Ja Chorei de tanto Rir
Amor...
Agoniza, mas, não morre...
Já vi amor levantar da sepultura de um coração morto...
Já vi o amor brilhar de olhos serrados pela dor da ausência...
Já vi amor atravessar o tempo e recuperar o tempo perdido, como se nada tivesse acontecido...
Já vi o amor tirar sorrisos e devolver alegria de um rosto triste...
Já vi o amor, fazer milagres...
Já vi o amor caminhar de mãos dadas com a antiga tristeza com muita alegria...
Já vi o doente, se curar quando de longe avistou a volta do seu amor...
Já vi de tudo...
Agora quero ver o seu amor me fazer sorrir de novo...
"Já fui radical em minhas escolhas, guiado pela emoção, sem as chaves da razão; se pudesse voltar, seria mais sábio com meu coração."
Ateus podem ser igualmente idiotas quando não usam evidências. Eu já tive essa experiência com Albert Einstein. Muitos ateus não gostam que falo que Einstein negou o ateísmo. Ele nem leem as minhas postagens quando compartilho. Isso é uma visão dogmática de Einstein e do ateísmo. Ateus podem igualmente caírem em dogmatismo caso não usem leituras, evidências e fatos. E foi esse ateísmo dogmático que Einstein rejeitou e alertou sobre.
Já vi pessoas se perderem no orgulho e nunca mais se acharem;
Já vi pessoas se perderem no rancor e nunca se acharem;
Já vi pessoas se perderem na leviandade e nunca se acharem;
Mas nunca vi uma pessoa se perder em Jesus Cristo e não ter se encontrado.
Jesus é o caminho da verdade e da vida, perca-se de si, mas se ache nEle.
Todos os reinos deste mundo, se já não passaram, passarão. Somente o de Cristo, não tem fim. Por isso, examine-se o homem a si mesmo, se de fato já faz parte do único reino eterno e inabalável!
Mesmo quando a Bíblia foi escrita, ela já era atrasada.
Nos tempos em que os textos bíblicos foram escritos, o conceito de moral e justiça já era objeto de discussões sofisticadas por filósofos como Aristóteles, Platão e outros pensadores da Grécia e Roma antigas. Esses filósofos buscavam construir sistemas éticos baseados na razão, na observação e na lógica, enquanto os textos bíblicos frequentemente derivavam suas diretrizes morais de revelações divinas e tradições culturais.
"Hoje é possível comprar uma boa estética, em uma infinidade de clínicas...
já um bom caráter, não"
Místico momento
Não existe perfeição
mas te leio...
Em palavras te
mostro já contida
em mim.
Músicas
me trazem
teu feitiço de mulher,
amada no prelúdio,
aqui dentro – ouço-te!
Nas "imperfeições" suas,
vejo as minhas próprias...,
Assusto,
me perco por minutos,
em conseguinte te acho.
Perfeita na minha
forma imperfeita
de ver suas cores
sobre o prisma
de meus olhos.
A luz,
está alumiando,
nos banha com
seus raios.
Ainda que tênue,
tímida claridade
com cheiro de rosas
misturadas a baunilha
e amadeirado;
nossos perfumes.
Agora somos essências,
um do outro,
um no outro,
um para o outro,
mas dois em nós mesmos.
Mário Sérgio
Acho inconveniente perguntar ao pintor: "O que sentistes?".
A tela já não é a sua resposta?
Não escrevo para me fazer compreendida; escrevo para que saia!
As convicções influenciam e são mais perigosas que as mentiras.
A pessoa convicta é imutável!
Já o mentiroso pode ser desmascarado.
Compreendo e ando tão acostumado com gente e seus métodos contraceptivos, que essas pessoas já não me surpreendem mais.
Repetir a mesma frase,
todos os dias não é mantra,
o negócio já virou cobrança,
não quero mais a bonança.
O poeta, esse “figura” da linguagem
Poeta já nasce metáfora: nem é homem, é bruma
Detesta comparação: sua carne é tal como purpurina
Casa antíteses, juiz de paz de terra e céu
Dispara metonímias lendo Drummond e Gullar
Mata catacreses ao dar nome ao que não o tem:
Braço de sofá vira espuvelo, assim, na caraça
Celebra paradoxos, esses desconstrutores criativos:
Como encher de vazio um balão vazio?
