Isso Ja Nao me Pertence mais
Quando parecia tão distante nossa aproximação, eu já te via em meu colo e já te sentia em meus braços.
Hoje
Sem saber por quê
Fui lembrar
De um tempo que ficou pra trás
E vi alguém
Alguém que eu já não sou mais
Porquanto,
A despedida é uma constância
Só que quase que despercebida
E as fases da vida, tem prazo de validade
De vez em quando
Quase vemos isso, qual criança
A se rir de um medo bobo que não finda
Pra no fim da vida ter segredo
A saber-se o mesmo ainda... e ninguém vê
Pois, se conhecimento é uma conquista
A lista do que não sabemos permanece vasta
E é preciso ser um grande tolo pra pensar vencer
Vida, doce vida
Passa tão depressa
Quanto um lindo verso de lua cheia
O dia vem, pouca gente viu a lua
e o luar... ninguém
A gente segue, abandonando
Um medo ou outro ao longo do caminho
Como quem se despede de velha amizade
Mas que ainda existirão
Um dia após o fim da eternidade
Há um tempo a despir-se também
De todo e qualquer orgulho
Como espelho que se parte
Agora partimos
Sem fazer barulho, alarde ou ruido
Nem querer se fazer ouvido
Pois, quanto mais a gente cresce
Mais a gente se apequena
de tanto pensar, se pensa
E vê que não vale a pena.
Edson Ricardo Paiva.
O SÉCULO DA ALMA.
"Tenha paciência, pois já vivestes séculos incontáveis e estás diante de milênios sem fim."
A advertência espiritual acima foi transmitida pelo Espírito André Luiz e psicografada por Chico Xavier na obra Agenda Cristã capítulo 30. Nela encontramos uma das mais profundas sínteses da pedagogia espiritual ensinada pela doutrina Espírita. Não se trata de uma frase de consolo superficial. Trata-se de uma chave filosófica para compreender a própria estrutura da existência humana.
A impaciência é uma das doenças psicológicas mais características da modernidade. O ser humano, encerrado na estreita perspectiva de uma única vida corporal, imagina que tudo deve realizar-se dentro de poucas décadas. Espera compreender o sentido da existência rapidamente. Deseja resolver conflitos morais de séculos em alguns anos. Pretende alcançar serenidade interior sem atravessar as inevitáveis provas da educação espiritual.
Essa expectativa nasce de um erro de perspectiva. O indivíduo mede o universo com a régua curta da própria ansiedade.
Entretanto a doutrina oferece um horizonte completamente diverso. O Espírito não começa na infância de um corpo. Tampouco termina na dissolução da matéria. A consciência espiritual atravessa séculos. Ela se aperfeiçoa através de inúmeras existências. Cada encarnação constitui apenas um breve capítulo dentro de uma longa epopeia moral.
Quando o Espírito André Luiz afirma que já vivemos séculos incontáveis, ele não emprega uma metáfora literária. Ele descreve uma realidade íntima vivida da alma.
A vida humana, observada sob a ótica espiritual, assemelha-se a uma escola milenar. Cada experiência é uma lição. Cada dor funciona como instrumento educativo. Cada alegria revela lampejos de harmonia que aguardam maturação futura.
Assim compreendida, a paciência deixa de ser passividade resignada. Ela
transforma-se em lucidez diante do tempo espiritual.
A própria tradição bíblica já insinuava essa dimensão temporal muito mais ampla da existência. No texto sagrado encontramos a afirmação.
"Mas, amados, não ignoreis uma coisa. Que um dia para o Senhor é como mil anos. E mil anos como um dia."
2 Pedro 3.8.
Essa passagem revela uma intuição profundamente espiritual acerca da relatividade do tempo quando observado sob a perspectiva divina. Aquilo que para o ser humano parece demorado constitui apenas um instante no movimento universal da vida.
A doutrina da reencarnação desenvolve essa percepção com clareza filosófica. O Espírito progride gradualmente através de sucessivas experiências corporais. Em cada existência ele trabalha imperfeições antigas. Desenvolve virtudes ainda embrionárias. Aprende lentamente a ciência moral do amor.
Sob essa ótica, nenhuma dificuldade deve ser interpretada como fracasso definitivo. As quedas tornam-se lições. Os erros convertem-se em aprendizado. As dores refinam a sensibilidade espiritual.
Essa concepção possui profundas implicações psicológicas.
Grande parte da ansiedade humana nasce da ilusão da urgência absoluta. O indivíduo acredita que precisa resolver tudo agora. Quer compreender todos os enigmas da vida em poucos anos. Deseja alcançar plenitude moral imediatamente.
