Isso Ja Nao me Pertence mais
O meu coração já foi
partido em milhões de pedaços,
E estes pedaços que foram confundidos com cacos,
Na verdade detinham as cores próximas das andaluzitas
que cobri a minha estrada,
Quando pensaram que
eu não era de nada,
foi aí que me vesti de poesia
e deixei muita gente envergonhada.
Sem deixar esquecer
que antes de 1948 já havia
uma integridade territorial
embora ocupada sem
sucessivamente por impérios,
e sem apagar as marcas
do sofrimento alheio:
não desfiz o pacto com o tempo.
Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.
Não existe guerra limpa,
pois toda a guerra que
a vida do povo sacrifica
já pode ser considerada
uma guerra perdida.
Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.
Esta é uma guerra que
começou sem ter uma
razão esclarecida
e com verdades contadas
pela metade que podem
ser chamada de mentiras.
Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.
Com as as minhas letras
inabaláveis como o canto
que ultrapassou os muros
escuto "Ehna Flestinia'
enquanto Dalal continua presa
e o seu canto ganha o mundo.
Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.
Esta é uma guerra que
o meu lado é o lado
dos mais desprotegidos
e que continuam sendo
por 75 cinco anos torturados,
presos, mortos e perseguidos,
e que por mim nunca
foram nesta vida esquecidos.
Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.
Esta é uma guerra que
o meu lado é o lado dos reféns
e dos sistematicamente
agredidos enquanto havia
guerra mascarada de paz,
foram tantos os fatos que
para contar nem voz eu tenho mais.
Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.
Só sei que como quem dá
o último suspiro ainda insisto
pelo cessar-fogo na Palestina:
acreditar na paz é o único caminho.
Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.
Eu elevo o meu clamor pelo cessar-fogo na Palestina mesmo
que eu não esteja sendo ouvida
mesmo que digam que esta guerra
logo seja reescrita e esquecida.
Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.
As Pastorinhas
Canta o Galo saudando
o Sol da Humanidade,
porque já está na hora
de cumprimentar a aurora
e de viver com intensidade.
Passou por nós a Borboleta,
as flores estão desabrochadas
e até no poema foram avistadas
para diante dos presépios
por nós serem apresentadas.
A Jardineira colocou as flores
na cesta e a partir dela
criaram a própria coreografia
para irmos juntos de casa
em casa alegrando cada família.
Confessora da Açucena
sonhando com o Amor-perfeito,
com a intenção de Rosa Branca
fui em busca do teu Beijo
mesmo sem saber que
por mim seria descoberto.
Discreta como a Violeta
me junto ao Lírio e ao Jasmim,
porque tenho certeza
que você caiu do Céu para mim,
meu bonito Querubim.
A Mestra, a Contramestra
e a Professora guiam
o Cordão Azul, sim, senhor!
Deste cordão eu sou apenas
uma singela Pastorinha
e fora dele sou poetisa.
Os músicos, os coristas,
o Anjo, o Caboclo, os soldados,
os pastores e o Rei Herodes,
sei que todos eles ainda hoje
chegarão de muito longe.
Eles estão vindo mesmo e dá
para ver cruzando a esquina
da alegria com muita
algazarra chamando nome
por nome para ir conosco
se espalhando jogando
confetes no caminho.
A Estrela gentil, os alegres
marinheiros, os Três Reis Magos,
o Sábio Simão, a Diana,
o Pastorzinho Benjamin e a Cigana,
ao som dos coristas e músicos
nos animando pelas ruas da cidade
e alegres vamos dançando.
No Cordão Vermelho descobri
você como quem descobre
o melhor segredo da cidade,
a Mestra, a Contramestra,
a Professora, a Pobrezinha
e os pastores são testemunhas.
Você estava absolutamente distraído
e ao seu redor estavam todos rindo:
o sutil Crisântemo, a exuberante
Rosa Vermelha, a Saudade Roxa
agradecida e a atenta Sempre-Viva.
Você que não gostava nenhum
pouco de participar disso
foi flechado pelo Cupido
bem no meio das Pastorinhas,
e acabou por mim sendo
encontrado: o amor da sua vida.
O amor entre nós
nem deveria ter
nascido porque
mal nasceu era
óbvio que já
tinha morrido,
Não me esqueci
de tudo o quê
fizeste comigo,
Não vou errar
duas vezes;
A ausência
e o silêncio
são o prêmio
pelo desprezo
imerecido por
mim sofrido,
e não há nada
que faça esquecido.
O quê procurava
na vida em mim
você já encontrou,
Agora da tua parte
é arte e charme,
Lá na mesa tem
Mingau de Carimã
porque agora
sou eu a sua casa,
e não há mais nada
o quê procurar fora
daquilo que você sonhou.
Brasiletos florescidos
nesta madrugada
fazem meditar que
você já fez a sua opção,
A melhor decisão
já foi tomada e imparável
sem chance de regressão.
Capaz já tá pronto o teu
Chimarrão Primavera,
Ama o teu, idioma,
a tua cultura, a tua
gente e a tua terra,
Faça da tua querência
o teu legado
para que ninguém
te vença pelo cansaço.
Todos já participaram
de algum tipo de Pescaria
sem ter a ver
com Festa Junina,
E continuamos pescando
na vida sem deixar
alguns sequer perceber.
