Ja Chorei de tanto Rir
Há uma força invisível em quem decide não desistir, mesmo quando o mundo inteiro já virou as costas.
Existe uma lucidez perigosa em quem já esteve no fundo e percebeu que ainda assim continuou existindo.
O brilho nos olhos de quem já perdeu tudo e começou do zero tem uma intensidade diferente, um fogo que não depende de combustível externo, mas de uma brasa interna que aprendeu a queimar mesmo debaixo da chuva mais torrencial que a vida pôde enviar.
Carrego uma fé que já foi quebrada muitas vezes. Mas ela insiste em se refazer, sem espetáculo. Não porque tudo vá dar certo, mas porque me recuso a abandonar totalmente a possibilidade de sentido. Às vezes, isso já basta para seguir.
Eu já fui mais leve. Antes de compreender o peso das coisas. Antes de sentir tão profundamente o mundo. Antes de perceber que crescer também é perder partes de si. E nem sempre o que se perde volta a nascer.
Reconstruí-me tantas vezes que já não reconheço minha forma original. Talvez isso não importe mais. O que ficou ainda respira, ainda insiste, ainda luta. E talvez isso seja o bastante para continuar.
Nem toda fé nasce da esperança. Às vezes, ela nasce do desespero de quem já esteve tão perto do abismo que somente Deus permaneceu olhando.
Já não temo a tristeza como antes. Hoje compreendo que ela também é uma linguagem através da qual a existência tenta conversar conosco.
Há dores que não procuram resposta, porque a pergunta já é a resposta: continuamos vivos, mesmo depois do que nos diminuiu.
O que me fere não é apenas perder, mas descobrir que parte de mim já havia se despedido antes de eu perceber.
O judaísmo bíblico não vê conflito entre o ritual e a riqueza; já o cristianismo bíblico enfatiza a salvação e o trabalho. 🙏⚒️
“Existe um momento em que o sujeito percebe que permanecer preso à repetição já não alivia a falta. É no campo da decisão que surge a virada de chave: não a de esquecer o outro, mas a de se libertar da necessidade dele.”
