Isso Ja Nao me Pertence mais
Quando olho para a minha história, percebo que o que mais me marcou não foi apenas a violência que vivi.
Foi a quantidade de responsabilidades que colocaram sobre os ombros de uma criança.
Uma criança deveria estar preocupada em brincar, estudar, fazer amizades e descobrir o mundo. Eu não tive esse privilégio. Desde muito cedo precisei aprender a sobreviver.
Aprendi a reconhecer sinais de perigo antes mesmo de entender muitas outras coisas da vida. Aprendi a identificar mudanças de humor, ameaças e situações que poderiam terminar em violência. Aprendi a proteger meus irmãos quando eu mesma precisava de proteção.
Durante muito tempo, enxerguei isso como força.
Hoje entendo que essa força nasceu da necessidade.
Eu não escolhi amadurecer cedo.
Fui obrigada.
Eu não escolhi me tornar protetora.
Fui obrigada.
Eu não escolhi carregar preocupações de adultos quando ainda era uma menina.
Fui obrigada.
Eu não escolhi conhecer o medo antes de conhecer a segurança.
Fui obrigada.
E talvez seja por isso que, ao longo dos anos, eu tenha desenvolvido uma capacidade enorme de resistir.
Mas existe uma diferença entre ser forte e ser forçada a ser forte.
Muitas pessoas elogiam a resistência de quem sobreviveu. Poucas percebem o preço que foi pago para construí-la.
Mesmo assim, existe algo que me traz paz quando olho para trás.
Apesar de tudo o que aconteceu, eu não permiti que a violência definisse quem eu me tornaria.
Poderia ter reproduzido o mesmo ciclo.
Poderia ter me tornado uma pessoa amarga.
Poderia ter passado adiante toda a dor que recebi.
Mas escolhi outro caminho.
E talvez essa seja uma das minhas maiores vitórias.
Com o passar dos anos, percebi que a minha luta não era apenas por mim.
Era também pelos meus irmãos.
Eu sabia o que estávamos vivendo. Sabia o quanto aquilo nos destruía por dentro. Sabia que, se ninguém fizesse algo, aquela realidade continuaria se repetindo.
Por isso, quando finalmente consegui me afastar daquele ambiente, uma parte de mim nunca desistiu de ajudá-los a enxergar que existia vida além daquele sofrimento.
Hoje, quando digo que me sinto com a missão cumprida, não estou falando de perfeição.
Estou falando de liberdade.
Porque para quem cresceu em um ambiente saudável, liberdade pode significar muitas coisas.
Mas para mim, liberdade sempre teve outro significado.
Liberdade é dormir sem medo.
Liberdade é não ouvir gritos.
Liberdade é não viver esperando a próxima ameaça.
Liberdade é não precisar olhar para trás o tempo todo.
Liberdade é poder respirar em paz.
Durante anos eu vivi em estado de alerta.
Hoje eu vivo em estado de gratidão.
Não porque o passado deixou de existir.
Não porque as cicatrizes desapareceram.
Mas porque finalmente compreendi que sobrevivi.
As marcas continuam em meu corpo.
Algumas lembranças continuam em minha mente.
Mas aquilo que tentaram destruir permanece vivo dentro de mim.
A minha fé permanece.
A minha capacidade de amar permanece.
A minha esperança permanece.
A minha vontade de viver permanece.
E quando olho para os meus irmãos livres daquele ambiente, percebo algo que me emociona profundamente.
Nós conseguimos.
Depois de tantos anos de medo, dor, lágrimas e sobrevivência, nós conseguimos.
Eles marcaram partes da nossa história.
Mas não conseguiram escrever o nosso destino.
Hoje, eu não sou mais a menina que vivia esperando a próxima tragédia.
Sou a mulher que atravessou a tempestade e permaneceu de pé.
E isso ninguém jamais poderá tirar de mim.
Vivemos em uma época em que muitas pessoas afirmam, com absoluta convicção, que não existem mais pessoas fiéis. Basta abrir a internet para encontrar alguém dizendo que todo relacionamento termina em decepção, que ninguém muda e que confiar em outra pessoa é um erro.
Mas quanto mais observo a vida, mais percebo que a realidade é muito mais complexa do que essas frases prontas que circulam por aí.
Acredito que existem pessoas que fazem escolhas ruins repetidamente sem demonstrar qualquer interesse em crescer, refletir ou assumir responsabilidade pelos próprios atos. Essas pessoas existem. Assim como existem pessoas egoístas, desonestas e indiferentes ao sofrimento que causam aos outros.
Mas também existem pessoas que erram, enfrentam as consequências dos seus erros e, a partir delas, se transformam.
