Ja Amei e não fui Amada
Se o mundo não fosse habitado pelos Cheios de Dúvidas, talvez os Cheios de Certezas já o tivesse destruído.
O romantismo quebrado, a solidão embriagada e uma estética suja e bonita de quem já viu o amor morrer dentro de um quarto de hotel e ainda assim tentou escrever poesia com o corpo todo doendo.
Onde o amor vira um tipo de salvação torta, e o respirar depende de alguém que já não sabe mais ficar. É poesia em combustão lenta. Dor com delay. E esperança mesmo quando tudo parece irrecuperável.
A ausência deixa espaço. E é nesse espaço que mora a dor. A memória do que já foi e talvez nunca tenha sido do jeito que a gente lembra.
Aqui a tempestade ficou engarrafada e o sentimento não resolvido é transformado em memórias que a gente não queima porque o cheiro da fumaça lembra casa.
Criança ! Fique quieta, tenha modos....já !
(E elazinha com um ar de superioridade, sem se irritar nem um pouquinho, e ainda com o rostinho inclinado, fazendo pose),
respondeu :
Não tenho modos e nem passos. Eu só me movimento.
Cada qual veio para está existência nesta dimensão já com um irrefutável compromisso com a vida. A infelicidade ocorre quando cada qual não o percebe ou por quebra de contrato unilateral de destino, quer deixar para o depois.
A dias que sei que já cheguei por este mundo como velho e que não nasci como a maioria, menino. Por isto, talvez, que tenham me colocado por nome de batismo, Abdias. O nascimento, a vida e a partida, ocorre bem diferente para certas pessoas.
A edificação residencial mais perfeita, já nos ensina o passarinho João de barro, é realizada com argila, cerâmica e terracota.
Acredito que algumas crianças, já nascem com um dna toxico dependente. Cabe aos pais e educadores, perceberem desde cedo está característica genética e buscarem desenvolver uma pedagogia que fortaleça a auto estima, a criatividade e a sobriedade. Os custos da educação especial nestes casos são irrisórios comparado ao montante de problemas que poderão ser evitados no futuro.
As terras do Brasil são ensolaradas já nos dizia uma musica e as favelas do Brasil, iluminadas, dia e noite. O maior consumo de eletrodomésticos, de informatica, de telefonia móvel e ar condicionados no Brasil estão nas favelas brasileiras. Cada vez mais difícil encontrar uma casa que não tenha pelo menos dois aparelhos e ligados sem parar. Como é também muito difícil encontrar uma casa sem televisão com os canais fechados por assinatura. Assim também ocorre com outros serviços, como o fornecimento de bujões a gás a preços extorsivos. O Brasil é realmente, uma terra abençoada, pena que Deus e o Diabo moram por aqui.
O Brasil já deveria ter entendido que para haver uma democracia limpa é necessário a unificação de vários partidos em poucos.
Devemos só fazer parte daquilo que já existe se podemos humildemente acrescentar e abrilhantar com o belo, com o suave e o sensível.
Erra se duplamente ao darmos uma chance a um idiota e imbecil que a nossa percepção já tinha condenado.
Fujo do meio dos importantes e famosos que já são bem mais que mereciam ser e nada fazem. Fico a vontade com os pequeninos e simples que nada são mas acreditam que tudo será melhor, pelo amor ao diferente, pela alegria de viver e pela abundante e implacável generosidade.
Algumas das melhores respostas para a nossa vida muitas das vezes já se encontram exatamente e de forma completa em alguns conhecimentos novos que ainda não sabemos.
Esse negocio de achar que a arte e a pintura contemporânea é isto ou aquilo....já era, pois vivemos em tempos de respeito as diferenças desde que não atinga o direito do que existe e do outro. O pseudo-artista que ainda não percebeu isto, não vive a arte hoje em dia e ainda vive soterrado no passado.
Confesso tudo, o que fiz e o que não fiz. Não quero arder no fogo do inferno pois já o verão carioca, a cada ano do Rio de Janeiro, está muito quente. De certo Deus é brasileiro mas mandou o capeta e a serpente fazerem um estagio não remunerado prolongado, por aqui.
