Ja Gostei de Vc mais Hj Nao Gosto mais
Bebe do meu cântaro se tens sede...
Que eu sem culpa já bebi...
Todos os venenos foram contatos...
Não fizeram-me mal...
Apenas me fortaleci...
Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Tanto sonho...
Tanta mágoa…
Se tens fome...
Come do meu pão...
Se eu tenho...
Da-me sua mão...
Que importa!
Ninguém sabe...
Daquele amor perdido...
Por dentro das escura noite...
Confundindo os sentidos...
Quantos, que marcham pela vida...
No intenso tráfego dos rotineiros dias...
Expõe suas tolas vontades...
Diante emoções tão frias...
Cavalheiro da triste figura...
Moinho a braços com o vento...
Nenhuma alegria ouvistes...
Só tristezas...
Desalentos...
Quando saíres, não me esqueças...
E não me cortes com a navalha...
Como dizer a um coração fora do peito...
Que para o vinho não há taça?
Por detrás de cada esquina...
A ver no mundo seco a seca realidade...
Erguendo os densos véus ...
Há de livrar-nos Deus...
Da dor indiferente da maldade...
Dos pares meus...
Sandro Paschoal Nogueira
Com dura e branda cadeia...
Já esqueci-me de quem eu fui...
E nesta incessante lida...
Já nem sei quem ou o quê serei...
Com o mal, e com o bem...
Já não me dá beijos qualquer passageiro...
Entre o que vai e o que vem...
Entre lágrimas, um sorriso faceiro...
Anjos ou deuses, sempre nós tivemos...
Nossa vontade é o nosso pensamento...
Tão pouco me agrada...
O ardor do inferno...
Ou a paz do céu verdadeiro...
Se eu fosse tão feliz...
De viva voz eu diria:
Que pouco ou muito é dito...
Mas é certo tudo terminar um dia...
Há fogo que devora…
Há frio que abraça...
Há amor que entre nós volteia...
E também o descaso que se semeia...
Eu te abençôo...
Não desejando amaldiçoar...
Mas se o faço...
Não permito ninguém me julgar...
O coração que vive ainda...
E pulsa e quer pulsar...
Ainda sonha...
Em sua metade encontrar...
Oh...
Pudesse durar sempre...
As venturas por quais passei...
Mas compreendo que assim o mundo não seria o que é...
Só lamento por quem tolamente me entreguei...
Tive soluços, febre, e absurdos desejos...
De nada me arrependo...
Mas quisera eu...
Poder voltar no tempo...
Façamos nossa vida um dia...
Que há noite antes e após...
O pouco que duramos...
Ninguém sabe o que vai por esse mundo...
Na eternidade - não é mais que poucos segundos...
Sandro Paschoal Nogueira
''O Encanto do Perder''
essa vida anda mesmo
me pregando peça
e já há algum tempo
que estou caindo em todas elas
sempre após cair em uma
eu ainda ficava aliviado
pois quando eu era pequeno
ganhei um bracelete
e eu sempre o levava para todo lado
vivia com ele no meu braço
e o amava mais que tudo
e sempre após me machucar
eu olhava para ele
e de alguma forma me trazia conforto
porém com o passar do tempo
ele começou a ficar torto
a cor do bracelete já havia desbotado
e por um momento até cogitei em ficar louco
mas ao me acalmar eu pensei melhor
que mesmo ele tendo se despedaçado
graças a ele aprendi
a lidar com acontecimentos
de forma melhor.
A ausência de minha mãe, que já se estende por quase dois anos, é como uma sombra que se projeta sobre minha realidade. Às vezes, é como se estivesse preso em um sonho, onde sua presença é tão vívida que mal consigo distinguir entre o mundo dos sonhos e o despertar. Mas então a dura realidade se impõe, e percebo que é na efemeridade da vida que residem nossos mais profundos enigmas.
Neste Dia das Mães, enquanto as redes sociais ecoam homenagens e memórias amorosas, encontro-me mergulhado em um oceano de lembranças e saudades. Para mim, este dia é como uma ilha solitária, onde a única companhia é a lembrança do amor materno que um dia aqueceu meu coração.
Mas mesmo na escuridão da perda, encontro consolo na certeza de que a vida é apenas uma etapa passageira, um sonho fugaz que em breve dará lugar à verdadeira realidade. Um despertar final, onde espero reencontrar minha mãe, abraçando-a como se o tempo nunca tivesse passado. Até então, resta-me navegar pelos mares da existência, carregando comigo as memórias preciosas que ela deixou para trás, até o momento em que finalmente alcançarei a margem do eterno despertar.
Já caminhei por muitos caminhos com a cabeça erguida e o peito cheio de bravura. Na juventude, acreditava que a força se media pela intensidade das batalhas que travávamos. Cada desafio era uma arena, cada obstáculo, um inimigo a ser vencido. Eu me jogava de peito aberto, confiando na minha própria determinação, na vontade inabalável de conquistar o mundo.
Mas hoje, na meia-idade, vejo a vida com olhos mais serenos. Aprendi que nem sempre é preciso guerrear para alcançar a vitória. Há um poder sutil, quase invisível, na arte de aquietar o coração. Descobri que, muitas vezes, é no silêncio que moram as maiores respostas, que a fé não é uma arma a ser brandida, mas uma luz a ser sentida por dentro.