Essa pressão interior gera frustração, angústia e desalento.
Quando a consciência assimila a realidade dos milênios espirituais, algo se transforma na alma. Surge uma serenidade nova. O Espírito compreende que a evolução é gradual. A perfeição moral é uma conquista progressiva. Nenhuma existência isolada esgota as possibilidades de crescimento.
Essa percepção não estimula a negligência moral. Pelo contrário. Ela inspira responsabilidade lúcida.
Cada dia torna-se precioso. Cada gesto de bondade representa um avanço real na jornada da alma. Cada esforço de superação grava na consciência uma conquista que nenhuma morte poderá apagar.
A pedagogia divina não se constrói pela pressa. Ela se constrói pela perseverança.
O universo espiritual funciona como uma vasta universidade da consciência. Nela aprendemos lentamente a disciplina da compaixão. A ciência do perdão. A arte silenciosa da fraternidade.
Compreender essa verdade transforma a maneira de interpretar as dores da vida.
Aquilo que parecia castigo revela-se como oportunidade educativa. Aquilo que parecia absurdo converte-se em experiência formadora.
A paciência então floresce como virtude ativa da alma. Não é imobilidade. É confiança lúcida no processo evolutivo da vida.
O Espírito aprende a caminhar sem desespero. Trabalha sem precipitação. Espera sem desânimo.
E aos poucos descobre uma verdade que somente os séculos ensinam.
O tempo não é inimigo da alma. O tempo é o grande instrumento através do qual Deus educa silenciosamente o Espírito humano.
Assim nasce a serenidade dos que compreendem a lei da reencarnação. Eles sabem que a vida não é um episódio isolado. É uma longa jornada através das eras. Uma travessia moral que se estende pelos séculos. Uma escola divina onde cada existência representa apenas uma página do grande livro da consciência.
E quando essa compreensão amadurece no íntimo do ser, surge uma convicção profunda.
A eternidade não exige pressa. Ela pede fidelidade ao bem em cada instante vivido.
"Um texto profundo sobre a pedagogia dos milênios na evolução do Espírito."
Para ajudar um perdido encontrar o seu caminho...
Aquele que já passou precisa deixar "BOAS MARCAS" na estrada!
É dentro da pequena concha que mapeio rotas, quando vejo as perolas sei que já é o ponto de chegada.
A vida já me virou do avesso tantas vezes, que aprendi a gostar do lado contrário, é nele que mora minha força mais silenciosa, eu sobrevivo porque me reinvento, e me reinvento porque me recuso a desistir.
Já perdi guerras internas que ninguém viu, mas também venci batalhas que nem eu acreditava, sou feito de quedas e vitórias, e cada uma delas construiu minha essência, sou sobrevivente de mim mesmo.
O silêncio já foi prisão, depois virou abrigo, e agora é meu templo particular, é nele que converso comigo, é nele que Deus me responde, silenciar é sagrado.
Já alguma vez olhaste para o céu e perguntaste-te:
Quem sou eu, no meio de tantos bilhões? Para que é que servirá a minha existência? Porque é que Deus me quis imperfeito como sou, pecador como sou, eu como sou?
A resposta não está lá, nem no ChatGPT, nem mesmo na Bíblia... A resposta está só em ti e em Deus, que foi quem te deu a oportunidade de escolheres ser quem és.
Se enfrentarmos os problemas já a pensar que são GRANDES problemas, ui, aí é que se tornam GRANDESSÍSSIMOS problemas!!!
Eu
O que eu sou?
Sou o orgulho da pessoa que sou, pela batalhas já vividas, pelos conflitos vencidos.
Sou a força que não se dobra, a esperança que não se apaga,
Um eco de cada lágrima que um dia me molhou a face.
Sou o aprendizado em cada tropeço, a coragem em cada recomeço,
A cicatriz que conta a história, a sabedoria que me aflora.
Sou a voz que clama por justiça, a calma que acalma a fúria fria,
Um mosaico de momentos, de alegrias e de lamentos.
Sou a semente que germina no deserto, o voo livre, o desejo aberto,
O pulsar incessante da vida, a fé na jornada percorrida.
Sou a alma que entende a dor, a mão que estende o amor,
Um ser em constante evolução, buscando em cada passo a perfeição.
O passado já se foi há um segundo. O futuro chegará em um segundo. O presente é o breve instante entre ambos — e é nele que toda a vida acontece.
A meu ver, o crepúsculo do mundo já chegou. Como ser humano devemos aproveitar os minutos que nos restam.
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