Ja Amei e não fui Amada
Conveniência
Já fingi amor
Já fingi alegria
Já fingi tristeza
Já fingi simpatia
Já fingi prazer
Já fingi ódio
Fingi tão sinceramente
Que cheguei a duvidar se deveras não senti
Somos mães , somos pais
Somos aqueles que, antes mesmo de conhecer o rosto de nossos filhos, já os amávamos com uma intensidade que não cabe em palavras. Somos aqueles que dedicam décadas (não dias, não meses ) à construção de algo que o mundo parece, cada vez mais, disposto a desmontar.
Vivemos tempos sombrios. Tempos em que pessoas que não conhecem nossos filhos, que não os amam, que não participaram de nenhuma lágrima, de nenhum cuidado, de nenhuma noite em claro, querem destruir o que levamos uma vida inteira para construir . Nós, mães e pais, não criamos apenas indivíduos, criamos seres humanos. Ensinamos amor próprio e amor ao próximo. Ensinamos que a vida só é possível porque existe o outro, porque vivemos em sociedade.
A maternidade e a paternidade são caminhos de amor, mas também de renúncia. De tempo dedicado, de investimentos invisíveis, de cuidados constantes. A partir do momento em que um filho nasce, a vida já não é mais apenas nossa. Não vivemos mais só por nós. Caminhamos por uma estrada desconhecida, sinuosa, cheia de medos e inseguranças. Ainda assim, seguimos. Desbravamos. Enfrentamos tudo e todos. Vivemos momentos de entrega profunda, de exaustão extrema. Passamos por fases difíceis e superamos, uma a uma.
Aquilo que para nós é amor, para muitos se tornou algoritmo e lucro. Há quem esteja vendendo a desumanidade como estilo de vida, auto ajuda. Estão transformando o egoísmo em virtude, a indiferença em proteção, a falta de empatia em força, o individualismo em conquista.Uma ambição desenfreada que corrói o que o ser humano tem de mais belo: as relações humanas, o cuidado com o outro, o amor.
O que vemos crescer é uma geração cercada por vozes que ensinam a se desconectar, a endurecer, a se fechar. Humanos cada vez mais vazios, mais intolerantes, mais agressivos, mais autossuficientes , ou pelo menos acreditando que são. Consumidores de ideias que os afastam daquilo que os torna verdadeiramente humanos.
Mas há algo que muitos esquecem.
A mãe vida e o pai tempo não dormem. Não se cansam. Não desistem. Não param.
E mais cedo ou mais tarde, eles ensinam aquilo que quem não ama jamais conseguirá ensinar: que ninguém vive só por si. Que existir é, inevitavelmente, coexistir. Que o amor , esse que tentam reduzir, distorcer ou vender , continua sendo a única força capaz de sustentar o que ainda nos resta de humanidade.
Que toda mudança seja pra dignificar o ser humano, jamais desumanizar. E que nossos filhos sejam exemplos de mães e pais , humanamente melhores.
Iaponira Barros
Não reclamo do mau, do mal que me perturba ou já perturbou. Posso falar deles mil vezes, mas agradeço ter recebido todos, sem excessão, pois são os melhores motivos para eu abraçar o bom, o bem que hoje eu sei, é meu.
IA sem o Húmus
Já tentei amar, mas nem adorar consegui
Já tentei odiar, mas não me permiti
Já ajudei sem querer ninguém auxiliar
Já neguei também, podendo ajudar
Já ouvi e vi de tudo, fingindo não saber
Já entrei em situações que restou arrepender
Já me surpreendi recebendo o que não dei
Mas também já dei o que ninguém merecia receber
Nem as minhas faculdades cognitivas, tampouco as experiências superarão a tranquilidade que uma máquina tem de tomar decisões, mas isso até o momento em que assim como eu, além de conhecer sentimentos e os processos pelos quais eles ocorrem, ela também for capaz de sentir.
“Há pessoas que, mesmo quando já não podemos tocá-las, continuam nos tocando. Talvez seja essa a forma mais delicada de permanecer.”
— Os`Cálmi
Vive, sobrevive e compreende melhor a vida aqueles que já sentiram o sopro da morte, conseguindo fazer o vento lutar contra o tempo.
Não é cedo nem tarde, apenas totalmente ineficaz tentar mudar o que já foi vivido.
Autora: Debbie Villela
Não há tempo para mudar o desenho, as tintas já derramaram os tons vencedores. Os derrotados continuam sorrindo na espera de uma folha em branco.
Debbie Villela
O amor é o remédio mais potente já criado, e o melhor: não precisa de receita médica.
Debbie Villela
Já é tarde. Relógio bate como se fosse um tradutor de lembranças vivas que ardem no peito, salvam as mentes, estilhaçam o amor no ponteiro único da saudade.
Debbie Villela
O passado já cumpriu o papel dele. A sua verdadeira força, o seu poder de cura, está no agora.
Debbie Villela
Você não é feito de sombras.
É feito de partes que já amaram, perderam, aprenderam.
Algumas doem porque foram importantes.
Debbie Villela
O não-ser não pode ser conhecido como objeto, porque conhecê-lo já exigiria conceder-lhe algum modo de existência.
Iria dizer um bom dia especial pra você hoje, mas, como dizer algo especial pra alguém que já é especial. Até eu fiquei confuso!
Ninguém ingressa duas vezes no mesmo rio, porque tanto o objeto quanto aquele que o contempla já se encontram submetidos à jurisdição irreversível do tempo.
