
Minha camisa da SZA em você,
o preto quebrando o vinho,
e minha imaginação completando aquilo
que meus olhos nem sequer tiveram permissão para conhecer.
Mas existe algo ainda mais curioso…
São os teus olhos.
Castanhos, eu sei.
E, ainda assim, quando me veem, parecem mudar de cor.
Aquele brilho que antes parecia apenas razoável
se transforma em alguma coisa quase impossível de explicar.
Como uma esmeralda cintilante
quando encontra a luz certa.
E talvez eu esteja enganada…
talvez seja só a minha maneira de enxergar você.
Mas gosto da possibilidade
de que, quando seus olhos encontram os meus,
alguma coisa também mude aí dentro.
E existe a tua boca…
Não preciso dizer muito sobre ela.
Talvez seja justamente o silêncio que diga mais.
Só consigo imaginar aquele instante tranquilo,
quando o espaço entre nós diminuiria devagar,
como se até o tempo soubesse
que certas coisas não precisam de pressa.
Um beijo calmo,
daqueles que não pedem explicação,
apenas deixam uma pergunta no ar:
“E se a gente tivesse deixado acontecer?”
Curioso…
Será que você sente alguma coisa parecida
quando percebe que existe alguém
pensando demais em uma simples imagem sua?
Ou será que certas ideias
só ficam perigosas
quando existe a possibilidade
de serem compartilhadas?
Porque talvez o verdadeiro mistério
não seja aquilo que eu imagino sobre você.
Talvez seja descobrir
o que você imagina quando pensa em mim.
E é justamente nessa diferença
que mora a minha curiosidade:
entre aquilo que eu digo,
aquilo que você entende
e aquilo que nenhuma de nós
tem coragem de dizer.
Há verdades que chegam a tempo de corrigir um erro.
Outras chegam quando já não há erro para corrigir, apenas consequências para compreender.
CHEGASTES ATÉ AQUI.
Tu já percorreste tantos caminhos. Não, não é da idade que falo. Falo das braçadas que deste contra as correntes revoltas do oceano da existência. Falo das tempestades que enfrentaste quando ninguém via. Das noites em que o coração parecia um campo devastado. Das manhãs em que te levantaste sem vontade, mas te levantaste mesmo assim.
E chegaste até aqui.
Parece simples dizer isso, mas não é.
Chegar até aqui é um feito silencioso.
Neste exato momento, enquanto teus olhos percorrem estas palavras, reflite: o que significa este instante?
Este momento é o ponto de encontro entre tudo o que viveste e tudo o que ainda viverás.
Aqui estão reunidas as tuas derrotas e as tuas vitórias.
Aqui estão as lágrimas que derramaste por dores que pareciam eternas e aquelas poucas, porém preciosas, lágrimas de alegria que a vida te concedeu como flores nascidas entre os escombros.
Aqui estão os sonhos que se realizaram e os que ficaram pelo caminho.
Aqui estão as despedidas que dilaceraram tua alma e os encontros que devolveram luz aos teus dias.
Tudo isso vive neste instante.
Tu vieste do ontem.
Um ontem que já não pode ser alterado.
Um ontem que te feriu algumas vezes, mas que também te ensinou.
Um ontem que te roubou pessoas, ilusões e certezas, mas que, em compensação, entregou-te experiência, sensibilidade e profundidade.
E agora estás aqui.
Respirando.
Pensando.
Sentindo.
Existindo.
Talvez não da maneira que imaginaste quando eras mais jovem. Talvez carregando cicatrizes que ninguém conhece. Talvez ainda procurando respostas para perguntas que a vida nunca respondeu.
Mas estás aqui.
E isso possui uma grandeza que muitas vezes esqueces de reconhecer.
Teu amanhã chegará.
E quando chegar, provavelmente encontrará os mesmos céus, os mesmos desafios, as mesmas responsabilidades e muitos dos mesmos valores que hoje orientam tua caminhada.
Contudo, haverá uma diferença inevitável:
Tu já não serás o mesmo.
Nenhum ser humano atravessa um único dia sem ser transformado.
Mudam-se as idades.
Mudam-se os pensamentos.
Mudam-se os sonhos.
Mudam-se as prioridades.
Mudam-se as dores.
Mudam-se até mesmo os amores.
Mas existe algo que permanece crescendo silenciosamente dentro de ti:
A vastidão que construíste através de cada escolha.
Cada renúncia.
Cada gesto de bondade.
Cada erro reconhecido.