A sabedoria, entendi agora, não é medida pelas batalhas ganhas, mas pela paz que conseguimos cultivar em meio ao caos. O verdadeiro triunfo não é sobrepor-se aos outros, mas harmonizar-se consigo mesmo. Então, cada vez que escolho a serenidade em vez do combate, sinto que realizo o maior ato de coragem: acreditar que, ao confiar no fluxo da vida, o universo conspira a meu favor.
E é assim, com o coração aquietado e os olhos no horizonte, que sigo o meu caminho. Hoje, minha vitória é interna, é sobre mim mesmo. Atravesso os dias não com menos vontade de vencer, mas com a certeza de que, muitas vezes, a verdadeira vitória é aquela que só o coração entende.
Já tenho uma certa idade e, nessa minha caminhada, desde a adolescência, já distribuí "te amo" tanto quanto "bom dia". Algumas vezes foram de forma honesta, outras, mentiras sinceras. O fato é que a frase "eu te amo" foi corriqueira na minha vida, quase como um mantra, com a finalidade mágica de despir corpos para o meu deleite. Sim, levava uma vida hedonista, na qual o "prazer" era o meu deus. Doravante, serei diferente. Cansei de correr atrás do vento, pois, como concluíra o rei Salomão, tudo isso se revelou inútil, é pura vaidade. Então, mais perto dos 40, tenho refletido muito, ainda que tardiamente, sobre o tal do "felizes para sempre". E, quando penso que deve ser para sempre, o meu coração só bate por você. No entanto, não me expressarei levianamente com o meu trivial "te amo" de sempre... Mas, posso lhe afirmar, sem margem de erro, que você é especial na minha vida porque, geralmente, eu odeio todo mundo, menos você... Não gosto de quase ninguém, mas, de você, até que eu gosto!
Como eu queria ser jovem novamente! Os amigos da minha idade já estão todos casados e com filhos. Se esse é o rumo natural das coisas, não sei onde vou parar. Sempre preferi andar mal acompanhado do que sozinho, mas, até as más companhias viraram pais de família... isso me faz pensar que eu era o pior dentre as más companhias!
Conservatória bom dia...
Preparando o café...
Sem muito rapapé...
Já cuidei dos patos...
Dei, também, comida aos pássaros...
Ontem não vi a seresta...
Chovia...
No bar 3 catuabas...
Até a vista esmaecer...
Logo peguei meu rumo...
Antes do que bobagens fazer...
Abri Facebook...
E fiquei sabendo...
Do que rola por aí...
Enquanto que por aqui...
Ainda estou com sono...
Quero voltar a dormir...
Mas são ossos do ofício...
E a Deus agradecer...
Pelo menos tenho hóspedes...
Já outras pousadas...
Sem ninguém a receber...
53 anos...
Ainda um menininho...
Tudo em cima, em forma...
Desse lindo corpinho...
Não tenho nenhuma pelanca...
Pode supervisionar...
Deixo...
Até onde sua vista alcançar...
É de fato...
Amanhã em Valença...
Farei um eletro...
Mantendo o coração ...
Em destino certo...
Menina ou menino...
Não sei quem está lendo...
Mas eu quero lhe falar...
Quando vierem em #Conservatória..
Na Casa do Sandrinho Chic Chic...
Venham se hospedar...
Pensando em me iludir?
Desculpe...
Já estou iludindo você...
Lhe entreguei tudo..
E tudo, agora, lhe tomo...
Realidade, de mãos dadas, estou...
Esperei por tanto tempo...
Um tempo que já acabou...
A vida é uma viagem...
Vou usar minha passagem...
E olhar pra esse mundo...
Bem além do horizonte...
Adiante...avante...
Onde o longe não será distante...
Sandro Paschoal Nogueira
— em Conservatória Pousada Chic Chic Casa do Sandrinho.
A gente já espera ficar triste no outono. Uma parte da gente morre a cada ano, quando as folhas caem das árvores e seus galhos ficam nus, batidos pelo vento e pela luz fria, invernal. Mas sabíamos que haveria sempre outra primavera, assim como sabíamos que o rio fluiria de novo depois de ter estado congelado.
"Nada na vida se baseia no depois..estamos prontos pra viver o agora,o ontem ja se foi e o amanha pode nao surgir"...
Bom dia! O sol já brilha ao amanhecer. Acordei e brilhe como sol, seja benção na vida daquele que tive.
Finalmente eu consegui ficar a metade do dia sem pensar em você, Ja é um bom começo pra conseguir te esquecer...
Professor! Tanto tenho a lhe dizer, mas sei que já escutaste tanto. Então, te direi menos. Professor, você define o futuro, simplesmente pelo fato de existir.
Quanto tempo?
Eu já nem sei.
Quanto tempo?
Eu to sem sorrir?
Te vi naquela calçada
e o resto apagou!
Você me olhou de volta e meu mundo virou!
Eu pus seu nome na boca!
Minha mente em paz!
Era meu porto seguro,
só que eu quis mais!]
Mas eu fui vacilão, perdi o meu chão.
Tanta sorte assim, não cai do céu não!
Só sei que ouvi o seu "Fica" virar "Vai"
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