Faz tudo dialogar em prosopopeias, a caneta chora, o chapéu gargalha
É bicho todo trabalhado na sinestesia: degusta a paisagem, ouve seus aromas
Radical, rima o rumo dos versos em aliteração
É um babaquara da assonância, um papa-vatapá
Desafios opera o poeta em hipérbatos
Faz rir nas onomatopeias, feito garnizé cocoricó
Desce pra baixo do mar molhado em seu submarino, o pleonasmo
É polissíndeto: É alegre e loquaz e terno e carmim
Mas tem lá seus momentos assíndetos: solitário, introvertido, fujão
Viaja em anáforas: se eu voasse, se eu pudesse, se eu sonhasse, se...
“Quero morrer de tanto versejar”, vocifera, hiperbólico
“Ou bater as botas de mui cantar”, solfeja em eufemismo e preciosismo
Dias há em que escreve com a delicadeza de uma mula (opa, contém ironia!)
Outros em que lança os versos pela janela com um lacônico “Que tédio!” em apóstrofe
Nesse jogo de encanta e cansa, o bardo executa sua dança
E nos diverte com sua graça, humano que é, esse figuraça...
Criei este poema para ajudar estudantes – do aluno do Fundamental ao concurseiro – a aprender se divertindo e, claro, para ajudar também a professores. Se você curtiu, compartilhe o poema para que ele possa divertir a mais necessitados!
Eu já sabia que eu iria embora. Não foi hoje, quando arrumei minhas malas, disse que estava cansada e não olhei para trás. Meu “adeus” começou muito antes, nos silêncios que você não escutou, nos gritos dentro de mim. Eu cansei aos poucos, como quem se cansa de lutar por algo que só existia em minha insistência.
Cansei no dia em que me senti invisível ao seu lado, quando você estava lá, mas ao mesmo tempo tão longe. Cansei do espaço vazio e do seu silêncio entre nossas conversas. Eu tentei, acredite, tentei tanto que perdi partes de mim nessa tentativa.
Eu gritei com o olhar, com as mãos. E quanto mais eu tentava, mais me afastava de quem eu era. Fui me despindo de esperanças, lavando as mãos, como quem aceita o inevitável. E, quando finalmente fui, não havia mais lágrimas. Você as levou todas, sem sequer perceber.
Hoje, ao cruzar a porta, eu não sou mais a mesma. A mulher que ficou para trás morreu em cada tentativa frustrada, em cada gesto ignorado, em cada dia que você escolheu não me ver. A mulher que saiu é outra: mais forte, mais decidida, e ainda assim, carregando marcas que não desaparecem tão fácil.
Não diga que foi de repente. Não me chame de fria. Minha frieza é reflexo do gelo que você plantou entre nós. Fui embora porque não havia mais o que ficar. E se hoje você sente esse vazio, saiba que eu vivi nesse mesmo vazio por tanto tempo que ele se tornou insuportável.
Eu fui embora porque era a única escolha que você me deixou. Fui embora com o que sobrou de mim, mas não sem carregar o aprendizado. Eu aprendi que não adianta gritar para quem se recusa a ouvir. E aprendi, sobretudo, que nunca mais me deixarei esquecer por alguém.
Agora sigo. Não para longe de você, mas para perto de mim.
Algo me diz que preciso correr. E é o que as minhas pernas desejam fazer. Mas já sei que no meio do caminho, embalada pelo desespero, e ainda sem preparo, cansarei muito mais rápido se tivesse escolhido caminhar admirando o percurso trilhado. Essa velocidade inumana inventada por quem procura andar com calma só fará com que tropece um pé sobre o outro. Só terá queda e arranhões no joelho. E no levante, é sempre possível recuperar o caminho. A gente acha que quando a gente corre e o desespero está infundado nos olhos, a gente chega mais rápido, mas na verdade é o contrário. É a paralisação que encontramos na próxima esquina. E no final correr, parece que não serve para nada. Só está ali para deixar nossas pernas ainda mais cansadas. E para fazer perder a beleza emergir nos olhos.