É o tal do Mungunzá,
é a tal da Canjica
com muito Coco e poesia,
Agora você também já
sabe o quê é Chá de Burro
e passou a saber esse nome,
Sim, e você também come.
A fogueira de São Pedro
já está ajeitada
no formato de triângulo,
Vou em busca
de alguém que se chame
Pedro para acender
com fé porque para dar
tudo certo este é o segredo
que vai incendiar o Arraial
e vai me abençoar até
encontrar você no meu
caminho para ir além
das danças até o Sol raiar.
Na beira do Madeira
já estive quando
estava na vibrante cheia,
Agora para mim
é memória e conto
daqui de Rodeio a História.
Sem você se dar conta
por todas às vezes
já perdi a conta
nas Alagoas de Nosso Senhor
que do nada me deparei
com o Anjo Corredor,
Só sei que ainda não
me deparei com o seu amor.
No bailar
do tempo,
completam
nove meses,
disseram
até absurdos
e que os
bombardeiros
já se foram,
é fato que
muitos são
os receios
que ficaram.
Nem o direito
de se cuidar
e o acesso
para a
inocência
comprovar,
não foram
cumpridos,
e não se
fala em
outra coisa:
que os abusos
contra ele seguem
consecutivos.
É inegável que
se trata de um
pesadelo sem
data e hora
certos para
terminar,
as perguntas
continuam
sem respostas,
o General foi
preso sem provas.
O meu coração
está triste faz
algum tempo,
A repressão
já ultrapassou
além do limite,
Porque em si
já era para ser
taxada de crime,
De tão engenhosa
que é: estamos
viciados nela.
Não sei
dos generais,
Da tropa não
falam mais,
Há flores
no calabouço.
O beltrano
e seu calote
premeditado
em Pindorama,
Da paz escutei
que houve
fracasso.
Ao mundo ele
não mais engana.
Quando penso que perdi
o embalo do tempo,
Terrivelmente lembro
que já se passaram
quatro fatais meses
gritando por causa
dessa prisão injusta,
o oceano não tem culpa.
Mas a impressão que tenho
é que os meus gritos estão
sendo levados pelo vento
e abafados pelas ondas do mar.
E assim quando
penso em desistir
a poesia convida
o verso para
esticar a estrofe
e não parar de remar.
No efeito cão correndo
Atrás do rabo já
Se passaram 100 dias,
E até nada que console
A maldita agonia
De quem espera obter
A liberdade por justiça.
E como dialogar ainda
Se encontra inacessível,
A última notícia é que
Cedo, tarde ou nunca
Virá a anistia,
Mas faço votos que
Ela venha o quanto antes
Em nome do diálogo
Que dizem que existe
Do que onde há coroa,
A honra não deve ser
Equilibrada numa canoa.
Na vida quem assume
A condução do destino
De um povo não deve
Se permitir ficar alienado,
E se incomodar à toa
Só porque há quem seja
E pense diferente,
Ele deve se abrir e escrever
No livro da vida da melhor
Forma que pode para ser
Honrado para sempre.
Magnífico Espírito Santo
que amo profundamente tanto,
Já perdi as contas de quantos
Versos Intimistas sigo sempre
te louvando com igual disposição
do majestoso Ipê-ovo-de-macuco
que deixa o vento espalhar
as suas pétalas de amor
pelos caminhos do coração
enfeitando o seu abençoado chão.
A beleza de um Ipê-róseo
em Minas Gerais é incomparável,
E faz lembrar que sob ele
já houve o encontro com
o inevitável que continua mais
vivo do que antes e com os meus
Versos Intimistas continua
em curso até o final dos dias,
Porque sabemos o quê
queremos e como queremos
de um jeito inteiramente nosso
sem nenhum mistério
no ritmo do nosso Hemisfério
que nem mesmo o tempo há de deter.
Escrever sobre o quê todos já sabem,
Que nesta vida ninguém usa a cabeça?
A água limpa é fonte de vida,
Economizá-la sempre compensa.
Porque ela hidrata, limpa e nos renova,
Toda a homenagem não é o bastante,
Economizar a água é a maior forma de recompensa.
Água, água, água...
Água, água...
Água...
Água, água, água...
Já que resolvi escrever, escrevo sobre a ingratidão,
Da nossa Humanidade que não preserva nada,
Nem a água que utiliza, se banha e bebe,
Gente ingrata que nem ao Bom Deus,
- obedece -
Humanidade que suja a água,
Fonte de vida que fortalece
- Gente
Que a polui, a abandona e a esquece.
A insistência
cochala agrediu
Cochabamba,
E o mundo que
já conhecia
este filme fingiu
que não viu,
Quase fizeram
com quem teve
a casa revirada
e não estava
para os seus
pertencer defender,
porque foi forçado
ao exílio para a sua
própria vida proteger.
É golpe! É golpe!
Não me canso
do golpe na Bolívia
ao mundo denunciar,
O povo indígena
nas mãos
desses terroristas
correm perigo,
Se o continente
não se mobilizar.
Algo de pesado
ronda o continente,
Que mantém soltos
os culpados e presos
muitos inocentes
como a tropa
e o General que foi
preso há quase
dois anos no meio
de uma reunião
pacífica no dia
treze de março,
E todo o dia não
me canso de por
cada um deles
continuar a me queixar.
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