Ser humano é, em parte, aprender. E nem todos aprendem as lições da vida ao mesmo tempo.
Algumas pessoas passam anos acreditando que o amor é descartável. Outras vivem presas aos próprios medos, inseguranças e imaturidades. Algumas machucam quem amam porque ainda não compreenderam o valor do que possuem. Não porque sejam incapazes de amar para sempre, mas porque ainda não aprenderam a fazê-lo da maneira correta.
O tempo tem uma forma curiosa de ensinar.
Há pessoas que, depois de perderem algo importante, começam a enxergar a vida de outra maneira. Há pessoas que amadurecem quando finalmente entendem o significado da reciprocidade. Há pessoas que mudam quando percebem que o amor verdadeiro não é apenas um sentimento, mas também uma escolha diária de respeito, lealdade e compromisso.
Por isso, não acredito que um erro define para sempre quem alguém será. O que realmente define uma pessoa é aquilo que ela faz depois de errar.
Ela assume a responsabilidade?
Ela aprende?
Ela cresce?
Ela se torna melhor do que era ontem?
Essas respostas dizem muito mais sobre o caráter humano do que o erro em si.
Também acredito que quando alguém encontra um amor genuíno, algo profundo pode acontecer dentro dela. Não porque outra pessoa tenha o poder mágico de transformá-la, mas porque o amor verdadeiro frequentemente desperta partes adormecidas da nossa consciência. Ele nos convida a sermos melhores, mais responsáveis e mais atentos ao impacto das nossas escolhas.
Ao longo da vida, observei pessoas que permaneceram exatamente iguais durante décadas. Mas também observei outras que pareciam ter se tornado uma nova versão de si mesmas. Pessoas que abandonaram comportamentos destrutivos, reconstruíram relacionamentos, fortaleceram sua fé, encontraram propósito e passaram a viver de forma completamente diferente.
Talvez seja por isso que ainda acredito na humanidade.
Não porque todos mudem.
Não porque todos aprendam.
Mas porque alguns aprendem.
Alguns crescem.
Alguns transformam a dor em sabedoria.
E enquanto existirem pessoas capazes de reconhecer seus erros, amadurecer e escolher um caminho melhor, ainda existirá esperança.
Porque o que torna o ser humano extraordinário não é a capacidade de nunca errar. É a capacidade de aprender, evoluir e não permitir que os erros do passado decidam quem ele será no futuro.
Hoje, não tenho mais amigos daquela época, talvez nunca foram.
Elas queriam o meu brilho, acho que de algum jeito conseguiram tirar um pouco disso de mim.
Não deixe que tirem de você.
Te amo muito ❤️
29 de outubro de 2025
Não escrevi, mais sonhei com o 'C' chegando na cidade, passando em frente a minha casa e me procurando...
Sonhei com ele conversando comigo e com meu marido, em outro sonho, ele ria, mas não me olhava e dizia que eu era engraçada...
Sonhei com a minha mãe abandonada em uma feira e eu não queria falar com ela, porque já não tinha psicólogico para isso...
Sonhei com meu irmão Awkaerck perdido e eu procurando por ele...
Sonhei abraçando a Mayla novamente e dizendo que a amava, ela ficou surpresa e me abraçou de volta... Refizemos a amizade.
4 sonhos seguidos, que loucura!!
•Está no fundo do poço machuca por você pensar quê não haverá mais saída. Você pensa em ter dinheiro, casa, fama, poder...
•Mas está no topo lá no Alto pode machucar ainda mais.
•Você descobre que dinheiro não compra paz. Está cercado por pessoas não te garante amizade verdadeira.
•E quando você chegar lá no alto você vai se perguntar caramba é só isso?
Obs: O fundo do poço passa, o topo também passa.
Mas Deus não.
Às vezes você pensa em dizer algo, mas não diz. E por mais de uma vez você pensa em dizer..., mas não diz. E o tempo passa, e a oportunidade se vai — e às vezes, para sempre.
Tem portas que eu fechei, não porque nunca mais vou abri-las, mas porque quem me feriu, nunca mais deixarei entrar.
Tem coisas que não me servem mais.
Tem mesas que não me assento mais.
Tem assuntos que não me interessam mais.
Simplesmente porque amadureci.
Nem toda porta merece ser aberta novamente, nem toda companhia merece continuar a viagem.
Há fases que terminam para que outras possam começar.
Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo. (Filipenses 3:13-14)
Muitas empresas da fé que ainda funcionam hoje não têm mais credito algum na sociedade, estão quase que totalmente descartada pela nova geração, elas ainda se sustentam apenas pela força da propaganda, do entretenimento, dos shows, dos artistas e pelas muletas e escoras de coaches que prometem sucesso e riqueza aos seus frequentadores.
