Ja Chorei de tanto Rir
Ah o amor...
Que tanto constrói
Que liberta a alma,
Que não pede perdão,
Mas que tira a calma
E tanto dói!
Milagre ou maldição?
Pura ilusão!
Mas se sente o calor
Quer mesmo saber?
Melhor morrer de amor,
Do quem sem ele viver.
Foi de tanto estilhaço,
O corpo, ao cansaço,
A batalha, ao fracasso
E nossos abraços,
Ficaram em pedaços
(Em pedaços)
Sinto Muito,
Minto Pouco,
Pinto Tanto
Tinto e Branco...
Sinto Branco,
Muito Tinto,
Tanto minto
Quanto canto.
Canto branco,
Muito pranto,
Como sinto
Tinto tanto!
(Sinto tanto)
tanto me chama
quanto difama
como me almeija
tanto me inflama
quanto me cala
como me beija
tanto me acalma
quanto me abala
como me aleija
tanto me inala
quanto me entala
como viceja
tanto reclama
quanto cabala
como cerveja
(Tanto quanto como)
O mar leito nu, centelha de paz
Seu medo encanta, tanto fez
Ou tanto faz.
Luxúria que os versos
Reversos, seduz
tantos, fosse ondas em cor
Suplício de dor.
Quisera fosse só
Os passos na areia
Assim, umidecidos
De volta pra o mar...
De tanto amor não me cansei
De tanto amar me reinventei
Por tanto te amar
Ainda não me sufoquei
e, seja como for
por quanto tempo nescessário for,
me amarei sempre,
sempre que houver em meus olhos
o brilho por amar você.
De tanto ver a intolerância reinar,
a minha tolerância tornou-se intolerante
consigo mesma.
Miriam Da Costa
Nós nos preocupamos tanto com as coisas materiais esquecendo-nos das grandezas espirituais aprofundadas em nosso espírito.
COMO ENTENDER
Como entender o mundo se estou há tanto tempo longe dele? Como entender se nossa relação ficou um pouco a mercê das mudanças repentinas?
Estou tentando me moldar de alguma forma. Tentando segurar sem que as mudanças interfiram no meu entender e os valores atemporais oscilem desestruturando toda uma contextura resistente. Há um desentendimento entre o mundo e eu.
Talvez eu não queira essa mudança. Talvez o mundo e eu estejamos querendo que tudo seja moldado para um único e absoluto caminho de certezas concretas.
Talvez nada seja do jeito que espero. Talvez esta insegurança seja apenas uma linha imaginária. É tudo tão vago que não sei por onde começar a desenlear todo esse novelo de incertezas.
Preciso de tempo. Tempo para me reestruturar e analisar toda essa mudança que não consegui alcançar.
O mundo mudou muito rápido que se eu tentar seguir seu ritmo sem um planejamento ou uma parada, há uma grande chance de eu não vencer esta jornada.
Mesmo quando tudo ao meu redor pede calma, o mundo não para. Ele gira sem parar, sua velocidade interfere involuntariamente no meu interno e eu preciso acompanhá-lo.
Estou tentando me ajustar e sobreviver a este novo e desconhecido mundo cheio de mistérios.
Se eu gosto de chocolate? Tanto quanto eu gosto de um café. Diferentes no sabor e idênticos na emoção.
Amadurecemos quando percebemos que a distância ficou um tanto longe e a saudade nos abraçou forte. Às vezes o que emana dos nossos olhos são os sentimentos fortes que plantamos dentro de nós.
A nossa vida está inteiramente ligada ao universo. Somos responsáveis por ela, tanto quanto por aquele que nos mantém hóspede dele.
O que nos mata por dentro não são as palavras proferidas, é a indiferença daqueles que tanto amamos.
