Ja Amei e não fui Amada

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Desafio




⁠Conviver comigo mesma já é um desafio,
imagina ter mais alguém em minha vida,
não dá...

Sinto vergonha, não vou mentir… depois de ver com quem me trocaste, ficou difícil assumir que já fomos algo. Da próxima, capricha!

Podes brincar de não me querer… mas não controlas quando vais começar a querer e já não me ter!

Talvez seja esse o preço de ser mal interpretado: um dia você percebe que já não precisa fazer nada para ser culpado!

Com o desprezo de algumas pessoas,
já pensei em parar,
mas DEUS me visitou em oração,
pegou minha mão
e me fez continuar!

(...) Já cedo, antes de maçãs caírem
eu sentia o poder da gravidade
(meu pai sempre caía e eu o seguia)
Primeiro porre aos doze.




[entre quedas e newtons, mordo a maçã]


Lisa Alves — Arame Farpado (2015)

A própria ciência da saúde já aceita a consciência como um recorte da realidade. O fluxo da consciência, por sua vez, percorre o que chamamos de tempo. E o tempo forma, junto com o espaço, uma estrutura por meio da qual os eventos materiais se desenrolam.

Os poetas já estão censurados,
já, já, não poderemos mais falar de amor,
no lugar de versos apaixonados,
falarão apenas de ódio, guerra e dor!

Você já se olhou,
se abraçou
e se declarou
pra você hoje?
então se olhe no espelho
e faça isso agora!

"Já não há moral cívica ou de outra índole, nem ética no povo para defender a soberania e, muito menos, os recursos do território a que pertence. Afinal, o governo que o dirige é o próprio vetor que permite a entrada desenfreada do mal que se deveria impedir."

Numa noite você foi minha,
na noite seguinte eu já era seu definitivamente.

Teu corpo encosta
e o meu já responde.
O calor sobe rápido,
a pele pede,
a boca procura,
o desejo domina —
firme, urgente,
impossível de conter.

Os poetas já estão censurados,
já, já, não poderemos mais falar de amor,
por isso aproveite cada verso apaixonado
e plante uma semente de flor!

⁠As vezes sou amarelo
Ou cor de caramelo

Já fui roxo fosco
Misturado ao azul anil
no carnaval fui lantejoulas
parafraseando o Brasil

Já pintei-me nas cores
do poema de Drumond

Me embelezei dos versos
que Osvaldo Montenegriou
Até rimei melodias
que o triste palhaço me ousou.

Ja’ me cansei de escutar
novidades antigas...


Nada de tão novo esiste
nessas humanas cantilenas modernas
onde a pré-histórica
desumanidade hipócrita persiste...
✍©️@MiriamDaCosta

Passado...Futuro...Presente...


O passado é uma casa onde já moramos,
e que podemos visitar vez ou outra,
sem nos demorarmos nela.
O presente é a casa onde vivemos
e que precisamos cuidar com atenção.
O futuro é uma casa em construção,
da qual ainda não sabemos
se chegaremos a abrir a porta.


O passado é uma casa velha que ainda cheira a nós,
paredes impregnadas de ecos,
móveis que guardam nossos silêncios.
Visitamos, às vezes, só para lembrar
que já fomos outros
e que não podemos morar ali de novo.
O presente é a única casa habitável:
tem luz acesa, chão gasto,
plantas que precisam de água
e um telhado que pede reparos —
é viva, é urgente, é agora.
O futuro é um terreno em obras, poeira suspensa,
barulho de martelos, vento atravessando vãos.
Não sabemos se veremos essa casa pronta,
nem se haverá chave para nós,
mas seguimos sonhando a planta dela.


O passado é uma casa onde deixamos
versões antigas de nós;
às vezes voltamos, devagar,
como quem acaricia um álbum amarelado,
mas sabemos que não há cama pronta
nem lugar para ficar.
O presente é a casa que respira conosco,
com suas frestas, suas manhãs,
seus pequenos cuidados cotidianos
que sustentam o que somos.
O futuro é uma casa azul desenhada no horizonte,
em obras, em névoa, em promessa,
e caminhamos rumo a ela
sem saber se um dia
ela nos reconhecerá na porta.


✍©️@MiriamDaCosta

Oh! Outono!
Volta para os meus braços.
Já não suporto o calor excessivo do verão.
Vem, refresca os meus dias
e embala as minhas noites com frescor.


Oh, Outono,
retorna ao abrigo do meu colo.
O verão me exaure
com seu fogo insistente.
Vem com teus ventos mansos,
refresca esses dias febris
e derrama silêncio fresco
sobre minhas noites.


Oh! Outono…
volta para os meus braços sedentos.
O verão arde demais em minha pele e na alma.
Preciso do teu sopro âmbar,
das folhas que caem como suspiros,
do frio suave que acalma o corpo
e adormece os pensamentos.
Vem…
refresca meus dias abafados
e devolve às minhas noites
o direito de respirar.


✍©️@MiriamDaCosta

Na nossa sociedade, muito se fala em inversão de valores. Esse fenômeno já é remoto; o que vemos hoje é uma quase total ausência de valores.
✍©️@MiriamDaCosta

Ter idade.
Ter tempo.
Eu não tenho idade.
Eu tenho tempo.
A idade do tempo:
o passado
que já foi presente,
o presente
que já foi futuro
e o futuro
que será presente
e passado.
Eu sou
uma costura
de retalhos do tempo.
✍©️@MiriamDaCosta

A União Europeia, com suas enraizadas diferenças e divergências, já nasceu predestinada ao falimento, pois a falência já estava sobrevoando os céus de algumas grandes nações europeias, enquanto em outras, já construía moradia em suas entranhas.