De fora para dentro,
o observador desperta.
E quando desperta,
não se contenta mais com a superfície das coisas.
Ele começa a investigar a memória da própria autoconstrução,
questiona a base dos seus valores,
o edifício do moralismo,
as projeções de objetivo, sucesso e pertencimento.
Então o desconforto jorra,
às vezes agressivo,
às vezes brutal,
porque toda consciência que amadurece
precisa encontrar a sombra antes de encontrar a paz.
E a sombra aparece com suas facetas amedrontadoras:
medos herdados, desejos negados, culpas mal nomeadas,
ambições disfarçadas de virtude,
feridas vestidas de personalidade.
A partir daí, nasce uma cegueira ao antigo e uma sede de perguntas para a vida.
O olhar fica frio, não por falta de alma,
mas por excesso de lucidez.
A realidade perde a maquiagem.
O véu de Maya cai.
E aquilo que antes parecia destino
começa a parecer condicionamento.
Mas o observador não tenta apenas ressignificar tudo.
Ele entende que algumas ruínas não pedem reforma,
pedem demolição consciente.
Então ele cria o novo.
Não um novo aprovado pelas vitrines do todo social,
não um novo domesticado pela moral dos outros,
não um novo feito para caber no aplauso alheio.
Mas um novo mais próximo do eu real,
um eu que não foge da sombra,
dialoga com ela.
Um eu que aprende a transformar desconforto em linguagem,
queda em arquitetura,
solidão em escuta,
e criatividade em afinação profunda da existência.
Porque talvez amadurecer seja isso:
deixar de decorar a cela
e começar a desenhar a chave.
[Verso 1]
Olhar-se no espelho deveria ser
o mais simples gesto de amor,
não o altar secreto do ego,
nem um julgamento sobre a cor,
sobre o corpo, o rosto ou a idade,
sobre tudo o que o tempo tocou.
O espelho não conhece a alma,
só devolve aquilo que encontrou.
Mas existe um rosto atrás do rosto,
uma história atrás do que restou,
uma criança pedindo cuidado
e um adulto dizendo: “Eu aqui estou”.
Não nego que preciso
mais do que nunca
da sua intrépida ousadia,
Porque com encanto ando
todos os dias revelando
pistas sem truques
e com discretas malícias
para desenhar contigo
no Mapa-múndi celeste
do amor tudo aquilo
que reúna e que convença
ser para nós o mais sedutor.
Aprecio o encanto desses olhos sutis, Que despertam as travessuras mais juvenis, Não existe delícia de amor mais feliz...
Não existe mais
Mapinguari
morando no mato,
Mesmo assim
é preciso seguir
com cuidado
nesta vida;
O Bicho-Preguiça
continua útil,
se seguir preservado.
Os tempos mudaram
definitivamente...
Só sei que existe
mais de um
Mapinguari
por todos os lados,
E não têm mais idade
e as línguas deles
estão sempre afiadas.
Os tempos são outros...
O Bicho-Preguiça
traz o melhor ensinamento:
O convívio não
pede enfrentamento
com Mapinguari de qualquer tipo.
Os tempos de hoje pedem que
não seja dado mais nenhum espaço.
Quando um Mapinguari surgir
para provocar ou mentir,
é só mudar o seu caminho,
fingir que escuta,
deixar falando sozinho
ou comece a ler um livro.
Só não deixe o Mapinguari
continuar enchendo os seus ouvidos.
Dois amores em pleno Alarão,
não posso mais ficar assim,
tenho que escolher quem vai realmente ser bom para mim,
e me honrar com amor no coração.
As cinzas transformaram
de maneira pressentida
o céu no lago parado da morte,
não sei mais a diferença
quando faz Sol ou chove.
Os meus sentidos andam
endurecidos e me pego
a cada dia gostando
menos de tudo o quê
estou testemunhando.
Perdi as contas de quantas
vezes mastiguei e engoli
a minha própria língua
por tomar noção que
muita coisa virou cinza.
Ler as notícias e insistir
em olhar para o céu
continua sendo um engano,
o Apocalipse está
dominando os pulmões.
Só sei que choro por dentro
e os pássaros cantam
de desespero antes
mesmo do Sol raiar
e não sei mais e como falar.
Não olho mais
para o calendário
Esperando por você
espalho o meu perfume
Como Lila florescida
sou absoluta poesia.
- Relacionados
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Frases de aniversário para dar os parabéns (e tornar o dia mais feliz)
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
- 54 frases de bom dia com frio para acordar mais quentinho