Cada perdão concedido.
Cada vez que decidiste continuar quando desistir parecia mais fácil.
A verdadeira riqueza de uma existência não está naquilo que ela acumulou, mas naquilo que ela se tornou.
Por isso, não te diminuas.
Não te definas apenas pelos fracassos.
Não te condenes pelas quedas.
As montanhas não são feitas apenas dos seus cumes. São feitas também dos vales, das fendas, das pedras quebradas e dos precipícios que as compõem.
Assim também és tu.
Uma obra em construção.
Uma alma que ainda aprende.
Uma consciência que ainda floresce.
Um viajante que continua atravessando estradas visíveis e invisíveis.
Se hoje estás cansado, descansa.
Se estás ferido, permite que o tempo e a esperança trabalhem em teu favor.
Se estás desanimado, recorda quantas vezes acreditaste não conseguir prosseguir e, ainda assim, prosseguiste.
Olha para trás não para viver no passado, mas para contemplar a distância que já percorreste.
Olha para frente não com medo, mas com a serenidade de quem já sobreviveu a inúmeras tempestades.
E, acima de tudo, honra este instante.
Porque a vida acontece aqui.
Neste exato momento.
Neste respirar.
Neste pulsar.
Neste pequeno fragmento de eternidade chamado presente.
E enquanto houver um único sonho em teu coração, uma única semente de bondade em tua alma ou uma única centelha de esperança em teu espírito, tua jornada continuará possuindo sentido.
Portanto, segue.
Com lágrimas, se for necessário.
Com passos lentos, se assim precisares.
Mas segue.
Porque a história que te trouxe até aqui é prova de que existe em ti uma força muito maior do que imaginas.
E a vastidão que construíste ao longo da caminhada ainda não encontrou seus limites.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Onde está o seu brilho?
Onde está o seu brilho?
Há tempos já não lhe vejo sorrindo,
Você está sempre aflito, preso entre pesadelos e medos.
Dois bandidos: essa tal da depressão e seu cúmplice, a ansiedade.
Levam seus sonhos e trazem várias tempestades.
Não descansamos um segundo,
Perdemos nossa identidade, sujeitamos-nos ao submundo.
Invisível, em nossos pensamentos, tristeza e abandono de si mesmo.
Não sei mais quem você é, já não lhe reconheço.
Onde está o seu brilho?
Mas ainda ouço, lá no fundo,
Um sussurro pedindo socorro,
Pedindo perdão por sentir demais, sem explicação —
Indício de que ainda existe um coração,
Que anseia o dia em que o sol traga o verão,
A um lugar frio, adormecido, sem cor.
A alma se esconde, cansada da dor,
Sem dormir, com medo de outro amanhecer.
O corpo é abrigo de um grito contido,
Eco perdido, jamais esquecido.
Um alguém que clama, refém da esperança,
E mesmo que a noite pareça infinita,
Há sempre um sopro que ainda acredita
Que um dia a dor se cansará de ficar.
Sussurros e desejos, a alma no escuro,
Absorve medos, abraça o impuro.
No silêncio das esquinas, eu ainda te vejo,
Entre lágrimas e pensamentos em vão,
A mente trava, mas luta o coração,
Que insiste em crer na salvação.
Pois entre um pedido de socorro,
Habita o amor — e o perdão.
— Luís Takatsu
Chega um momento em que a distância já não dói, ela esclarece. Olhamos para trás e entendemos que nem tudo o que não aconteceu foi perda. Houve planos interrompidos, conversas que não avançaram e histórias que não seguiram adiante não por falta de amor, mas por falta de sentido. Com o tempo, aprendemos algo difícil de aceitar: algumas relações não acabam para nos ferir, acabam para nos preservar. E quando a maturidade finalmente chega, conseguimos chamar de livramento aquilo que um dia chamamos de destino.
Não dê entrada a estranhos, não tranque a porta a quem já conhece. E seja, como sempre te pediram: alguém que não sabe onde vai.
Não passe a vida chorando os mortos
Eles já estão curtindo o frescor de uma vida nova e curtindo a inocência da infância
"Já não sinto dor, não sinto amor eu não sinto nada, e o resultado foi surpreendente, eu aprendi a dizer Adeus"
“Terceirizamos tanto nossas escolhas que algumas pessoas já não vivem: administram expectativas alheias.”
“Talvez a nova forma de dependência não seja precisar possuir alguma coisa, mas já não conseguir decidir para onde dirigir a própria atenção.”
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